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Não era para combater o narcotráfico? Então porque tomar os navios com petróleo? - Giro de 22/12/25.

Por Marcio Nolasco


Marcio Nolasco
Marcio Nolasco

Os Estados Unidos ampliaram as pressões sobre o transporte de petróleo venezuelano neste final de semana, expandindo o bloqueio marítimo ao país caribenho iniciado no início do mês. Ao menos dois navios foram abordados pela Guarda Costeira americana em águas caribenhas neste sábado e domingo. Um deles, navegando com bandeira panamenha, transportava 1,8 milhão de barris de petróleo com destino à China. O petroleiro batizado de Centuries não consta da lista de navios sob sanção do Tesouro americano, e sua abordagem e o confisco de sua carga não estão previstos pelas leis internacionais. Um segundo navio, batizado de Bella 1, também com bandeira panamenha, navegava desabastecido de petróleo em direção à Venezuela quando foi abordado por forças americanas. Até o fim da tarde de ontem, a embarcação ainda não havia sido apreendida pelos EUA. De acordo com fontes americanas, o Bella 1 está na lista de navios sancionados e estaria apto para a abordagem.


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O presidente venezuelano reagiu com retórica belicosa, mas sem ações concretas. Nicolás Maduro classificou as apreensões de navios transportando petróleo venezuelano em águas caribenhas como “pirataria de corsários”. Em mensagem no Telegram, Maduro evitou mencionar diretamente as duas apreensões realizadas no fim de semana e afirmou que a Venezuela está há 25 semanas denunciando e enfrentando o que chamou de “campanha de agressão”, que incluiria desde “terrorismo psicológico” até ataques de “corsários” a navios petroleiros.


A crise entre Estados Unidos e Venezuela dominou parte das discussões da Cúpula do Mercosul, que reuniu os líderes do bloco em Foz do Iguaçu neste sábado. O presidente Lula criticou a presença militar norte-americana na região e alertou que uma intervenção armada na Venezuela seria “uma catástrofe humanitária” e um “precedente perigoso”. Segundo ele, o continente volta a ser “assombrado” pela ação de uma potência extrarregional. Já o presidente argentino Javier Milei, aliado de primeira hora do presidente americano Donald Trump, disse apoiar a pressão dos EUA para “libertar” a população venezuelana. O argentino chamou Nicolás Maduro de “narcoterrorista” e afirmou que a crise no país vizinho exige ações mais firmes da comunidade internacional. A divergência se refletiu na recusa de Brasil e Uruguai a assinarem um comunicado conjunto liderado pela Argentina defendendo a “restauração da democracia” na Venezuela. O Itamaraty queria que o documento incluísse uma crítica à presença de forças militares internacionais no Caribe, o que foi rejeitado. Na avaliação do Planalto, uma manifestação oficial do Mercosul poderia ser interpretada pelos Estados Unidos como apoio a uma eventual ação militar americana na Venezuela.


A reunião de Cúpula do Mercosul, aliás, foi esvaziada com a decisão da União Europeia em pedir mais um adiamento para a assinatura do acordo comercial, previsto para ocorrer sábado. A impaciência com a UE, dividida e sob pressão de setores agrícolas, ficou ainda mais evidente neste encontro. Enquanto isso, países como Emirados Árabes Unidos, Canadá e Índia têm intensificado tratativas com o Mercosul para acordos econômicos. A possibilidade de que esses parceiros obtenham acesso preferencial a mercados e minerais essenciais da região despertou preocupação em capitais como Londres e Tóquio.


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O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026 na sexta-feira, com R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares e previsão de superávit primário de R$ 34,5 bilhões, dentro da margem do arcabouço fiscal. Para alcançar a meta fiscal, o texto traz cortes em despesas obrigatórias, com redução de R$ 6,2 bilhões nos gastos previdenciários e ajustes em programas sociais como o Pé-de-Meia e o Auxílio Gás. As emendas seguem como um dos principais eixos do Orçamento, com cerca de R$ 38 bilhões de execução obrigatória e pagamento acelerado ao longo do ano.


E o fim de ano continua agitado no STF. Neste domingo, o ministro Flávio Dino suspendeu um dispositivo incluído no projeto que corta benefícios fiscais e que previa a revalidação de emendas parlamentares já canceladas. O artigo suspenso permitia recuperar emendas inscritas como restos a pagar entre 2019 e 2023, autorizando sua execução até dezembro de 2026.


No Planalto, a ordem é a mesma. O governo decidiu vetar ou bloquear as emendas extras inseridas pelo Congresso no Orçamento de 2026 sem negociação prévia com o Executivo. A movimentação parlamentar, feita na reta final da votação, pode ter redirecionado até R$ 11,5 bilhões para demandas de interesse eleitoral, reduzindo recursos destinados a políticas sociais. (Folha)


O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a mais uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, informaram seus médicos em nota divulgada neste domingo. Exames constataram a projeção de parte do intestino pela parede abdominal. O comunicado afirma que Bolsonaro permanecerá internado para o procedimento. Além da cirurgia, os médicos programam um bloqueio do nervo frênico para tentar controlar crises persistentes de soluço, que não responderam a medicamentos. A data da operação não foi definida. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a intervenção.


E o núcleo do bolsonarismo foi atingido na sexta-feira por uma operação da Polícia Federal contra desvio de verbas parlamentares. Os alvos foram os deputados do PL fluminense Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara, Carlos Jordy, acusados de desviar R$ 27 milhões de verbas de gabinete. Na casa de Sóstenes, a PF encontrou R$ 430 mil em dinheiro dentro de um saco num armário. O parlamentar se disse alvo de perseguição e alegou que a quantia era resultado da venda de um imóvel, sem dar detalhes ou explicar o motivo para a negociação ter sido feita em espécie.

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