To Fu, To Folli - Toffoli deixa o caso Master; Mendonça é o novo relator
- Marcio Nolasco

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Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP

Após meses de desgaste e uma longa reunião entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que avançou até o início da noite desta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. Seu substituto, decidido por sorteio, será André Mendonça, a quem caberá decidir se o caso volta inteiro ou em partes para a primeira instância. Ao longo de todo o dia, Toffoli vinha sendo pressionado a deixar a relatoria e até mesmo o Supremo, por conta da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre ele e o dono do Master, Daniel Vorcaro. Em nota, o STF informou que Toffoli, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu a redistribuição do caso a outro ministro. No mesmo comunicado, o Supremo afirmou que não há fundamento para arguição de suspeição, reconheceu a validade de todos os atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao magistrado, destacando a inexistência de impedimento formal.
A saída de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo costurado ao longo da tensa e prolongada reunião entre os ministros do STF. Segundo ministros, o relator percebeu rapidamente que não havia maioria para sua permanência. Inicialmente resistente, acabou cedendo após ouvir manifestações de colegas que avaliaram ser inevitável a continuidade das pressões — internas e externas — caso insistisse em seguir à frente do inquérito.
Para ler com calma. As informações contidas nos relatórios da PF entregues a Fachin ainda não são públicas, mas pequenos detalhes burocráticos dão a entender que a relação entre Toffoli e Vorcaro pode ter consequências bem mais ruidosas do que a simples saída do ministro da relatoria do caso.
O ministro, aliás, vem acumulando um considerável patrimônio com imóveis. Somados, os imóveis registrados em Brasília em nome de Toffoli, da filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente envolve um apartamento de alto padrão, comprado em fevereiro por R$ 2,5 milhões por Pietra Ortega Toffoli. A escritura não registra financiamento bancário, o que indica pagamento à vista. Procurado, Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal”.
Toffoli passou o dia tentando se defender e buscando maneiras de angariar apoio para se manter na relatoria do caso. Fracassou. Sua última ação como relator foi determinar à Polícia Federal que encaminhasse ao seu gabinete os relatórios sobre o Master, incluindo os dados extraídos dos telefones de Vorcaro, que, vale destacar, foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin, no início da semana. Toffoli ainda divulgou uma nota admitindo ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort do qual os irmãos de Toffoli são os controladores.
A crise teve reflexos na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou Toffoli ao STF em 2009, disse a aliados que o ministro estava desgastando a imagem do Supremo e deveria se afastar do caso Master. Pela manhã, Lula se reuniu informalmente com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, fez saber que o Planalto considerava que a insistência de Toffoli em seguir no caso contaminava o governo — por conseguinte, sua campanha à reeleição. Pelo lado da oposição, conta o Painel, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado a “jogar parado”, não se envolvendo com o tema. Segundo seus assessores, a situação desgasta o governo, e uma crítica de Flávio ao Supremo azedaria mais as relações da família com a Corte num momento em que se pleiteia a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar.
Após meses de desgaste e uma longa reunião entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que avançou até o início da noite desta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. Seu substituto, decidido por sorteio, será André Mendonça, a quem caberá decidir se o caso volta inteiro ou em partes para a primeira instância. Ao longo de todo o dia, Toffoli vinha sendo pressionado a deixar a relatoria e até mesmo o Supremo, por conta da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre ele e o dono do Master, Daniel Vorcaro. Em nota, o STF informou que Toffoli, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu a redistribuição do caso a outro ministro. No mesmo comunicado, o Supremo afirmou que não há fundamento para arguição de suspeição, reconheceu a validade de todos os atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao magistrado, destacando a inexistência de impedimento formal.
A saída de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo costurado ao longo da tensa e prolongada reunião entre os ministros do STF. Segundo ministros, o relator percebeu rapidamente que não havia maioria para sua permanência. Inicialmente resistente, acabou cedendo após ouvir manifestações de colegas que avaliaram ser inevitável a continuidade das pressões — internas e externas — caso insistisse em seguir à frente do inquérito.
Para ler com calma. As informações contidas nos relatórios da PF entregues a Fachin ainda não são públicas, mas pequenos detalhes burocráticos dão a entender que a relação entre Toffoli e Vorcaro pode ter consequências bem mais ruidosas do que a simples saída do ministro da relatoria do caso.
O ministro, aliás, vem acumulando um considerável patrimônio com imóveis. Somados, os imóveis registrados em Brasília em nome de Toffoli, da filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente envolve um apartamento de alto padrão, comprado em fevereiro por R$ 2,5 milhões por Pietra Ortega Toffoli. A escritura não registra financiamento bancário, o que indica pagamento à vista. Procurado, Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal”.
Toffoli passou o dia tentando se defender e buscando maneiras de angariar apoio para se manter na relatoria do caso. Fracassou. Sua última ação como relator foi determinar à Polícia Federal que encaminhasse ao seu gabinete os relatórios sobre o Master, incluindo os dados extraídos dos telefones de Vorcaro, que, vale destacar, foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin, no início da semana. Toffoli ainda divulgou uma nota admitindo ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort do qual os irmãos de Toffoli são os controladores.
A crise teve reflexos na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou Toffoli ao STF em 2009, disse a aliados que o ministro estava desgastando a imagem do Supremo e deveria se afastar do caso Master. Pela manhã, Lula se reuniu informalmente com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, fez saber que o Planalto considerava que a insistência de Toffoli em seguir no caso contaminava o governo — por conseguinte, sua campanha à reeleição. Pelo lado da oposição, conta o Painel, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado a “jogar parado”, não se envolvendo com o tema. Segundo seus assessores, a situação desgasta o governo, e uma crítica de Flávio ao Supremo azedaria mais as relações da família com a Corte num momento em que se pleiteia a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar.
Alalaô
Marcelo Martinez

E Lula voltou a pressionar o senador Rodrigo Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais. Segundo um auxiliar do parlamentar, Lula não abriu espaço para que Pacheco apresentasse outras alternativas para o estado em uma reunião entre os dois. Pacheco respondeu que tem responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia, e afirmou que tomará uma decisão no momento certo. A definição passa também por uma mudança partidária. Hoje no PSD, Pacheco deve deixar a sigla, que pretende lançar Mateus Simões, vice de Romeu Zema, ao governo mineiro.
Enquanto isso, o TSE rejeitou o pedido de liminar para barrar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fará homenagem ao presidente Lula. Por unanimidade, a Corte acompanhou o voto da relatora, a ministra Estella Aranha, que afirmou não ser possível impor censura prévia. Segundo a decisão, eventuais irregularidades deverão ser analisadas posteriormente. (Poder360)
Documentos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicam que Jeffrey Epstein, bilionário acusado de tráfico sexual de menores, possuía um CPF registrado no Brasil. A informação aparece em uma relação de arquivos tornada pública nas últimas semanas, em uma pasta intitulada “Arquivos diversos”, vinculada ao nome de Epstein.
Dados do Sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram uma queda na área sob alerta de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. A redução foi de 35,4% na Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 ante o mesmo período do ano anterior, além de ser o menor valor da série histórica do Deter. No Cerrado, a contenção foi de 5,9%, apesar do aumento de 45,5% no Pantanal. O coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros do Inpe, Claudio Almeida, ressalta que os próximos meses ainda são decisivos para o resultado final do ciclo.
Produzida por veículos transitando em rodovias, a poluição sonora noturna pode causar alterações no organismo de quem vive em suas proximidades. Um estudo publicado na revista científica Environmental Research sugere que o barulho pode levar a níveis mais elevados de colesterol no sangue e de metabólitos relacionados ao acúmulo de gordura em adultos, que provocam doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. O risco é maior para pessoas expostas a níveis de ruídos com cerca de 50 decibéis (dB) ou mais.
A Justiça de São Paulo decidiu, em uma liminar, que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) suspenda a aplicação das regras impostas para as escolas cívico-militares no estado em até 48 horas. A juíza Paula Narimatu de Almeida disse haver evidências de que as normas violam o princípio da legalidade e ofendem o princípio da gestão democrática do ensino diante do potencial discriminatório do projeto. O regulamento previa que os alunos seriam proibidos de adotar determinados cortes de cabelo, barba e bigode. Já as meninas teriam de usar os cabelos sempre presos e não ter adereços.













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