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MORO: DE HERÓI NACIONAL A NÃO CANDIDATO NO PRÓPRIO ESTADO

A situação de Sergio Moro na disputa pelo Governo do Paraná em 2026 é curiosa: ele é o favorito nas pesquisas de intenção de voto, mas enfrenta uma "tempestade perfeita" nos bastidores que ameaça inviabilizar sua candidatura.


O problema não é o eleitor, mas a política partidária. Aqui estão os principais motivos pelos quais ele tem dificuldade em sustentar essa candidatura:


1. O Veto do PP e o Impasse na Federação


O União Brasil (partido de Moro) e o PP estão em processo de formar uma federação partidária. No entanto, o PP do Paraná, liderado por Ricardo Barros, vetou formalmente o apoio a Moro.


  • Motivo: Barros e outros quadros do PP foram alvos da Operação Lava Jato. Há um forte componente de "acerto de contas" político.

  • Consequência: Se a federação for selada, Moro pode ficar sem legenda para concorrer, pois os partidos federados devem lançar um candidato único.


2. A "Máquina" de Ratinho Júnior


O atual governador, Ratinho Júnior (PSD), possui uma aprovação altíssima (superior a 80%) e é o grande "eleitor" do estado.


  • Apoio incerto: Ratinho ainda não declarou quem será seu sucessor. Se ele escolher nomes como Rafael Greca (ex-prefeito de Curitiba) ou Alexandre Curi, a máquina do estado e o PSD — que é o partido mais forte do Paraná hoje — estarão contra Moro.

  • Transferência de voto: Pesquisas indicam que um candidato "abençoado" por Ratinho tem potencial para ultrapassar Moro rapidamente.


3. Falta de Apoio Interno no Próprio Partido


Moro não é unanimidade nem dentro do União Brasil. Lideranças nacionais e regionais do partido muitas vezes o veem como um "corpo estranho" que não joga o jogo político tradicional de coalizões. Isso gera insegurança sobre se o partido realmente investirá recursos pesados em sua campanha.


4. A Rejeição Estratégica


Embora lidere as pesquisas (com cerca de 40% em alguns cenários), Moro também carrega uma rejeição considerável.


  • De um lado, o eleitorado de esquerda o vê como o algoz de Lula.

  • De outro, parte do eleitorado bolsonarista raiz ainda guarda mágoas de sua saída do governo Bolsonaro em 2020.

  • Isso cria um teto para o seu crescimento em um eventual segundo turno.


"Moro tem o nome, mas não tem o grupo. Na política brasileira, é difícil vencer uma eleição majoritária para o Executivo sendo um "lobo solitário" sem o apoio de uma ampla coligação de partidos e prefeitos". Marcio Nolasco.


Vamos aqui fazer uma resumo via imagens de várias pesquisas e postagens na imprensa nacional e estadual (Paraná), veja:




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