Entre o silêncio e a responsabilidade
- Christina Faggion Vinholo

- há 10 horas
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Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista em AT e NT.
Eu nunca gostei de política.
Nunca fui filiada a partidos, nunca fiz militância. Meus votos sempre foram guiados pela consciência — tentando escolher, dentro das limitações humanas, aquele que apresentava propostas que parecessem melhores para o povo. Nem sempre acertei.

Mas os tempos mudaram.
A polarização se aprofundou, os abusos se tornaram recorrentes, e a democracia em nossa nação tem sido visivelmente enfraquecida. Diante disso, entendo que o silêncio já não é neutralidade — é omissão.
Fingir que nada está acontecendo não é uma opção cristã.
Há coisas graves em curso. Um povo confundido, manipulado ou perseguido. E, diante disso, não existe meio-termo confortável.
Confesso que meu desejo mais profundo seria viver sob um governo teocrático. Mas a própria história bíblica nos lembra que a humanidade sempre resistiu ao governo de Deus. Israel pediu um rei, mesmo advertido de que ele cobraria impostos, imporia cargas e exerceria domínio. Ainda assim, era isso que queriam.
Hoje, portanto, resta-nos escolher — não o governo perfeito, mas aquele que menos se afasta dos princípios do Reino. Um governo que preserve valores bíblicos como a família, a justiça, a dignidade humana, o direito do fraco, a verdade.
No Brasil de hoje, como cristãos, somos chamados a nos posicionar contra tudo aquilo que fere a dignidade da pessoa, que distorce a justiça e que viola direitos. E não se trata de demonizar homens — porque nossa luta não é contra carne e sangue —, mas também não se trata de nos calar diante do erro.
Calar, neste momento, não é prudência.
É abdicar da responsabilidade.
E eu não posso mais fazer isso.
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