Matar Lula, Moraes e Alckimin: Plano Confirmado por General em depoimento
- Marcio Nolasco

- 25 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP
As últimas notícias de 24 de julho (quinta feira) confirmam que o general da reserva Mario Fernandes admitiu ser o autor de um plano que previa a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O Plano "Punhal Verde e Amarelo"
O general Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro, está preso desde novembro de 2024 e é réu na ação que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito.
Ele confirmou a autoria do documento chamado "Punhal Verde e Amarelo" em depoimento ao STF. No entanto, o general alegou que o documento era apenas um "pensamento digitalizado" ou uma "análise de riscos" e um "compilado de dados", sem qualquer intenção de execução ou que tenha sido apresentado a qualquer pessoa. Ele afirmou que o imprimiu para si mesmo por "hábito de ler fora de telas" e que o rasgou logo depois.
No depoimento, o general alegou que o arquivo era pessoal, mas confirmou que determinou a impressão do documento em uma impressora do Palácio do Planalto.
Contudo, segundo o militar, o documento era destinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que era comandado pelo general Augusto Heleno, que também é réu. Ele negou que o arquivo seria apresentado em uma reunião com Bolsonaro.
"A determinação foi minha ao meu chefe de gabinete, o Reginaldo Vieira de Abreu, que emitisse seis cópias. Essas seis cópias foram emitidas. O objetivo delas era apresentar ao GSI, que, doutrinariamente, era responsável pela montagem do gabinete de crise", disse.
Contexto da Investigação
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista está dividida em núcleos. O general Mario Fernandes faz parte do núcleo 2, descrito como responsável pela "gerência" do plano golpista, coordenando ações de monitoramento e "neutralização" de autoridades públicas.
A investigação da Polícia Federal (PF), que deflagrou a "Operação Contragolpe" em novembro de 2024, apurou que o plano foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 e posteriormente levado ao Palácio da Alvorada. O documento, segundo a PF, "revela o grau de violência das ações planejadas" ao descrever a possibilidade de assassinato de autoridades.
Este caso faz parte de uma série de investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, que envolvem diversos ex-integrantes do governo Bolsonaro e militares. A ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, que fazem parte do núcleo 1, está na fase de alegações finais e deve ser julgada em setembro.
É importante ressaltar que as investigações continuam em andamento, e os envolvidos têm o total direito à defesa.












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