E o Natal chegou.
- Christina Faggion Vinholo

- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista em At e NT.
Em meio às reuniões de família, às confraternizações, à troca de presentes, às comidas que carregam memórias, aos abraços que aquecem, às saudades que apertam e às alegrias que transbordam, somos gentilmente chamados a nos lembrar do que realmente importa.

Não sabemos o dia exato, nem o mês. As Escrituras não nos dão detalhes cronológicos para satisfazer nossa curiosidade, porque o centro do Natal não é a data — é o acontecimento. Sabemos, sim, que foi em Belém. Sabemos que ali, na simplicidade de um vilarejo esquecido, o eterno entrou no tempo. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.14).
O Filho unigênito de Deus, consubstancial ao Pai, não abriu mão de Sua divindade, mas abriu mão de Sua glória visível. O Rei vestiu-se de humanidade. Aquele por quem todas as coisas foram criadas escolheu nascer dependente, frágil, sujeito ao frio, à fome e ao cansaço. O Santo entrou na história marcada pelo pecado, não para condená-la, mas para redimi-la.
Ele se fez um de nós para que nós, pela graça, fôssemos feitos filhos de Deus. O Unigênito tornou-se o Primogênito entre muitos irmãos. Na manjedoura já se anunciava a cruz; no choro do recém-nascido já ecoava a promessa da ressurreição. O Natal não é o fim da história — é o início do cumprimento da promessa eterna de Deus.
Em Cristo, recebemos mais do que conforto emocional ou uma mensagem de esperança passageira. Recebemos vida. Vida abundante. Vida eterna. O Natal nos lembra que a nossa esperança não está nas circunstâncias, nas mesas fartas ou nos encontros perfeitos, mas naquele que veio ao nosso encontro quando estávamos perdidos, mortos em nossos delitos, incapazes de nos salvar.
O Deus transcendente se fez próximo. O Deus santo se fez acessível. O Deus eterno entrou em nossa história para nos conduzir de volta a Ele.
Neste Natal, antes de tudo, silencie o coração diante do presépio. Lembre-se: Deus não veio para embelezar nossas tradições, mas para transformar nossas vidas. Que a celebração não termine quando as luzes se apagam ou quando a mesa é recolhida, mas que o Cristo encarnado seja o centro da nossa fé todos os dias.
Que hoje renovemos nossa gratidão não apenas pelo que recebemos, mas por quem Cristo é — Emanuel, Deus conosco. E que, ao contemplarmos o Filho que veio em humildade, sejamos movidos a viver em obediência, esperança e amor, aguardando o dia em que Aquele que veio em simplicidade voltará em glória.
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