APÓS O TARIFAÇO: Brasil Navega em Alto Mar e Vence Tempestade com Superávit Recorde
- Nelson Guerra

- 8 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Por Nelson Guerra
Agosto marcou um capítulo digno de cinema na economia brasileira. Nosso navio do comércio exterior zarpou enfrentando um iceberg político erguido por Donald Trump — o temido “tarifaço” — que muitos previam capaz de afundar o Titanic tupiniquim.
A colisão parecia inevitável: as exportações para os Estados Unidos despencaram 18,5% no mês. Mas, como nas melhores histórias de superação, essa não foi a cena final. Com estratégia, diplomacia e a força de parceiros antigos e novos, o Brasil não apenas evitou o naufrágio: conquistou um superávit comercial de US$ 6,13 bilhões, surpreendendo até os mais céticos.

Lançadas pela frota norte-americana, os barcos de outros países também enfrentaram muralhas de gelo semelhantes, mas não tão grandes e frígidas como a perpetrada contra a embarcação brasileira, com incríveis 50 graus negativos de temperatura. Por isso, a expectativa apontava para um drama cinematográfico.
"TARIFAÇO" DE TRUMP: UM SOPRO DE VENTO QUE FEZ REVER ROTAS
O que parecia ser um golpe de mestre político concebido pelo capitão da embarcação norte-americana se tornou uma demonstração de resiliência e replanejamento de rota para os dirigentes do navio tupiniquim que muitos expectadores não supunham vivenciar de forma tão súbita.
O efeito imediato foi sim a queda de 18,5% nas exportações para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 2,76 bilhões em agosto. No entanto, essa queda tem uma explicação que vai além da simples imposição de barreiras, pois houve antecipação de vendas em julho, tendo em vista o anúncio de que em agosto a sobretaxa entraria em vigor.
Mas a superação brasileira, que merece festejos, veio por outros mares e decorre de outras manobras.
DO IMPACTO À MANOBRA DE MESTRE
Enquanto a balança com os Estados Unidos enfrentava águas turbulentas, o navio brasileiro simplesmente virou o leme. O Brasil, no final das contas, é maior do que o seu Porto de Santos. E foi essa força que se mostrou inabalável em agosto. As exportações totais não apenas resistiram, mas cresceram em comparação com o mesmo mês de 2024, atingindo a cifra de US$ 29,86 bilhões. Com as importações apresentando uma leve queda de 2%, a equação resultou em um invejável superávit comercial de US$ 6,13 bilhões.
Esse número não foi apenas positivo, ele foi acrobático, representando um crescimento de 35,8% em relação ao saldo de agosto de 2024, pois enquanto as vendas para os Estados Unidos tiveram queda de 18,5%, nossas vendas aumentaram para China (+29,9%), México (+43,8%) e Argentina (+40,4%), segundo o MDIC/SECEX. Os números mostram o sucesso da estratégia de diversificação, impulsionada pela diplomacia brasileira.
DE LESTE A OESTE, UM MAR DE OPORTUNIDADES ESTAVA À VISTA
O segredo para o sucesso não foi mágico, mas sim concebido a partir da capacidade de buscar e consolidar novos e velhos amigos. A nação brasileira demonstrou que, para navegar bem, é preciso ter vários portos seguros à disposição.
A China: O Gigante Amigo
· Parceiro número um, a China garantiu um superávit de US$ 4,06 bilhões, sustentando a estabilidade em meio à turbulência. Isso mostra que a relação não é apenas de compra e venda, mas de uma parceria robusta, capaz de sustentar a jangada comercial mesmo em momentos de turbulência.
O México: O Vizinho no Norte que Fortaleceu os Laços
· Laços reforçados por missão liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, abrindo espaço para novos negócios em saúde, biocombustíveis e agropecuária. O crescimento, portanto, não foi um evento isolado, mas o resultado direto de um movimento político calculado para fortalecer os laços econômicos na região.
A Argentina: A Sagacidade do Vizinho do Sul
· O Brasil também encontrou na porta ao lado uma força para impulsionar sua balança comercial. A valorização do peso argentino frente ao real tornou nossos produtos mais competitivos, ampliando as vendas. O sucesso com a Argentina mostra que, em um mundo de incertezas, o comércio regional pode se tornar uma valiosa rede de segurança.
O TIME EM CAMPO: INDICADORES QUE MOSTRAM QUE O MOTOR ESTÁ LIGADO
A performance espetacular do comércio exterior em agosto não foi um caso isolado, mas o indicativo de resultados positivos na economia interna. O navio do Brasil, afinal, tem um motor potente e uma tripulação em crescimento.
A lição de agosto de 2025 é clara: o navio da economia brasileira, em vez de ser vítima das turbulências globais, tem demonstrado uma incrível capacidade de se adaptar, inovar e prosperar. Com PIB em crescimento, inflação sob controle e geração de empregos, o país não apenas sobreviveu à tempestade — venceu-a, de leme firme e olhos no horizonte. A imagem que ilustra esta reportagem é uma metáfora para a estratégia de diversificação que o país, cujo comandante é respeitado no cenário internacional, está adotando.
ANCORANDO NO FUTURO QUE É LOGO ALI
O "tarifaço" de Trump, que parecia um desastre aqui, se provou, na verdade, uma oportunidade para a economia brasileira reafirmar sua pujança e autonomia. A embarcação da economia brasileira não apenas evitou o iceberg, sob a música de Celine Dion, mas usou um desafio do tamanho do Titanic como propulsor para navegar em direção a novos portos, como à China, ao México e à Argentina. Outros destinos como Reino Unido e Índia estão registrados na agenda do diário de bordo brasileiro.
Agosto sem desgosto. E, quem diria, talvez até com um “malvado favorito” ajudando a escrever um final feliz.
(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública, gosta de jogar Batalha Naval enquanto estuda geoeconomia)












Fantástico e digno de louvor o texto do consultor/comunicador Nelson Guerra ! Os fascistas (internos e externos) que atacam nosso pais esquecem que o navio chamado Brasil é capitaneado por Luis Inácio LULA da Silva. Um nordestino que veio para São Paulo em caminhão "pau de arara", acostumado a enfrentar (e vencer) dificuldades de toda ordem, inclusive prisão injusta e arbitrária ! Olvidam-se que o Brasileiro não é qualquer povo. Nossa força para superar tempestades e desafios vem do próprio Deus, simples assim ! " os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira" (Che Guevara)