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APÓS O TARIFAÇO: Brasil Navega em Alto Mar e Vence Tempestade com Superávit Recorde

Por Nelson Guerra


Agosto marcou um capítulo digno de cinema na economia brasileira. Nosso navio do comércio exterior zarpou enfrentando um iceberg político erguido por Donald Trump — o temido “tarifaço” — que muitos previam capaz de afundar o Titanic tupiniquim.


A colisão parecia inevitável: as exportações para os Estados Unidos despencaram 18,5% no mês. Mas, como nas melhores histórias de superação, essa não foi a cena final. Com estratégia, diplomacia e a força de parceiros antigos e novos, o Brasil não apenas evitou o naufrágio: conquistou um superávit comercial de US$ 6,13 bilhões, surpreendendo até os mais céticos.


Imagem criada por IA – Nelson Guerra
Imagem criada por IA – Nelson Guerra

Lançadas pela frota norte-americana, os barcos de outros países também enfrentaram muralhas de gelo semelhantes, mas não tão grandes e frígidas como a perpetrada contra a embarcação brasileira, com incríveis 50 graus negativos de temperatura. Por isso, a expectativa apontava para um drama cinematográfico.


"TARIFAÇO" DE TRUMP: UM SOPRO DE VENTO QUE FEZ REVER ROTAS


O que parecia ser um golpe de mestre político concebido pelo capitão da embarcação norte-americana se tornou uma demonstração de resiliência e replanejamento de rota para os dirigentes do navio tupiniquim que muitos expectadores não supunham vivenciar de forma tão súbita.


O efeito imediato foi sim a queda de 18,5% nas exportações para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 2,76 bilhões em agosto. No entanto, essa queda tem uma explicação que vai além da simples imposição de barreiras, pois houve antecipação de vendas em julho, tendo em vista o anúncio de que em agosto a sobretaxa entraria em vigor.


Mas a superação brasileira, que merece festejos, veio por outros mares e decorre de outras manobras.


DO IMPACTO À MANOBRA DE MESTRE


Enquanto a balança com os Estados Unidos enfrentava águas turbulentas, o navio brasileiro simplesmente virou o leme. O Brasil, no final das contas, é maior do que o seu Porto de Santos. E foi essa força que se mostrou inabalável em agosto. As exportações totais não apenas resistiram, mas cresceram em comparação com o mesmo mês de 2024, atingindo a cifra de US$ 29,86 bilhões. Com as importações apresentando uma leve queda de 2%, a equação resultou em um invejável superávit comercial de US$ 6,13 bilhões.


Esse número não foi apenas positivo, ele foi acrobático, representando um crescimento de 35,8% em relação ao saldo de agosto de 2024, pois enquanto as vendas para os Estados Unidos tiveram queda de 18,5%, nossas vendas aumentaram para China (+29,9%), México (+43,8%) e Argentina (+40,4%), segundo o MDIC/SECEX. Os números mostram o sucesso da estratégia de diversificação, impulsionada pela diplomacia brasileira.  


DE LESTE A OESTE, UM MAR DE OPORTUNIDADES ESTAVA À VISTA


O segredo para o sucesso não foi mágico, mas sim concebido a partir da capacidade de buscar e consolidar novos e velhos amigos. A nação brasileira demonstrou que, para navegar bem, é preciso ter vários portos seguros à disposição.


A China: O Gigante Amigo


·         Parceiro número um, a China garantiu um superávit de US$ 4,06 bilhões, sustentando a estabilidade em meio à turbulência. Isso mostra que a relação não é apenas de compra e venda, mas de uma parceria robusta, capaz de sustentar a jangada comercial mesmo em momentos de turbulência.


O México: O Vizinho no Norte que Fortaleceu os Laços


·         Laços reforçados por missão liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, abrindo espaço para novos negócios em saúde, biocombustíveis e agropecuária. O crescimento, portanto, não foi um evento isolado, mas o resultado direto de um movimento político calculado para fortalecer os laços econômicos na região.

A Argentina: A Sagacidade do Vizinho do Sul

·         O Brasil também encontrou na porta ao lado uma força para impulsionar sua balança comercial. A valorização do peso argentino frente ao real tornou nossos produtos mais competitivos, ampliando as vendas. O sucesso com a Argentina mostra que, em um mundo de incertezas, o comércio regional pode se tornar uma valiosa rede de segurança.


O TIME EM CAMPO: INDICADORES QUE MOSTRAM QUE O MOTOR ESTÁ LIGADO


A performance espetacular do comércio exterior em agosto não foi um caso isolado, mas o indicativo de resultados positivos na economia interna. O navio do Brasil, afinal, tem um motor potente e uma tripulação em crescimento.


A lição de agosto de 2025 é clara: o navio da economia brasileira, em vez de ser vítima das turbulências globais, tem demonstrado uma incrível capacidade de se adaptar, inovar e prosperar. Com PIB em crescimento, inflação sob controle e geração de empregos, o país não apenas sobreviveu à tempestade — venceu-a, de leme firme e olhos no horizonte. A imagem que ilustra esta reportagem é uma metáfora para a estratégia de diversificação que o país, cujo comandante é respeitado no cenário internacional, está adotando.


ANCORANDO NO FUTURO QUE É LOGO ALI


O "tarifaço" de Trump, que parecia um desastre aqui, se provou, na verdade, uma oportunidade para a economia brasileira reafirmar sua pujança e autonomia. A embarcação da economia brasileira não apenas evitou o iceberg, sob a música de Celine Dion, mas usou um desafio do tamanho do Titanic como propulsor para navegar em direção a novos portos, como à China, ao México e à Argentina. Outros destinos como Reino Unido e Índia estão registrados na agenda do diário de bordo brasileiro.


Agosto sem desgosto. E, quem diria, talvez até com um “malvado favorito” ajudando a escrever um final feliz.

 

(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública, gosta de jogar Batalha Naval enquanto estuda geoeconomia)


1 comentário


Peratio
08 de set. de 2025

Fantástico e digno de louvor o texto do consultor/comunicador Nelson Guerra ! Os fascistas (internos e externos) que atacam nosso pais esquecem que o navio chamado Brasil é capitaneado por Luis Inácio LULA da Silva. Um nordestino que veio para São Paulo em caminhão "pau de arara", acostumado a enfrentar (e vencer) dificuldades de toda ordem, inclusive prisão injusta e arbitrária ! Olvidam-se que o Brasileiro não é qualquer povo. Nossa força para superar tempestades e desafios vem do próprio Deus, simples assim ! " os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira" (Che Guevara)

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