Roma se torna palco de paz global no adeus ao Papa Francisco
- Renata Bueno

- 29 de abr.
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Por Renata Bueno, ex-parlamentar italiana e advogada
Roma viveu um momento singular ao sediar o velório e sepultamento do Papa Francisco, um evento que reuniu chefes de estados e autoridades, mais de 170 delegações oficiais de todo o mundo. Estar presente neste momento histórico me fez refletir sobre o papel que a Itália continua desempenhando como ponte entre nações, culturas e credos.

O adeus a Francisco foi muito mais do que uma cerimônia solene. Foi uma demonstração real de união, de respeito mútuo e de abertura ao diálogo. Roma mostrou ao mundo sua vocação histórica para a diplomacia, reunindo líderes globais em um cenário de profunda reflexão e serenidade.
Entre os encontros nos bastidores, chamou atenção a conversa entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. O simples fato de esses dois líderes — que representam lados opostos de um conflito tão sensível — dialogarem em um ambiente de paz já representa, por si só, um sinal de esperança. Ainda que simbólico, esse gesto demonstra que a paz pode, sim, começar com uma conversa.
A organização do evento foi impecável. A segurança, a logística e a hospitalidade italiana foram dignas dos grandes momentos da história contemporânea, reafirmando Roma como um centro diplomático respeitado no cenário internacional.
Para a Itália, essa ocasião reafirma nosso protagonismo geopolítico e espiritual. Somos mais do que o berço da fé católica; somos também um território de mediação, escuta e construção de pontes. O mundo voltou seus olhos para Roma — e o que viu foi uma nação preparada para inspirar caminhos de reconciliação e entendimento.
O adeus ao Papa Francisco ficará marcado não apenas pela grandeza espiritual do homem que partiu, mas também pela potência política e simbólica do encontro que ele proporcionou. Que esse momento nos inspire a manter vivo o espírito














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