QUANDO A PAZ FOR PALAVRA E NÃO FRONTEIRA: DOIS POVOS, UMA FERIDA QUE ECOA
- Mirian Abreu

- 8 de out.
- 1 min de leitura
Israel resiste — e com ele resiste também um conflito que atravessa séculos de fé, exílio e poder.
É impossível compreender a dor atual sem recordar a longa sombra da história: um povo marcado pelo extermínio e pela diáspora, que após o Holocausto encontrou, em 1948, a promessa de um lar — mas esse renascimento coincidiu com o início da Nakba, o êxodo palestino, que deixou feridas abertas no mapa e nas memórias.

Desde então, a região vive entre guerras, ocupações e tentativas fracassadas de paz. Israel tornou-se potência militar e tecnológica, mas também potência cercada pelo medo; a Palestina, fragmentada e muitas vezes usada como palco de jogos geopolíticos, tornou-se símbolo de um povo sem Estado, refém tanto da ocupação quanto das próprias facções radicais que exploram o desespero.
O antissemitismo é uma chaga moral da humanidade e não pode ser confundido com a crítica legítima às políticas de um governo. Da mesma forma, condenar o terrorismo do Hamas não é negar o sofrimento do povo palestino — é reconhecer que o fanatismo, de qualquer lado, é o verdadeiro inimigo da paz.
O Oriente Médio não precisa de novos heróis armados, mas de líderes que compreendam que justiça e segurança não são rivais: são irmãs siamesas.
Sem justiça para os palestinos, Israel viverá eternamente em alerta.
Sem segurança para Israel, a Palestina continuará em ruínas.
A paz só florescerá quando deixarmos de contar mortos e começarmos a contar pontes.
Abreu, Mirian.Cronicas compiladas ,Outubro de 2025














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