Fé Protetora — Quando tudo parece perdido
- Christina Faggion Vinholo

- há 2 horas
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Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista e AT e NT.
Há momentos em que a realidade ao nosso redor parece gritar mais alto do que a esperança. As notícias são definitivas, as circunstâncias parecem irreversíveis e as vozes ao redor já decretaram o fim da história.
Foi exatamente assim na casa de Jairo. ( Marcos 5.37-42)

O chefe da sinagoga havia corrido até Jesus com um pedido desesperado: sua filha estava morrendo. Enquanto caminhavam, a notícia chegou — a menina havia morrido. Para muitos, ali terminava qualquer possibilidade. Alguns até disseram que não havia mais motivo para incomodar o Mestre.
Mas Jesus respondeu com uma frase que atravessa os séculos:
“Não temas, crê somente.” (Mc 5:36)
Quando chegaram à casa, o ambiente estava tomado pelo choro, pela agitação e pela incredulidade. O que parecia natural para aqueles que estavam ali era apenas lamentar. Afinal, para eles, tudo estava encerrado.
Então Jesus fez algo curioso: pediu que todos saíssem.
Aquele quarto onde um milagre aconteceria precisava ser protegido. A incredulidade, o desespero e o ruído da multidão não fariam parte daquele momento. Ali permaneceram apenas aqueles que caminharam com Ele: o pai, a mãe e alguns discípulos.
Em silêncio e autoridade, Jesus tomou a menina pela mão e disse:
“Talitá cumi.” — “Menina, eu te digo: levanta-te.” (Mc 5:41)
E a vida voltou.
Essa cena nos ensina algo profundo sobre a fé.
Existe um momento em que precisamos reconhecer quando nossa fé está sob ameaça. Nem sempre é perseguição aberta; muitas vezes são vozes que parecem razoáveis, comentários aparentemente realistas, pensamentos que se infiltram silenciosamente e sufocam a esperança.
A fé precisa de espaço para respirar.
Isso não significa negar a realidade, mas lembrar que a realidade última pertence a Deus. Significa aprender a remover, quando necessário, aquilo que enfraquece nossa confiança: ruídos, pressões, vozes de desespero e até pensamentos que nos afastam da confiança no Senhor.
Proteger a fé é também voltar o coração para quem Deus é.
O salmista declarou com simplicidade e convicção:
“Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.” (Salmo 34:4)
Não é a intensidade da nossa fé que produz o milagre, mas o Deus em quem confiamos. Ele continua soberano mesmo quando as circunstâncias parecem finais.
Por isso, quando tudo parecer perdido, faça o que Jairo fez: permaneça caminhando com Jesus.
Reconheça quando sua fé estiver sendo ameaçada.
Remova aquilo que sufoca sua confiança.
Crie espaço para que sua fé respire na presença de Deus.
E quando Ele lhe der oportunidade — quando Sua graça abrir um caminho, quando Sua palavra reacender a esperança — levante-se e dê vida à realidade diante de você.
Porque nas mãos de Cristo até aquilo que parecia definitivamente encerrado pode ouvir novamente a voz da vida.
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