top of page
572954291_18300745243267772_2025636869234957554_n.jpg

O Cassino de Trump: Como a volatilidade de suas palavras beneficia um círculo restrito de bilionários

 Entenda como a "imprevisibilidade" de Donald Trump é, na verdade, um roteiro ensaiado para enriquecer comparsas e esmagar a dignidade humana que paga com sangue no Oriente Médio, antes em Gaza, agora no Irã.


Sabe aquele ditado que diz que "em rio turvo, quem ganha é o pescador"? Pois bem, no grande aquário do mercado financeiro global, o rio nunca esteve tão mexido — e os pescadores nunca foram tão grandes, nem tão vorazes. Se você olha para as notícias e pensa que Donald Trump sofre de "crises de personalidade" ou que é apenas "impulsivo", sinto lhe dizer, mas você está sendo o prato principal desse banquete.


Imagem criada por IA – Nelson Guerra 


O que o leigo chama de recuo, o "tubarão" chama de estratégia. No jogo do poder, a volatilidade — aquele sobe-e-desce frenética das bolsas — é a máquina de fazer dinheiro mais eficiente que existe. E para dominá-la, basta uma coisa: saber (ou criar) a notícia antes de todo mundo. É o famoso insider trading, ou, no bom português, a velha e suja informação privilegiada.


O Roteiro do Lucro: Do Twitter ao Petróleo


Vejamos o caso de Elon Musk, que segue o mesmo roteiro de Trump. Lembra daquela novela da compra do Twitter? Foi um "vou, não vou" que faria qualquer par romântico de novela das nove parecer decidido. Musk dizia "vou comprar", e as ações subiam. Depois, "não vou mais", e elas despencavam. Mas, como mostram processos recentes na SEC americana, enquanto o público ficava tonto, um grupo seleto de investidores já tinha se posicionado para lucrar com cada tombo. É como se o dono do cassino avisasse aos amigos qual número vai sair na roleta antes de girar a manivela.


Com Trump, o jogo é ainda mais pesado, porque envolve o que temos de mais sagrado: a vida. Recentemente, em março e abril de 2026, vimos esse filme de novo. Trump vai à sua rede social e ameaça "obliterar" a infraestrutura do Irã. O preço do petróleo dispara. O medo toma conta. Quem está "por dentro" compra contratos de energia a rodo. Dias depois, ele recua, diz que as conversas são "produtivas" e o mercado se acalma. O lucro de quem apostou na alta e depois na baixa é astronômico. É um "tiro no pé" para a diplomacia, mas um presente de grego para o bolso de seus aliados.


A Ganância que não Chora


Mas aqui entra a parte que não aparece nos gráficos de Wall Street: o custo humano. Enquanto o mercado celebra a "volatilidade" de um conflito, o que cai do outro lado não são apenas pontos no índice, mas bombas sobre civis. Vimos isso na agonia em Gaza e em outras regiões onde a fome e o medo são usados como ferramentas de controle.


A estratégia de usar a fome como arma política é de uma frieza de gelar a espinha. Quando se estica a corda para valorizar ativos, aceita-se, na prática, o sacrifício de inocentes como um "custo operacional". É a ganância sobre a vida, um banquete onde os poderosos perderam o paladar para a culpa.


O Crime que não tem Cela


Na legislação brasileira, o uso de informação privilegiada é crime. Mas parece que, quanto mais dígitos existem no saldo bancário, mais transparente o criminoso fica para a justiça. Os poderosos parecem protegidos por uma blindagem que transforma crime de colarinho branco em "estratégia de mercado". É o Compliance Zero elevado à enésima potência.


O que assistimos é uma onda ditatorial moderna feita de algoritmos e postagens coordenadas. Mesmo quando há um suicídio que abala o poder, as engrenagens da ganância continuam girando, valorizando a cifra sobre a dignidade.


Imagem criada por IA – Nelson Guerra 


Um Grito pela Vida


Não podemos aceitar que o destino da humanidade seja decidido em grupos de WhatsApp de bilionários. É preciso frear essa insanidade. Enquanto houver essa guerra contra a desdolarização global e outras disputas de ego, a vida humana continuará sendo tratada como um ativo derivativo. O choro de uma mãe não pode ser o indicador de lucro para um fundo de investimento.


Se não recuperarmos a humanidade, seremos meros peixes pequenos no prato de quem faz do caos o seu melhor negócio. É hora de dar um basta nessa ditadura do lucro sobre a alma.


(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública que entende como único "insider trading" permitido aquele que o faz saber, antes de todo mundo, que o café da tarde de sua casa sai quentinho e com pão de queijo).

Comentários


whatsapp-icon-whatsapp-whatsapp-icon-whatsapp-whatsapp-11553541985v3dkbmx5sp-removebg-prev

Charge - Nolasco

Gemini_Generated_Image_ieyw0tieyw0tieyw.jpg
Canal 2.png

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados nos espaços “colunas” não refletem necessariamente o pensamento do bisbilhoteiro.com.br, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

* As matérias e artigos aqui postados não refletem necessariamente a opinião deste veículo de notícias. Sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. 

Portal Bisbilhoteiro Cianorte
novo-logotipo-uol-removebg-preview.png

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

Selo qualidade portal bisbilhoteiro

Bisbi Notícias: Rua Constituição 318, Zona 1 - Cianorte PR - (44) 99721 1092

© 2020 - 2026 por bisbinoticias.com.br - Todos os direitos reservados. Site afiliado do Portal Universo Online UOL

 Este Site de é protegido por Direitos Autorais, sendo vedada a reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer material ou conteúdo dele obtido, sem a prévia e expressa autorização de seus  criadores e ou colunistas.

bottom of page