top of page
572954291_18300745243267772_2025636869234957554_n.jpg

Lula e Trump: Banquete de Terras Raras, Tarifas à La Carte e a Sobremesa Azeda da Era Bolsonaro

Por Prof. Nelson Guerra


O cardápio do próximo encontro entre Lula e Trump promete ser mais apimentado que feijoada em dia de verão. O prato principal chama-se “terras raras” — os elementos químicos que fazem o mundo moderno girar. Mas o acompanhamento especial da vez é o possível fim do “tarifaço” imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros. E quem está com a colher de pau na mão é o presidente brasileiro.


Com a China de cara fechada pra Trump, os Estados Unidos estão desesperados por um fornecedor confiável de terras raras — aqueles 17 elementos químicos com nomes de feitiço de Harry Potter (tipo neodímio, lantânio e praseodímio) que são essenciais para fabricar celulares, carros elétricos, mísseis e até aquele drone que o vizinho vive derrubando no quintal.


E adivinha quem está com o estoque cheio? O Brasil. Mais especificamente, Lula, que agora pode negociar com o líder alaranjado como quem vende pastel em feira: “Quer com ou sem tarifa?”


Imagem criada por IA – Nelson Guerra
Imagem criada por IA – Nelson Guerra

Terras Raras: O Filé Mignon da Geopolítica


O cidadão brasileiro se pergunta: "Mas exatamente o que esses dois caras vão conversar?". A resposta, como bem aponta a opinião de nosso leitor, está enterrada no solo brasileiro e é mais valiosa que selfie de influencer em lugar bonito. Estamos falando das terras raras.


E aqui está o pulo do gato: a China domina com mão de ferro cerca de 60% da produção mundial desse tesouro. E com a relação entre EUA e China mais azeda que limão em conserva, Trump precisa de um novo fornecedor, urgente! E adivinha quem é o reserva de luxo, o supersub que pode entrar em campo e virar o jogo? O Brasil, baby!


Nosso país tem a segunda maior reserva mundial desses minérios. É como se a gente, do nada, descobrisse que é dono da única fábrica de peças de um carro que todo mundo quer comprar. Lula não está apenas com a faca e o queijo na mão; ele está com a churrasqueira, a picanha, o carvão e ainda o fogo para assar. A dependência americana é a nossa grande alavanca.


O Acompanhamento: Fim do "Tarifaço"


E não para por aí. Um bom churrasco não se faz só com a picanha, precisa da farofa, do vinagrete. E o acompanhamento perfeito para esse acordo é o fim do "tarifaço" – aquela série de tarifas que Trump impôs aos brasileiros e que complicou nossa vida nas exportações.


É a troca que canta: "Ei, Lula, me vende suas terras raras com um desconto especial e eu tiro essas tarifas chatas sobre seus produtos." É o clássico "toma lá, dá cá" da diplomacia, só que em nível presidencial. Para o Brasil, é uma chance de reaquecer a indústria e o agronegócio, mostrando que, nas mãos certas, nossa riqueza natural vira moeda de negociação forte.


A Sobremesa Azeda: O Fim da Era Bolsonaro


Enquanto Lula negocia com o líder do mundo conservador americano, tratando de assuntos de Estado bilionários, a imagem que fica é a do estadista. Jair Bolsonaro e seu clã, por outro lado, parecem ter sido relegados a uma atração pitoresca do passado.


Tudo indica que o encontro Lula-Trump será o último prego no caixão político da família Bolsonaro, que segue viagem ao mesmo cemitério de Odete Roitman nesses capítulos finais da novela política.


Dudu Bolsonaro, que já tentou ser embaixador nos EUA com o inglês de aplicativo, agora nem para intérprete serve. E o seu pai, que apostava todas as fichas num alinhamento com Trump, vê seu castelo de areia desmoronar com a maré diplomática.


A sentença de morte política da família está sendo assinada não com um baque, mas com um aperto de mãos e com uma química entre dois velhos lobos da política. Talvez por isso o vermelho predomina nas cores de seus partidos. Assim, os Bolsonaros viram meme, e meme sem engajamento.


Conclusão: Quem Serve, Quem é Servido


Esse encontro não é só sobre minérios e tarifas. É sobre quem tem o poder de decidir o cardápio global. Lula, com a churrasqueira acesa e o controle da grelha, mostra que o Brasil pode ser protagonista — não só fornecedor, mas estrategista.


Em suma, a possível parceria entre Brasil e EUA em torno das terras raras e a negociação para o fim do "tarifaço" são mais que acordos comerciais; são divisores de águas. Fortalecem o Brasil, garantem suprimentos essenciais aos EUA e, para o deleite de alguns e o desespero de outros, empurram a família Bolsonaro para a irrelevância política.


E enquanto alguns mastigam a realidade com gosto, outros engolem seco. Porque, no fim das contas, quem controla os ingredientes controla o banquete. E quem ficou sem convite, que se contente com as migalhas da memória política.

 

(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública; projeta gráficos enquanto aguarda o preço da picanha cair para também festejar)



 

 

 

Comentários


WhatsApp Image 2025-10-16 at 12.39.47.png
3133.png

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados nos espaços “colunas” não refletem necessariamente o pensamento do bisbilhoteiro.com.br, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

* As matérias e artigos aqui postados não refletem necessariamente a opinião deste veículo de notícias. Sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. 

Portal Bisbilhoteiro Cianorte
novo-logotipo-uol-removebg-preview.png

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

Selo qualidade portal bisbilhoteiro

Bisbi Notícias: Rua Constituição 318, Zona 1 - Cianorte PR - (44) 99721 1092

© 2020 - 2025 por bisbinoticias.com.br - Todos os direitos reservados. Site afiliado do Portal Universo Online UOL

 Este Site de é protegido por Direitos Autorais, sendo vedada a reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer material ou conteúdo dele obtido, sem a prévia e expressa autorização de seus  criadores e ou colunistas.

bottom of page