Impactos na indústria paranaense com o tarifaço de Trump
- Marcio Nolasco

- 11 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O novo pacote de tarifas imposto pelos Estados Unidos tem um impacto significativo e negativo direto na indústria do Paraná, que se destaca como um dos estados mais afetados por essas medidas.
Por Marcio Nolasco
Os setores de madeira e agronegócio estão entre os mais prejudicados, com prejuízos já sendo sentidos por empresas e trabalhadores, alguns já desligados e outros colocados em férias coletivas.
Principais Setores Afetados
Setor madeireiro: O Paraná é um grande exportador de madeira processada para os EUA. Com a nova taxação de 50%, empresas já relataram uma queda de cerca de 70% na movimentação normal de madeira nas últimas semanas, levando à suspensão de embarques e, em alguns casos, à concessão de férias coletivas para evitar demissões em massa. Produtos como madeira serrada, compensada, portas e peças de carpintaria estão sendo fortemente afetados.

Agronegócio: Embora a tarifa não atinja todos os produtos, o setor agropecuário do Paraná enfrenta sérias ameaças. Produtos como café e carne bovina, importantes para a pauta de exportação do estado, foram incluídos na taxação. A piscicultura, com a tilápia, da qual o Paraná é o maior produtor e exportador nacional, também é um setor impactado.

Consequências para a Economia Paranaense
Redução nas exportações: Com as tarifas, muitos produtos paranaenses perdem competitividade e se tornam inviáveis para o mercado americano. Isso causa uma diminuição brusca nas vendas, afetando a receita das empresas.
Ameaça a empregos: A paralisação ou redução da produção em setores importantes tem colocado em risco milhares de empregos diretos e indiretos no estado.
Instabilidade do mercado: A incerteza causada pelas tarifas desmotiva investimentos e gera insegurança para os exportadores, que buscam por alternativas para não perderem seus negócios.
Excesso de oferta no mercado interno: Com a redução das exportações, a tendência é de que o mercado interno seja sobrecarregado, podendo levar à desvalorização de produtos e afetar ainda mais os pequenos e médios produtores.
Em resposta, o governo do Paraná e a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) têm buscado soluções para mitigar os impactos, incluindo a liberação de R$ 300 milhões em créditos de ICMS para auxiliar empresas exportadoras e a negociação de novos mercados. O grande problema é como irá se comportar a sociedade que terá seus custos de vida também afetado neste ciclo de insuficiências e deficiências econômicas no mercado causado pelo "tarifaço" de Donald Trump.












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