Câmara de Cianorte: A Cassação como Imperativo Ético e a Sobrevivência das Instituições
- Marcio Nolasco

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O Crepúsculo da Moralidade em Cianorte
A Câmara Municipal de Cianorte encontra-se, mais uma vez, diante de um precipício institucional. No próximo dia 27 de abril de 2026 (segunda feira), o julgamento do pedido de cassação do vereador Victor Hugo Davanço (PODEMOS) não representa apenas um rito processual; é o teste definitivo de integridade de uma Casa Legislativa que flerta perigosamente com a irrelevância moral. Após a recente cassação de Rafael Araújo, qualquer desfecho que não a perda do mandato de Davanço consolidará a Câmara não como um poder independente, mas como um balcão de negócios seletivo.

A Incoerência Jurídica e a Preclusão da Ética
O Direito Administrativo e a Ética Parlamentar não admitem dois pesos e duas medidas. Tanto Rafael Araújo quanto Victor Hugo Davanço enfrentam acusações graves, desdobramentos de prisões e condutas que maculam irremediavelmente a dignidade do cargo. Se a Câmara reconheceu o desvio ético no primeiro caso (Rafael Araújo), a absolvição do segundo configuraria uma anomalia jurídica e moral.
O Paradoxo de Araújo: Se o parlamento decidiu que o comportamento de Araújo era incompatível com o decoro, por que a régua seria diferente para Davanço?
A Higienização Institucional: Com quatro cassações nos últimos cinco anos, a recorrência do crime e do desvio de conduta sugere uma patologia no sistema político local que só pode ser estancada com o rigor absoluto da lei bem como com a INDEPENDENCIA de nosso legislativo. Ou ainda teremos vereadores sendo "carregados" dentro da pochete do prefeito?
CREDITOS: RIC RECORD MARINGÁ - Cidade Alerta
A "Fatura Política" e a Promiscuidade entre Poderes
Circulam nos bastidores os ecos de uma nefasta "cobrança de fatura". A possibilidade de Davanço articular sua sobrevivência política através de alianças espúrias com o Poder Executivo e o próprio Legislativo é uma afronta ao eleitor cianortense.
A estratégia é clara e sórdida: o distanciamento estratégico do Prefeito, que delega a "negociação" a agentes subalternos para manter as mãos limpas enquanto tenta manobrar algumas "marionetes legislativas". Vereadores que se prestam a esse papel não são representantes do povo; são apêndices do Executivo, funcionários comissionados disfarçados de legisladores.
"Um Legislativo que aguarda ordens do Paço Municipal para decidir sobre a própria honra não é um Poder; é uma repartição subordinada." - Marcio Nolasco
O Resgate da Credibilidade ou o Abismo Final
A sociedade de Cianorte não tolera mais a política do "toma lá, dá cá". A independência dos vereadores é um pressuposto constitucional (que deve ser entendido de uma vez por todas por nossos vereadores) não é uma sugestão - É LEI!. Se a Casa optar pela condescendência em 27/04, estará assinando sua própria certidão de óbito moral, e na terça-feira podem fechar as portas de nossa Câmara Municipal até as próximas eleições de 2028.
Urgências da Câmara de Cianorte | Consequência da Omissão |
Independência Real | Subordinação servil ao Prefeito. |
Isonomia Disciplinar | Desmoralização do processo de cassação anterior. |
Reconquista da Confiança | Ojeriza popular e descrédito total nas urnas. |
O Voto como Sentença Histórica
A cassação de Victor Hugo Davanço é a única via para que a Câmara Municipal de Cianorte comece a purgar os pecados de meia década de escândalos. O argumento de "perseguição política" é o refúgio dos covardes e dos culpados. O que está em jogo é a técnica legislativa aplicada à moralidade pública: quem fere o decoro, perde o direito de representar.
Basta de vereadores-empregados. O povo de Cianorte exige que a Casa de Leis retome seu papel de fiscalizadora, e não de cúmplice. A absolvição de Davanço seria o golpe de misericórdia na pouca dignidade que resta aos corredores do legislativo cianortense. No dia 27, os vereadores escolherão se entram para a história como restauradores da ordem ou como coveiros da ética.













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