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Cianorte e um ciclo de obediência politica e subserviência que ultrapassa a moral e os bons costumes

Estamos a 12 meses das proximas eleições para Deputados Estaduais e Federais, e creio eu que Cianorte deverá ficar mais uma eleição sem representação na ALEP, já foram muitas as matérias neste portal sobre esse tema. E só pra você leitor entender já tem muita gente fazendo campanha agora pra outubro de 2026.


E aproveitando a pauta politica e as próximas eleições, quero falar de um Ciclo Vicioso no sistema politico local e até no sistema social onde os ricos dos condomínios de luxo acham que mandam na cidade, e pior, mandam mesmo, muito mais ao que você caro leitor possa imaginar...


Imagem cfiado por I.A - Meramente ilustrativa
Imagem cfiado por I.A - Meramente ilustrativa

Em 1997 iniciamos este ciclo com a administração de Flávio Vieira, cartorario e rico. Nunca mais mudou. São quase 30 anos nesta realidade. Difícil de mudar. O sistema se acostumou a isso e a população também. O cianortense nunca parou para lutar por sua Cianorte, a comodidade e o medo impera dentro das residências e nas nossas famílias, e o motivo, a maior parte da classe trabalhadora é empregada dos mandatários políticos e ou sociais.


A Câmara Municipal de Cianorte sempre teve um papel coadjuvante e subordinado a esta estrutura do sistema político e vicioso local. Aos mais ricos fica o executivo, aos pobres o legislativo, este é o recorte social político em Cianorte, com raras exceções que não duram como Jorge Nabhan, Marcelo português e pouquíssimos outros que foram exemplos de boa prática política.


No geral a Câmara se financia dos candidatos ao executivo nas eleições. Aí tá dada a realidade de dependência durante o mandato, e acreditem dependência com muita obediência ao sistema politico local, na gestão passada 2021-2024 chegou a ser vergonhoso, vi vereadores literalmente chorando - chorando de verdade com a capacidade de trabalho minada pelo sistema, em relatos que geravam horas de "desabafo" em minha sala onde tenho minha base profissional.


Em outras cidades você tem também as elites econômicas no executivo. De vez em quando uma não elite vai ao poder (um plebeu). Mas nas câmaras você vai ver a presença de elites econômicas independentes presentes. Aqui não. Os vereadores dependem economicamente na sua ascensão a Câmara dos donos do dinheiro que concentram em si o executivo (a burguesia local). É a realidade e é assim que é.


Então se instala a dependência, o temor do poder econômico e a subserviência política. Essas minhas palavras geram angustias em alguns e ódio em outros, pois a verdade é algo muito amargo de ser aceito em uma cidade fantasiada e com muitos homens com a Síndrome de Peter Pan. É uma tragédia.


No Brasil, as câmaras, assim como as assembleias são incubadoras de futuros executivos. Aqui não funciona esta lógica. O executivo bloqueia esta mobilidade política do legislativo pela dependência, pelo medo e pela subserviência.


É uma nova face da política coronelista do Brasil do século XX que não é uma exclusividade regionalizada no norte ou nordeste. É uma realidade do Brasil interior onde o poder público passa a ser um grande, e às vezes o maior empregador e com muita ajuda de postagens mentirosas nas redes sociais. Onde se opera também um clientelismo positivo e negativo. Positivo nos comissionados, contratos aos amigos, aluguéis aos amigos, ocupação do serviço publico por funcionários de empresa dos prefeitos, etc. Negativo quando eu posso te tirar o emprego com uma ligação ao seu patrão, quando eu posso fiscalizar seu pequeno negócio e te prejudicar, quando eu posso te perseguir no serviço público. É isso, duro. Sim, muito...


Se você tem numa cidade poucas possibilidades de subsistência porque as possibilidades de emprego e renda são restritas ou controladas, somadas a baixa especialização da mão de obra, acaba que as possibilidades do poder político lhe prejudicar alcançam patamares reais. Até no legislativo, se você é vereador e só tem essa fonte de renda com recursos públicos e se você "não entrar no sistema", o sistema te tira para fora ou te isola e você perderá sua única renda de subsistência. Sem contar com a pressão que você sofre pelos demais "colegas" vereadores... É mentira, não, não é, é assim que é...


Cianorte tem um mercado de trabalho com muitos empregos de baixa remuneração e poucas proteções sociais isso solidifica a posição da classe rica em relação à classe trabalhadora, e muitas vezes os empregados são funcionários de mandatários também políticos que realmente trabalham para parte minoritária da sociedade e muito próxima deles mesmos...


Aí não se luta porque se pode perder mesmo se a sua posição é subordinada, dificultando seu encaixe numa nova posição e, a tendência quando se perde a posição em que se está é, se conseguir outra, seria absolutamente inferior em termos de subsistência.


O medo impera, o poder econômico dita a regra, os donos da cidade (os ricos) ditam as regras e a obediência é a moeda de troca para sobreviver, a independência de nossos políticos é só uma fantasia... Triste? Não, é a realidade cianortense...


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