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ÁFRICA DO SUL; OS BAFANA BAFANA DE VOLTA À COPA.

Depois de uma longa ausência de dezesseis anos, desde a Copa de 2010 que promoveu, o retorno da África do Sul marca um belo momento de redenção do futebol africano, mesmo com a classificação vindo com intensa carga de superação técnica e burocrática.



A classificação teve roteiro digno de cinema, com um erro burocrático, a escalação do meia Teboho Mokoena de forma irregular e a consequente perda de pontos, punição imposta pela FIFA, trouxe dramaticidade aos instantes finais da trajetória.


Na última rodada, além de vencer a Ruanda, precisava torcer pela vitória da Nigéria, rival e favorita inicial do grupo. Os resultados acontecerão e a África do Sul ficou com a vaga direta, jogando a Nigéria para a repescagem.


Por ironia, o sorteio colocou novamente México x África do Sul como jogo de abertura, assim como aconteceu em 2010, provocando um grande sentimento de nostalgia, com os sul-africanos acreditando que é chance de terminar o serviço não executado em casa, empate de 1 a 1 em gol icônico de Tshabalala.


Segundo especialistas, o jogo inaugural é fundamental para ambas as equipes, com o México convivendo com a pressão do jogo de abertura em casa, e os africanos tendo que enfrentar com o terrível Estádio Azteca.


Diferente dos demais gigantes africanos, como Senegal ou Marrocos, que desfilam estrelas globais, a força dos sul-africanos reside no jogo coletivo e em alguns nomes pontuais que se destacam no exterior.


Com um técnico experiente, o belga Hugo Broos, que desenhou uma tática competitiva no time, os principais destaques individuais são o goleiro Ronwen Williams, considerado um dos melhores do continente, e o atacante Lyle Foster, nome respeitado da Liga Inglesa, a África do Sul enfrenta um grupo muito equilibrado, independente da seleção que venha da repescagem Dinamarca ou Tcheca, ambos com bom potencial.


Talvez o Mexico, por jogar em casa, tenha um leve favoritismo para a primeira vaga, com a Coreia e o time europeu da repescagem disputando a segunda e, eventualmente a terceira vaga, para seguir na competição.


Os analistas estimam em 45% as chances dos Bafana Bafana avançarem na segunda ou terceira vaga, com chances imitadas de sobreviver à etapa seguinte.


Bastante confiantes, depois de superar a favorita Nigéria, mesmo perdendo três pontos, a África do Sul pode se valer do entrosamento por usar a base do Mamelodi Sundows, destaque recente do futebol africano, fatos que fazem os torcedores acreditarem na capacidade de superar a maldição da primeira fase, ainda inalcançável mesmo depois de três disputas, 1998, 2002 e 2010, sendo, neste último ano, o único país-sede da história a ser eliminado logo na primeira fase.

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