Toca Raul!!
- Célio Juvenal Costa

- 13 de nov.
- 2 min de leitura
(Se estivesse vivo, Raul Seixas estaria hoje com 80 anos.
Nada mais justo que uma homenagem, singela é verdade, à sua imortalidade!)

Vou contar, em breves linhas, a história de uma pessoa.
No dia em que a terra parou, usando seu sapato 36, ele pegou o trem das sete, depois o metrô linha 743, para encontrar, só para variar, seu doce, doce amor. No caminho ele encontrou Al Capone, que estava procurando as minas do Rei Salomão, mas ambos encontraram somente o Pastor João e a sua igreja invisível, que por sua vez estava preocupado com seu templo e por quem os sinos dobram.
Sozinho novamente, comendo a maça e depois um capim guiné, para “palitar” os dentes, passou a refletir sobre sua vida: as pessoas acham eu sou egoísta, mas já comprei muito ouro de tolo na vida. Depois, lembrou-se do seu passado, e como vovó já dizia: filho rockixe, se mexa, não pare na pista, não tenha medo da chuva, e, de novo, tente outra vez.
Continuou vivendo sua vida, de inconformado, às vezes se juntava a outras pessoas e dizia eu também vou reclamar, quero ser a mosca na sopa das pessoas que se conformam com suas vidinhas sem sal e sem pó, de café. Pedindo ajuda a Gita para guiar seus caminhos, decidiu sair de casa, colocou a placa aluga-se, procurou uma nova tribo para viver, em meio à natureza, em meio ao agito selvagem que lembrava um rock das aranhas, viveu ele tratando de decorar abre-te Sésamo, a única senha que dava acesso aos tesouros esquecidos de uma vida tão simples quanto brilhante, uma vida que de tão intensa, não coube em um só corpo.
Um canceriano sem lar, que nasceu há dez mil anos atrás, que se dizia maluco beleza, uma verdadeira metamorfose ambulante, que se tornou um cowboy fora da lei, que ganhou a vida como carpinteiro do universo e como carimbador maluco, e que resolveu, junto com seu amigo Pedro, construir uma sociedade alternativa.
Meu Instagram: @costajuvenalcelio














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