O Oscar foi roubado mais uma vez!
- Leonna Moriale

- 3 de mar.
- 2 min de leitura
Numa noite onde os holofotes de Hollywood brilhavam, serpentinas voando no céu do Brasil. Mas, Fernanda Torres não subiu ao palco do Oscar!

E novamente os brasileiros sentem um gosto amargo na boca... Levamos um, uma das três indicações! Mas vamos nos dar ao direito de sentir tristeza, sentir raiva e revolta! É importante nomear os sentimentos!
Ganhamos um Oscar, melhor filme internacional. Vamos perpetuar a síndrome de vira-lata?
A síndrome de vira-lata é uma expressão cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues para descrever um sentimento de inferioridade e baixa autoestima que, segundo ele, aflige o brasileiro em relação a outras nacionalidades.
A noção de que eles lá de fora se consideram superiores a outros países é um tema complexo e multifacetado, com raízes históricas, culturais e políticas.
Essa percepção é frequentemente associada ao conceito de "excepcionalismo americano", que postula que os EUA são únicos e superiores devido a seus valores, instituições e história.
A cultura americana, com seu foco no individualismo e no sucesso, é interpretada como arrogante por outras culturas, inclusive a nossa.
A posição dos EUA como superpotência global após a Segunda Guerra Mundial reforçou a ideia de sua superioridade. O poderio militar americano e sua influência econômica global levam a uma sensação de superioridade e a uma tendência a impor sua vontade a outros países.
É importante notar que nem todos os americanos compartilham dessa visão de superioridade e que existem críticas internas a essa postura. No entanto, a percepção de que os EUA se consideram superiores a outros países é uma realidade que influencia as relações internacionais e a forma como o país é visto no mundo e pelo mundo!
O que gera os seus impactos na indústria da música, da moda, da tecnologia e do cinema!
Nós sabemos que somos bons, não à toa recebemos três indicações… Fomos incentivados a não criar clima de copa do mundo, pela própria Fernanda Torres, agora que ganhamos apenas uma das três indicações vamos fazer pouco caso do prêmio e dizer que nem faz diferença? Faz diferença sim, nós queríamos os três, nós queremos todos, nós queremos mais, nós não nos contrataremos com pouco!
Lembremos dos tempos sombrios da ditadura, das vozes silenciadas, das famílias despedaçadas pela violência e das vidas ceifadas pelo o que hoje ainda tem gente que cisma em dizer que foi o "Regime militar"; DITADURA!
Sem anistia! Porque nós ainda estamos aqui!
Este prêmio é UM lembrete de que a arte é UM farol na escuridão, UM grito de esperança em meio ao caos.
Que a história da família Paiva e de tantas outras nos impulsione a lutar por um futuro onde a justiça prevaleça, onde a dignidade seja um direito inalienável e onde a arte floresça como um símbolo de resistência e esperança.
Teremos de sucesso os nossos sonhos coroados, porque a vida ainda presta!
Leonna Moriale
Travesti Arte’ativista.














Comentários