O FLA-FLU DA POLÍTICA: O Boteco da Democracia e o Campo Eleitoral de 2026
- Nelson Guerra

- há 6 dias
- 3 min de leitura
Imagine a política brasileira como um drama transmitido na Netflix. Estaríamos naquela parte em que o vilão já foi desmascarado, mas insiste em aparecer na festa da protagonista só para causar tumulto. Lula, com seus 80 anos, é o personagem que já viu de tudo e agora joga com a calma de quem sabe que a audiência está do seu lado. Bolsonaro, por sua vez, é o vizinho barulhento que insiste em ligar o som alto às três da manhã, mesmo depois de receber dez multas do condomínio.

O presidente atual cozinha sua estratégia como quem prepara uma feijoada de domingo: sem pressa, com os ingredientes certos e deixando o cheiro se espalhar pelo bairro. Sua receita é simples: comparar o prato que serve hoje com o “miojo cru” que foi oferecido no passado. Não precisa de tempero extra — basta mostrar que o feijão está macio e que o arroz não queimou.
Bolsonaro e filhos: torcida organizada no boteco
Enquanto isso, Bolsonaro e seus filhos se comportam como aquela torcida organizada que ocupa o boteco da esquina. Cantam alto, batem na mesa, mas não entram em campo. A estratégia é tumultuar, manter os ânimos acirrados e impedir que outros candidatos apareçam. É como se o dono do bar dissesse: “Aqui só toca pagode do nosso grupo, quem quiser sertanejo que vá para outro boteco.”
A direita tentando formar time
União Brasil e Progressistas ensaiam uma federação partidária, mas parecem mais uma pelada de várzea em que cada jogador quer ser o camisa 10. Falta técnico, falta esquema tático, e sobra vaidade. Enquanto discutem quem baterá os escanteios, Lula já está descansando no banco, tomando água de coco e esperando o apito inicial.
O Senado: renovação como troca de elenco
Em 2026, dois terços do Senado serão renovados. É como se o filme trocasse a maioria dos atores coadjuvantes. A esquerda aposta que, com adversários cansados e divididos, pode conquistar mais espaço no parlamento. Afinal, quem chega ao segundo tempo com fôlego ganha até na prorrogação.
Conclusão: o apito final ainda está longe
No fim das contas, Lula aposta na comparação como arma principal, Bolsonaro insiste em manter o clima de arquibancada e a direita tenta se organizar como quem monta um bloco de carnaval sem saber se toca marchinha ou axé. O torcedor brasileiro, como sempre, assiste com o coração na boca, entre goles de cerveja e rodadas de pastel.
Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública. Entre um boteco e outro, com um copo na mão e um pastel na outra, cria estas rimas para o Carnaval, ó:
🎶 Samba-enredo da Democracia 2026 🎶
Enredo: “Do Boteco ao Senado, o Fla-Flu da Política Brasileira”
🎵
Na avenida da política eu vou cantar,
Lula no feijão, Bolsonaro no bar.
De um lado a feijoada, tempero popular,
Do outro a arquibancada, gritaria sem parar.
🎵
O mestre-cuca cozinha devagar,
Com arroz soltinho, sem deixar queimar.
Enquanto o vizinho insiste em berrar,
Com filhos na mesa, tentando tumultuar.
🎵
A direita ensaia bloco de carnaval,
Mas cada folião quer ser o principal.
Marchinha ou axé, ninguém sabe afinal,
E o samba desafina no meio do quintal.
🎵
O Senado renova dois terços do chão,
É troca de elenco na grande canção.
Quem chega descansado, com fôlego na mão,
Pode virar o jogo na renovação.
🎵
E o povo assiste, cerveja na mão,
Torcendo no boteco, vibrando em emoção.
No Fla-Flu da política, só resta esperar,
O apito final que ainda vai demorar.
🎵
Ôôô, Brasil, meu Brasil,
Na Sapucaí da urna, quem será campeão?
Ôôô, Brasil, meu Brasil,
É democracia no compasso do coração!














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