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O BRASIL DE LUTO NO DIA DA INDEPENDÊNCIA

Créditos:

Vídeo: Mike Madeira - Advogado

Texto: Kaio Feroldi Motta - Administrador


No domingo de 7 de setembro, o Brasil parou. Não para a celebração grandiosa de sua liberdade do império, mas para o triste e apequenado espetáculo de sua própria divisão. O que era para ser um dia de festa cívica, de reverência à bandeira e de união nacional, se transformou em palco para a batalha de cores partidárias, onde o patriotismo foi substituído pelo amor doentio. O 7 de setembro foi politizado e, ao invés de entoarmos juntos o hino que exalta a beleza de uma pátria amada, testemunhamos o coro desafinado de um país que se esqueceu do significado de nação. O luto não é pela morte, mas pela perda da união.


O BRASIL ESTA CHORANDO...
O BRASIL ESTA CHORANDO...

Essa divisão, que antes se manifestava apenas em discussões acaloradas sobre times de futebol ou dogmas religiosos, agora se infiltrou na política com uma ferocidade avassaladora. A busca por um ideal, que deveria ser um exercício de razão e debate de ideias, transformou-se em obsessão, um fanatismo que nega a possibilidade de autorreflexão. A polarização política destrinchou o 7 de setembro e, no lugar de diálogos com respeito, vieram os gritos (e grunhidos). A política, antes um campo de atuação pragmática, tornou-se uma arena de culto, onde a idolatria a líderes supera qualquer análise crítica e onde o dissenso é visto como traição.


A cegueira por um grupo político é tão profunda que torna cidadãos eleitores em um bando dependente. Deixamos de ser livres para pensar, questionar e ter um olhar crítico sobre as ações de nossos representantes (sejam eles quais forem). A dependência por um dos extremos tornou-se mais forte do que a independência que deveríamos celebrar. Esquecemos que a liberdade conquistada em 1822 nos deu o direito de ser uma nação livre e de pensarmos por conta própria; entregamos essa liberdade em troca de validação e pertencimento. O resultado? A desunião.

Mike Madeira - Advogado

O bom senso, que acima de tudo deveria ser a bússola de uma sociedade saudável, foi esmagado pela polarização. A defesa em prol da soberania/democracia ou liberdade/anistia dividiu o país de modo que não houvesse um meio-termo. Até mesmo a redação de um simples texto, ou a verbalização em um vídeo, se tornam tarefas hercúleas para que o receptor da mensagem a entenda sem vieses e lados. A irracionalidade tomou conta do debate público, e a agressividade se tornou a linguagem comum. Amizades foram desfeitas, famílias foram rachadas, e o respeito mútuo, elemento fundamental de qualquer civilização, foi esquecido. Cada vez menos se ouve e cada vez mais se aguarda ansiosamente a sua vez de gritar. O eco de palavras de ódio e a falta de empatia ressoam mais do que o tilintar da esperança por um futuro de prosperidade.


A racionalidade, que deveria guiar as escolhas políticas, deu lugar à emoção. Os princípios da Legalidade, Impessoalidade e Moralidade da Administração Pública se tornaram meros coadjuvantes em um Brasil onde a lei virou ponto de vista, a pessoalidade assumiu o trono e a imoralidade é aceita, a depender de quem seja o grupo político. O que move os cidadãos não é mais a busca por soluções para os problemas crônicos do país, como saúde e educação, mas sim o desejo de defender um político a qualquer custo. A obsessão pela derrota do adversário se tornou a única meta. O fanatismo, que se manifesta em ataques pessoais e na incapacidade de reconhecer a complexidade do mundo, nos impede de encontrar um terreno comum e de enxergar o Brasil como um todo, mesmo em sua diversidade. Constroem-se muros, ao invés de pontes.


Que este 7 de setembro nos sirva como um lembrete doloroso de que a maior ameaça à nossa nação não vem mais de fora, mas de dentro de nós mesmos. O luto que sentimos não é apenas pela data perdida, mas pela alma do Brasil que sangra com sua divisão. Que a reflexão sobre essa dor nos inspire a reconstruir o que foi quebrado, a resgatar o bom senso, e a lembrar que, acima de paixões e ideologias, somos todos brasileiros, unidos por uma mesma bandeira, por um mesmo país. Somos todos sobreviventes em um Brasil cheio de futuro, mas vazio de um presente sólido. Que possamos refletir e voltar a celebrar, verdadeiramente, a nossa independência, com as cores de NOSSA BANDEIRA! Não com azul vermelho e estralas brancas, nossa bandeira é verde, amarela, azul e branco, que representam nossas riquezas naturais...


Triste 7 de setembro!


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