Nolasqueando: Celular de Vorcaro menciona pagamento a Toffoli
- Marcio Nolasco

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Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP

Temido como “uma bomba”, o desbloqueio do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, explodiu primeiro no Supremo Tribunal Federal (STF). No aparelho, apreendido em novembro do ano passado, quando Vorcaro foi preso, a Polícia Federal encontrou uma série de conversas entre ele e o ministro Dias Toffoli, que depois viria a ser relator no Supremo da investigação sobre as suspeitas de fraude do Master, liquidado pelo Banco Central. Como revelaram Daniela Lima e Fábio Serapião, o material foi entregue diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin, pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.
As conversas descobertas no celular, conta Malu Gaspar, tratavam entre outros assuntos, de um convite a Vorcaro para uma festa de aniversário de Toffoli e menções do banqueiro a pagamentos relacionados ao resort Tayayá, administrado pela empresa dos irmãos do ministro, da qual Toffoli era sócio oculto. Fachin intimou o colega a se manifestar sobre as informações passadas pela PF, e a situação provocou grande desconforto no Supremo. A PF não confirmou ter pedido o impedimento de Toffoli no caso Master, mas técnicos do STF já estão analisando caminhos jurídicos para a Corte afastá-lo do processo. Em nota, o gabinete de Toffoli disse que o documento apresentado pela PF é baseado “em ilações” e que a corporação não teria legitimidade para pedir seu afastamento.
Como conta Mônica Bergamo, o ministro confirmou a interlocutores ter sido pago quando a Maridt, empresa administrada por seus irmãos, vendeu sua participação no resort Tayayá a um fundo ligado à rede do Master em 2021. É a primeira vez que Toffoli admite ser sócio anônimo da empresa, mas ele afirma que todas as transferências de recursos foram legítimas e declaradas à Receita Federal.
Enquanto isso... O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), restringiu o acesso do Banco Central do Brasil ao processo que analisa a atuação do órgão na liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada às vésperas da conclusão do relatório final da auditoria. Ele passou de “sigiloso” para um grau ainda mais restrito, que exige autorização específica para consultar os documentos. Nos bastidores do TCU, integrantes da Corte afirmam que a medida não é comum.
Em conversa com Edson Fachin, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o ministro Jesus foi pressionado pelo Centrão a “desliquidar” o Master.
E a Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em espécie dentro de uma mala arremessada pela janela de um apartamento no 30º andar durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, em Balneário Camboriú (SC). (Metrópoles)
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre candidatos da oposição em todos os sete cenários de segundo turno testados. A menor distância aparece contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje principal nome da oposição. Nesse confronto, Lula soma 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em janeiro, a diferença era de sete pontos; em dezembro, de dez. Entre eleitores que se declaram independentes, a distância caiu de 16 para 5 pontos.
Animado com a pesquisa, Flávio decidiu deixar as picuinhas familiares de lado e vai pedir o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à sua pré-candidatura à Presidência assim que se encontrar com ela. O senador reconheceu que houve um “ruídozinho” após ser indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como nome do partido para a disputa.













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