Grupo I: França enfrenta adversários poderosos
- Walber Guimarães Junior

- 20 de mai.
- 3 min de leitura
A França viverá fortes emoções desde a primeira fase da Copa 2026 por conta de um grupo complexo que a colocou com a Noruega, de Erling Haaland, Senegal, a força africana, além da seleção do Iraque, vencedora da repescagem internacional 2.
Em relação a esta repescagem, com a presença inicial de Bolívia e Suriname na semifinal, com o vencedor enfrentando o Iraque que, mesmo com uma única partida final, deixou evidente sua superioridade técnica, conquistando a vaga com méritos.

Vamos à análise técnica das equipes:
França: com o peso do favoritismo.
A França chega ostentando os títulos de atual vice-campeã mundial e campeã em 2018, com o peso de ser a "seleção a ser batida". Com um elenco absurdamente profundo, a projeção mínima exigida é chegar à final por conta de uma geração de alto nível técnico e tático.
Somando profundidade de um elenco único, equilíbrio entre defesa sólida e ataque de alto impacto, alta capacidade de adaptação, com transições ofensivas muito rápidas, além da genialidade de Kylian Mbappé, a França se tornou uma equipe que sabe vencer até quando joga mal.
Exigirá um grande esforço da direção técnica para administrar egos no vestiário, além da dependência de lampejos individuais quando enfrenta defesas muito fechadas. Poderá também sofrer desgaste excessivo em um grupo mais intenso que seus concorrentes diretos das fases seguintes.
Senegal: a campeã africana chegando com força.
Definitivamente instalada como top 3 do continente africano, vai à Copa, embalada pelo conjunto da obra recente; oitavas em 2022, boas eliminatórias e o título africano de. Com uma geração madura, o objetivo é, no mínimo, repetir o feito e tentar alcançar as inéditas quartas de final.
Com jogadores experientes, principalmente a espinha dorsal, Mendy, Koulibaly e Mané, excelente imposição física e excelente organização defensiva, a equipe atua com pressão coletiva e transições diretas, porém tem dificuldade de manter a intensidade durante os dois tempos, além de sofrer no ataque quando Mané tem forte marcação.
Senegal deve incomodar muito as seleções europeias pela intensidade e organização que lhe permitiu uma eliminatória invicta e se conseguir um equilíbrio entre defesa estruturada e intensidade ofensiva pode ir longa na Copa.
Noruega: geração de ouro entra em campo.
Depois de 28 anos de ausência, a Noruega retorna ao placo principal do futebol mundial, com uma geração de ouro que prometa muitas alegrias à torcida, com objetivo de avançar para as fases seguintes.
A Noruega deve muito da sua atual projeção internacional ao ataque explosivo, de nível mundial com Erling Haaland e Martin Odegaard conduzindo o meio campo e um excelente jogo aéreo. Precisa organizar o setor defensivo muito inferior ao restante da equipe, além de inexperiente em grandes competições.
Pode realmente impactar rivais grandes com o ritmo ofensivo e tem potencial para garantir pelo menos a segunda posição do grupo.
Iraque, vencedora do Playoff Intercontinental 2:
Ainda que, desde o sorteio, persistisse a dúvida acerca da quarta seleção deste grupo, estava bem evidente que, Bolívia, Suriname ou Iraque, estavam um degrau abaixo de seus adversários do grupo.
Todavia, independente de quem avançasse, seria o azarão do grupo, mesmo chegando com bom ritmo, pela disputa, podendo jogar sem pressão, mas dificilmente terão chances em um grupo difícil.
O Iraque, que fez boa campanha nas eliminatórias, tem um bom conjunto, com muita disciplina tática e deve se organizar para explorar o contra-ataque, embora não tenha as mesmas credenciais de seus concorrentes do grupo. Claro, que o orgulho de estar presente na grande festa do futebol bate forte no coração de toda a população do país que ficará ainda mais orgulhosa se sua seleção conseguir enfrentar os favoritos do grupo, com boas partidas e, quem sabe, aprontando uma bela surpresa na Copa.
Nas arquibancadas, o grupo terá espetáculo em todos os jogos. A França, como potência de primeira grandeza, levará muito público aos seus jogos. Senegal, cuja torcida é um espetáculo à parte com seus cantos e danças, vai garantir um clima vibrante em todos seus jogos. A Noruega, que deverá levar um grande número de torcedores, fará muito barulho nas arquibancadas embalados pelo fator “Haaland”. Por fim, qualquer que seja o vencedor da repescagem terá um grande apoio da comunidade de seus países nos EUA.
No cenário mais provável, a França domina o grupo e passa em primeiro, com Senegal e Noruega duelando ponto a ponto pela segunda vaga, com boas chances da terceira vaga para este grupo.

















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