Giro de 12/01/26
- Marcio Nolasco

- há 1 dia
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Diante da crescente onda de protestos contra o governo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu acolher as queixas econômicas dos manifestantes, mas não deu sinais de que vá recuar na repressão. Grupos de direitos humanos afirmam que o número de mortos subiu para quase 500 nos últimos dias, ou possivelmente muito mais. “Nossa responsabilidade é resolver e atender às queixas do povo. Mas também temos o dever de não permitir que os manifestantes desestabilizem o país”, disse o presidente em entrevista à televisão estatal iraniana no sábado.
Para ler com calma. Os governantes do Irã não enfrentam apenas uma onda de protestos internos. Os últimos dois anos de conflitos na região tornaram a República Islâmica mais vulnerável. Seus aliados no Líbano e na Síria foram eliminados ou enfraquecidos, enquanto os ataques ousados de Israel dentro do Irã ilustraram a fragilidade e o comprometimento do regime. O líder supremo do país, Ali Khamenei, ainda fala do Estado iraniano na vanguarda da “resistência” contra a hegemonia americana e as conspirações israelenses, mas um número crescente de iranianos comuns enxerga um establishment corrupto, fechado em si mesmo, assolado pela incompetência e incapaz de manter o país seguro.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, proibiu parlamentares de visitarem centros de detenção do ICE, o Serviço de Imigração do país, a não ser com aviso prévio de uma semana. A medida vem em meio ao aumento das tensões políticas após o assassinato da cidadã americana Renee Nicole Good, em Minneapolis, por um agente do ICE na quarta-feira. O episódio gerou protestos na cidade e em todo o país, com manifestantes exigindo a retirada das autoridades federais de imigração de suas comunidades e justiça para Good.
Groenlândia
Marcelo Martinez

Após mais de 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou na sexta-feira (9), o acordo com o Mercosul, abrindo caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo. Em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram uma maioria qualificada, apesar da oposição anunciada por países como França, Polônia e Irlanda. Com este resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo na próxima semana. O acordo prevê a eliminação dos impostos de importação do Mercosul sobre itens europeus num prazo que vai de 4 a 15 anos, dependendo da mercadoria. Do total importado pelo Brasil, 91% dos bens e 85% do valor terão tarifa zerada.
E o acordo deve derrubar tarifas de produtos europeus no Brasil, com impacto direto em itens de consumo como azeite, vinho, chocolate e outras bebidas, que caminham para alíquota zero ao longo dos próximos anos.
Duas empresas ligadas a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos ligado à teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades. A informação está em documentos obtidos pela Folha. O Arleen Fundo de Investimentos teve, ao menos até maio de 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) que pertencia em parte à família de Toffoli. O fundo também tinha participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro. O Arleen foi um dos cotistas de instituições apontadas pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro, mas não é alvo de investigação.













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