Cianorte e a Guarda Municipal na visão do Vereador Coronel Elias (PP)
- Marcio Nolasco

- 18 de ago.
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Por Marcio Nolasco
Novamente esteve em pauta na Sessão da Câmara de Cianorte a Guarda Municipal, e nesse contexto o Vereador Coronel Elias tem suas opiniões formadas com peso elevado de um especialista em Segurança Pública.
Em 2021 inicia-se o governo de Marco Franzato. De forma inédita, criou-se a Secretariai de Defesa Social tendo à frente o Coronel Elias que foi coordenador de campanha do Marco. Coronel Elias, homem da segurança pública desenhou a secretaria para abarcar a Diretran, a Defesa Civil e a Guarda Municipal.
Nesta noite de 18/08, Coronel Elias comentou sobre a Guarda Municipal na Câmara de Vereadores, veja:
Iniciou em 2021 o projeto da Guarda Municipal também desenhado pelo Coronel Elias, bem como o sistema de Monitoramento da Cerca Digital. Aprovou-se uma Lei permitindo o Executivo instalar a Guarda em até 70 homens. No decorrer de 2021, a pedido do Prefeito em tendo em vista custos, a guarda inicial foi ajustada para 32 homens, segundo o Coronel suficiente para policiamento 24 horas com duas equipes em Cianorte e uma equipa em cada Distrito. No final de 2021 e inicio de 2022 o projeto da Guarda já possuía todas as licitações escritas e prontas para serem lançadas. Possuía também o convênio de formação com Maringá pronto.
Acabou que o Coronel e o Prefeito "não se entenderam", por conta disso, o Coronel saiu da prefeitura e com sua saída o projeto de segurança pública foi abandonado. Sai o autor da ideia e a ideia sai junto por escolha do Prefeito.
A guarda não foi formada, a própria secretaria de Defesa Social foi extinta e o projeto da Cerca Digital ficou na primeira fase, o monitoramento de entradas e saídas da cidade, cuja ampliação previa Central conjunta de Monitoramento das polícias, sistema de reconhecimento facial na área bancária, comércio e terminais de transporte público local e intermunicipal, e a adesão ao sistema estadual de monitoramento chamado Muralha Digital. Sem falar no Projeto chamado Cidade da Polícia também desenhado pelo Coronel que reuniria num lugar só todos os órgãos e serviços de segurança pública.

Salvou-se a Diretran que em um ano o Coronel conseguiu treinar, equipar e uniformizar. O resto, tudo engavetado. Era ou não era prioridade a segurança pública ou, a vaidade obrigava a matar a ideia e seu autor? Até hoje fica esta dúvida no ar...
Agora volta à tona, quatro anos após o projeto inicial inovador ser enterrado, um movimento do Executivo para reinstalar a Secretaria de Defesa Social que ele mesmo extinguiu, bem como, a proposta da criação de uma Guarda Municipal com 08 agentes. Este efetivo, consultando especialistas e o próprio Coronel é insuficiente. A criação de uma Guarda Municipal tem que obedecer à Lei Federal, Lei 13022/2014, onde obriga uma série de situações para instalar a Guarda como por exemplo a criação obrigatória de Corregedoria e Ouvidoria.
A lei determina que cargos na Guarda sejam ocupados por Guardas, assim como fazer com 08 homens? Do ponto de vista operacional uma guarda com 08 homens é capaz de fazer funcionar uma única viatura com dois patrulheiros 24 horas por dia na escala mais comum de 12/36 horas. E Vidigal? E São Lourenço? E se um guarda ou dois tiverem dispensa médica? E quando vencer um ano e chegarem as férias destes 08 agentes, a Guarda para? Sem falar que nestes 08 homens, além do percentual de lei para mulheres, também o percentual de lei para PCD, ou seja, que segurança pública se pretende fazer com um contingente diminuto desses?
Pois bem caro leitor, é preocupação efetiva com a segurança pública ou apenas uma satisfação política à sociedade? Porque o concurso aprovou mais de 240 candidatos para incorporar apenas 08? Isto tudo, a continuar assim, primeiro que não cumpre objetivos de atender com seriedade a segurança pública e em segundo, muito provavelmente, gerará um passivo judicial destes mais de 240 aprovados em concurso contra a prefeitura.














A lei de criação da guarda fala em 70 agentes