Capital do Vestuário não é título para marketing político!
- Beto Nabhan

- 24 de nov. de 2023
- 3 min de leitura
Vivo anos de minha vida na confecção, e sei muito bem da luta e do trabalho que é e que foi para um dia Cianorte ser chamada de Capital do Vestuário, vejo hoje que muitos "aprendizes de políticos" usam esse rótulo de Capital do Vestuário não como uma marca de prosperidade a nossa cidade como destaque do Setor de Confecção, por trás articulam somente um marketing político onde sempre usam a terminologia singular do "eu", eu consegui isso eu consegui aquilo e tudo são inverdades, ou melhor, são mentiras!
"A Expovest por exemplo só se realiza por esforços nossos, empresários do setor de confecção unidos, de nosso sindicato e sempre com apoio incondicional de FIEP."- Beto Nabhan.
Recentemente, estivemos reunidos com a FIEP para discutir sobre o ICMS.
A diretoria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), com apoio unânime expressado em reunião de seus sindicatos industriais filiados, que representam mais de 71 mil empresas, responsáveis por quase 1 milhão de empregos, manifesta-se veementemente contrária à proposta de aumento da alíquota de ICMS anunciada nesta semana pelo governo do Estado. Diante disso, a Fiep já abriu diálogo com o Executivo estadual, com o objetivo de demonstrar os impactos negativos da medida e tentar demovê-lo da intenção de enviar a proposta de aumento à Assembleia Legislativa.
“A indústria do Paraná se reuniu para tratar desse tema e está coesa em torno do entendimento de que o aumento de impostos não é o melhor caminho para o Paraná”, afirma o presidente da Fiep, Edson Vasconcelos. “Por isso, a Fiep está buscando diálogo com o governo do Estado para tentar reverter essa posição”, acrescenta.
Vejam vídeo onde falo sobre Cianorte dentro ainda desta pauta:
"Tenho visto alguns vereadores falarem que mandaram dinheiro para o setor de confecção de Cianorte, através de emendas impositivas, isso não é verdade, pois a prefeitura não pode repassar isso de forma concreta ao setor". Beto Nabhan.
FIEP e a alíquota do ICMS
Um dos principais argumentos da Federação diz respeito à justificativa utilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda ao anunciar a medida de aumento do ICMS.
Segundo a SEFA, a alíquota do ICMS precisaria ser majorada imediatamente para evitar possíveis perdas futuras de arrecadação decorrentes da Reforma Tributária.
Porém, a Fiep lembra que a PEC 45/2019, que estabelece as mudanças no sistema tributário, segue em tramitação no Congresso Nacional e passará por nova votação na Câmara dos Deputados.

Para Fiep, aumento de imposto reduz competitividade e pode afetar geração de empregos
Com isso, já há um debate sobre a possibilidade de se alterar a data-base para cálculo da distribuição dos tributos entre os estados quando a Reforma entrar em vigor, o que tornaria ineficaz o aumento da alíquota do ICMS para evitar eventuais perdas futuras. Além disso, o Ministério da Fazenda emitiu nota ressaltando que a reforma mantém a autonomia para os estados fixarem suas alíquotas do futuro IBS, caso percebam perda de arrecadação quando o novo imposto passar a vigorar.
Além desses pontos, a Fiep alerta para os impactos econômicos que o Paraná sofrerá com mais um aumento de impostos. “O setor produtivo paranaense como um todo, e a indústria em especial, perderão competitividade com essa medida.
Isso trará reflexos para os investimentos e para a geração de empregos no Estado, além de afetar diretamente o poder de compra dos consumidores, que pagarão mais caro até por produtos básicos, como alimentos”, afirma. A Fiep destaca, também, que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já declarou que o aumento de ICMS proposto pelos estados do Sul e Sudeste poderá gerar um acréscimo de 0,2 ponto percentual no índice de inflação já neste ano.
O coordenador do Conselho Temático de Assuntos Tributários da Fiep, Guilherme Hakme, acrescenta outro argumento. “O aumento de alíquota não resulta, necessariamente, em aumento de arrecadação, podendo inclusive gerar efeito contrário” afirma. Ele lembra que, no final de 2022, o Paraná já aumentou sua alíquota modal de ICMS de 18% para 19%. A medida, que teve vigência a partir de 2023, resultou na maior alíquota do imposto entre os estados do Sul e Sudeste.
“Santa Catarina, que novamente não deve propor aumento de ICMS, não alterou sua alíquota ao final de 2022. Ainda assim, comparando-se a arrecadação de ICMS dos dois estados neste ano, vemos que no Paraná houve queda de 2,2%, enquanto Santa Catarina registrou aumento de 0,66%”, explica Hakme, citando dados do Boletim de Arrecadação dos Tributos Estaduais, do Confaz, referentes ao período de janeiro a setembro de 2023, em comparação com os mesmos meses de 2022.












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