A sutil e perigosa adultização das crianças
- Christina Faggion Vinholo

- 11 de ago.
- 2 min de leitura
Por Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista em AT e NT.
Recentemente, um vídeo publicado por Felipe Bressanim, conhecido como Felca, trouxe à tona um tema que muitos preferem ignorar: a adultização das crianças. Com coragem, ele denunciou um processo silencioso, mas devastador, que invade a vida infantil por meio da internet, da moda, das músicas e até de práticas toleradas dentro de igrejas. Foi impossível assistir sem perceber o quanto estamos diante de um problema espiritual profundo, que exige discernimento e posicionamento dos cristãos.

A Palavra de Deus não trata esse assunto com suavidade. Jesus afirmou que seria melhor morrer de forma trágica do que levar um pequenino ao tropeço (Mt 18.6). O apóstolo João nos lembra que “o mundo jaz no maligno” (1Jo 5.19), e o inimigo, sendo o pai da mentira (Jo 8.44), distorce tudo o que Deus criou bom. A infância, que deveria ser um período de proteção e formação no temor do Senhor, vem sendo corrompida por estímulos precoces à sensualidade e pela banalização do pecado.
O discurso cultural tenta disfarçar isso de “liberdade de expressão”, “empoderamento” ou simples modernidade. Mas, à luz das Escrituras, vemos que se trata de uma estratégia para moldar desde cedo um coração sem reverência a Deus. Por natureza, todos nascemos inclinados ao pecado (Rm 5.12), e quando essa inclinação é alimentada pela sociedade, cresce uma geração cada vez mais distante da verdade.
Para o cristão, não basta lamentar — é preciso agir. Crianças são herança do Senhor (Sl 127.3), e cabe aos pais e à comunidade da fé instruí-las no caminho certo (Pv 22.6). Isso significa proteger o olhar, o ouvido e o coração delas; questionar modas e tendências; denunciar publicamente aquilo que banaliza a pureza; e não tolerar práticas que escandalizam, mesmo quando disfarçadas de “inclusão” ou “arte”.
O maior perigo é a acomodação. A repetição constante dessas mensagens acaba anestesiando nossa consciência. O que antes nos indignava começa a parecer normal. Quando isso acontece, o silêncio da igreja deixa de ser neutralidade e passa a ser cumplicidade.
Cristão, esta batalha é espiritual e exige vigilância. A omissão é terreno fértil para o avanço do inimigo.
E então, eu lhe pergunto: Você está atento, ou já se acostumou de tal forma que nem percebe mais?
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Nunca irei me acostumar com isso! A adultização das crianças atropela os processos de desenvolvimento da personalidade delas, além de causar danos sérios quando realmente chegarem à fase adulta.