XANDÃO - O Grande Ditador ou o Novo Vingador?
- Nelson Guerra

- 5 de ago.
- 4 min de leitura
No palco iluminado da política brasileira, mais quente que um episódio de Game of Thrones, surge Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o semblante sério de um Batman e a autoridade de um Darth Vader com o sabre de luz em mãos, ele divide opiniões: seria ele o herói que a democracia brasileira clama ou um vilão com toga? Vamos mergulhar nessa trama com um toque de humor, enquanto destrinchamos os argumentos a favor e contra esse protagonista controverso.
Alexandre de Moraes não caiu de paraquedas no STF como um super-herói vindo de Krypton para a Sala da Justiça. Antes de vestir a capa — ou melhor, a toga — em 2017, ele já tinha um currículo de peso: promotor, secretário de segurança pública de São Paulo e um histórico de decisões firmes que o pintaram como o "xerife" da lei. Era como se o Brasil tivesse escalado o John Wick do Direito para uma missão de alto risco, por indicação do presidente Temer. Mas, como todo bom personagem, sua ascensão veio com aplausos de um lado e vaias do outro.

TRÊS ATOS, UM GOLPE RETROSPECTIVO: BRASÍLIA VIVEU SUA GOTHAM
Convenhamos, viver em Brasília é conhecer diariamente personagens dignos de “Os Vingadores” e “Esquadrão Suicida” habitando o mesmo roteiro.
Antes que alguém acuse exagero, recordemos três atos dignos de blockbuster, ocorridos em menos de 30 dias, na Capital Federal, 28 anos após o golpe de 1964. Em dezembro de 2022 e janeiro de 2023, Brasília experimentou o roteiro completo de um filme de ação de Michael Bay:
Dia 12/12/2022: Enquanto Lula recebia sua faixa presidencial, um grupo invadia a sede da PF em Brasília, queimava ônibus e saía impune — como se fosse um episódio de The Purge, mas sem final feliz.
Dia 24/12/2022: Na véspera de Natal, um caminhão-bomba quase virou presente explosivo perto do aeroporto da capital, com panfletos pedindo intervenção militar — algo entre Velozes & Furiosos e Golpe Baixo.
Dia 08/01/2023: O ápice: uma multidão, com escolta policial (!), invadiu o Congresso, o Planalto e o STF, destruindo tudo como se fosse uma cena de Invasão à Casa Branca — só que sem o Liam Neeson para salvar o dia.
Nesse momento, Moraes entrou em cena como um Judge Dredd com o martelo na mão. Comandando o STF como se fosse sua própria Torre da Justiça, ele ordenou prisões, bloqueou contas em redes sociais e agiu com a velocidade de um Flash em dia de corrida.
Segundo especialistas em Direito Constitucional, suas decisões foram como um escudo do Capitão América: baseadas no regimento interno do STF e em precedentes legais, serviram para conter crimes de ódio e desinformação em tempo recorde. Um editorial da Folha de S. Paulo reforçou que, mesmo sendo decisões monocráticas, elas passaram pelo crivo do plenário do STF, provando que não era um show solo de autoritarismo, mas uma jogada coletiva para proteger as instituições.
ALEXANDRE DE MORAES: O JUSTICEIRO OU O GENERAL ZOD?
Aqui começa a polêmica: para uns, Moraes é o Justiceiro, agindo rápido contra o crime e a desinformação, sendo odiado pelos bandidos do universo digital. Para outros, ele se tornou o Magneto — poderoso demais, disposto a tudo para controlar o “povo comum”.
O Lado Herói
O Guardião da Constituição: Para juristas como Emilio Peluso (UFMG), Moraes age como o "Professor Xavier" do STF — concentrando inquéritos para combater ameaças à democracia, mas com fiscalização do plenário.
Aprovação da Turma do "S": A OAB e parte da mídia elogiam suas decisões contra fake news e golpismo, comparando-o ao Superman que impede o Lex Luthor de dominar o país.
Referendo do STF: Suas medidas polêmicas, como bloquear redes sociais, foram validadas pelo plenário — ou seja, não é um "vilão solitário", mas um líder de esquadrão.
O Lado Vilão
"Ditador de Toga": Críticos como o senador Marcos do Val o chamam de "Magneto", acusando-o de distorcer a lei para perseguir desafetos.
Falta de Due Process: A OAB já reclamou de bloqueios de redes sociais sem ampla defesa, como se Moraes fosse o "Juiz Dredd" — juiz, júri e carrasco.
Excesso de Poder: Para o professor João Pedro Pádua (UFF), concentrar inquéritos nas mãos de um só ministro é como dar o Anel do Poder para o Gollum.
ENTRE MEMES, TOCHAS E TOQUES JURÍDICOS: O STF É O GUARDIÃO DA CONSTITUIÇÃO?
O ministro Moraes se tornou meme nacional, sendo chamado, por vezes, de “Xandão, O Implacável”. Em tempos de fake news e ameaças à democracia mais rápidas que o Flash, optou por decisões rápidas, muitas delas duras, que dividem opiniões inclusive dentro do próprio STF.
Críticos afirmam que as respostas do ministro são exageradas, que prendem até personagens secundários do filme — ou seja, manifestantes não violentos —, baseando-se em posts de redes sociais. Já apoiadores ressaltam: quando Gotham precisa, quem responde não é o Homem-Pipoca, mas o Batman.
O fato é: o STF, nesses episódios, atuou para evitar o abismo institucional. Como nos melhores roteiros de super-heróis, às vezes o herói é mal compreendido — mas é quem impede o vilão de tirar o final feliz do povo.
CONCLUSÃO: HERÓI SEM CAPA, MAS COM TOGA?
No Brasil de 2025, em que democracia virou palavra tão preciosa quanto kriptonita, Alexandre de Moraes emerge como um protagonista controverso mas essencial. Pode não ser unanimidade; pode não ser fofo como o Homem-Aranha. Mas, em meio à desinformação, a ataques orquestrados e a tentativas de golpe dignos do Coringa, ficou claro que ou se age com firmeza e coragem, ou o país acorda no universo paralelo da barbárie.
O Brasil precisa de heróis. E, se não vierem de outro planeta, que ao menos usem toga, coragem e disposição de enfrentar não só os vilões declarados, mas também os disfarçados. Melhor um Batman austero, disposto a proteger Gotham, do que um Pinguim largado em meio ao caos.
(Nelson Guerra é professor e consultor em Gestão Pública; estuda política enquanto lê gibi da Marvel)














Como sempre mais um texto elogiável (e irretocável) produzido pelo prof Guerra !
A análise de perfil do indigitado Ministro, se vilão ou herói, perpassa pelos histórico político recente do pais, notadamente pós 2018. Vimos o surgimento (ou ressurgimento) de uma extrema direita aguerrida e combativa, tentando incutir na sociedade civil idéias comparáveis com aquelas propalados pelo odioso fascismo, utilizando-se contudo de elementos aparentemente bons e legitimos, como pátria, família e liberdade. Tudo seria permitido - inclusive o cometimento de crimes-, em nome da liberdade. Poder-se-ia discriminar atacar e até agredir aqueles que "não se enquadram " na composição de uma família tradicional (Hitler também discriminava homossexuais). Paradoxalmente, seria permitido a uma nação estrangeira atacar nossa soberania nacional…
A defesa da lei, da constituição e da soberania brasileira exige prontidão e firmeza contra os ataques internos e internos.
A delinquência política e das redes sociais atingiu índices, acredito, jamais vistos no país.
Tentam manipular a população de forma orquestrada contra pessoas e instituições para tentar deturpar o processo e impedir o exercício da jurisdição pelos juízes constituídos.
Apesar do do ton "jocoso" do texto, É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE para a garantir o cumprimento da lei, o exercício da autoridade constituída e a soberania do Brasil. O momento inspirado cuidados.