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Voltemos à Essência: A Urgência de Redescobrir a Igreja de Cristo

Christina Faggion Vinholo, teóloga

Especialista em AT e NT.


Vivemos uma época em que a lógica do mercado invadiu o púlpito. O que antes era lugar de proclamação da verdade eterna de Deus, hoje muitas vezes se transformou em palco para estratégias de retenção, discursos motivacionais e promessas de prosperidade.


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A Palavra de Deus, que deveria ser central, tornou-se acessório. O púlpito, outrora eco do “Assim diz o Senhor”, foi ocupado por slogans, técnicas de coaching e “terapias espirituais” que alimentam mais o ego do que a alma.


Mas afinal, o que está acontecendo com a igreja?


1. A Negligência do Discipulado e do Ensino


A Escritura é clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28:19). O chamado da igreja não é entreter, mas formar discípulos que conheçam e vivam a verdade do evangelho.


No entanto, o discipulado e a escola bíblica têm sido deixados de lado. Muitos templos oferecem eventos com experiências “sobrenaturais” fabricadas, mas dedicam pouco — ou nada — ao ensino fiel da Palavra.


Sem doutrina sólida, o povo perece (Os 4:6). Sem raízes nas Escrituras, a fé torna-se rasa, dependente de emoções e modismos, incapaz de resistir às tempestades.


2. A Substituição da Missão


O mandamento de Jesus é claro: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15). Contudo, a missão de muitas igrejas parece não ser mais o “ide”, mas o “retenha”.


Retenção de membros, números, seguidores e consumidores espirituais. Há networking, mas e a oração? Há ajuntamento, mas e a comunhão?


Estar juntos não é necessariamente viver em comunhão. Comunhão bíblica é participação mútua na vida de Cristo: partilha de fardos, confissão, encorajamento e edificação (At 2:42). O que vemos, em muitos casos, são ajuntamentos sociais que mais se assemelham a clubes religiosos — alguns até com “áreas VIP” — do que à comunidade santa de Deus.


3. A Palavra Reduzida a Pretexto


O púlpito reformado sempre foi marcado pelo ensino expositivo da Escritura — isto é, pregar o texto em seu contexto, deixando que a voz de Deus fale, sem manipulações.


Hoje, em muitos lugares, a Bíblia é usada apenas como pretexto para ilustrar ideias humanas, e não como fundamento da verdade.


Essa superficialidade gera cristãos que desconhecem a história da igreja, as doutrinas fundamentais da fé e, sobretudo, o verdadeiro Cristo que dizem seguir. Sem a centralidade da Escritura, a igreja perde sua identidade e se torna irrelevante — ainda que esteja cheia.


4. Voltemos à Essência


É hora de despertar. O apóstolo Paulo exorta: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5:14).


A igreja precisa voltar ao evangelho puro e simples. Não podemos abrir mão da pregação fiel, da oração, da comunhão verdadeira e do discipulado bíblico.


Seja exigente quanto à igreja que você frequenta.

Busque uma comunidade onde a Palavra de Deus seja levada a sério, onde Cristo seja o centro e onde o Espírito Santo opere por meio da verdade revelada, e não de espetáculos vazios.


Pais e mães, líderes e discípulos — a responsabilidade é sua. O ensino expositivo da Palavra não só guiará a sua vida, mas também ajudará você a guiar sua família no caminho do Senhor.


Cristo não morreu para nos transformar em consumidores religiosos, mas em discípulos que negam a si mesmos, tomam a cruz e O seguem (Lc 9:23).


Amado irmão, amada irmã, não se engane: você também é responsável diante de Deus. A superficialidade da igreja começa na superficialidade de cada coração.


Se Cristo não é o centro da sua fé, se a Palavra não é a lâmpada que guia seus passos, se a oração não é seu respirar, então facilmente você será levado pelo vento das novidades e pelas ondas de doutrinas humanas (Ef 4:14).


Examine-se à luz da Escritura. Pergunte:

• Tenho buscado a Cristo pelo que Ele é ou apenas pelo que Ele pode me dar?

• Minha fé tem raízes na Palavra ou apenas em experiências passageiras?

• Minha vida de comunhão reflete o corpo de Cristo ou apenas um ajuntamento social?


O Senhor nos chama ao arrependimento e à volta à essência: Cristo, o evangelho, a cruz. Ele nos convida a redescobrir a alegria da comunhão, a perseverança na oração e a firmeza no ensino da Palavra.


Não delegue isso apenas à liderança da igreja — você, como discípulo, é chamado a examinar todas as coisas e reter o que é bom (1Ts 5:21).


Voltemos, pois, ao evangelho puro. Que a igreja não seja palco de entretenimento, mas coluna e baluarte da verdade (1Tm 3:15). Que cada lar se torne um pequeno santuário de ensino e oração. Que cada discípulo abrace novamente a cruz e siga o Mestre, custe o que custar.


Cristo é suficiente.

Sua Palavra é vida.

Sua igreja é santa.


É tempo de despertar.

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Instagram: @chrisvinholo

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