URGENTE: NOVOS FATOS NO CASO DA MORTE DA MENINA HELENA VITÓRIA EM CIANORTE
- Marcio Nolasco

- 22 de mai.
- 6 min de leitura
Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP
A tragédia envolvendo a pequena Helena Vitória de Jesus Mendes, de apenas 1 ano e 3 meses, começa a ganhar contornos ainda mais dolorosos — e agora também profundamente perturbadores.
Novos relatos feitos pelos pais da criança à equipe do Portal Bisbilhoteiro.com.br revelam detalhes até então desconhecidos do atendimento prestado no Hospital Instituto Bom Jesus no dia 15 de maio de 2026, data em que Helena morreu.
Os depoimentos foram concedidos na tarde desta quinta-feira (21), durante uma reunião presencial entre os pais da menina — Thiago Porto Mendes e Fernanda Andrade de Jesus Mendes —, o advogado da família, Dr. José Aparecido Soares Júnior, e a equipe de reportagem do Portal Bisbilhoteiro.com.br, representada pelo editor e colunista Marcio Nolasco.
E o que foi revelado pode chocar até mesmo os profissionais mais experientes da área da saúde.
Porque não se trata apenas da morte de uma criança.
Trata-se da possibilidade de falhas humanas, desorganização estrutural, sofrimento extremo e um cenário emocionalmente devastador dentro de uma sala de emergência hospitalar.

A porta trancada da emergência
Segundo relato dos pais à reportagem, Helena Vitória teria entrado na sala de emergência do hospital por volta das 09h40 da manhã.
A partir daquele momento, segundo afirmam, a porta da sala teria ficado trancada porque a chave que dava acesso ao ambiente teria quebrado.
O relato é estarrecedor.
De acordo com os pais, diversas pessoas teriam ficado impedidas de acessar o local justamente no momento em que a criança recebia atendimento emergencial.
O pai da menina afirma que houve tensão e dificuldade para abrir a porta enquanto sua filha permanecia lá dentro com alguns profissionais de saúde.
E então vem o trecho mais doloroso de todo o depoimento.
Quando finalmente conseguiram acesso ao ambiente, Thiago Porto Mendes (pai) afirma ter visto Helena, sua filha de 1.3 anos deitada no leito.
Segundo suas palavras, a menina teria “dado três pulinhos para cima”.
Para ele, aqueles teriam sido os últimos suspiros da filha.
O óbito teria sido constatado pelo que apuramos com o advogado da família e os pais de Helena, por volta das 12h05 de 15/05/26.
O depoimento foi prestado diante do advogado da família e registrado pela equipe de reportagem durante a reunião realizada às 16h do dia 21 de maio.
Todo processo esta registrado na P.C de Cianorte mediante documentos e registro de B.O.

O relato que revolta: “eles estavam rindo”
Mas os relatos não param por aí.
Os pais afirmam ainda que, durante parte do atendimento, integrantes da equipe de enfermagem estariam rindo enquanto Helena recebia assistência médica.
A declaração é extremamente grave.
Evidentemente, trata-se neste momento de um relato dos familiares, que precisará ser devidamente apurado pelas autoridades competentes, pelos órgãos de fiscalização e pela própria instituição hospitalar.
Ainda assim, a simples existência de um depoimento dessa natureza já possui enorme peso humano e emocional.
Porque para qualquer pai ou mãe que presencia o filho lutando entre a vida e a morte, qualquer gesto percebido como indiferença se transforma em uma marca permanente. Uma grande perturbação psicológica com profundas cicatrizes...
Especialmente quando o desfecho é a perda irreversível de uma criança.
Áudios da Tia da criança - Andreia, que acompanhou tudo:
Uma dor que continua depois da morte
A tragédia da família Mendes, porém, não terminou no hospital.
Segundo os pais, o suporte social recebido após a morte da menina foi mínimo e insuficiente diante da dimensão da dor enfrentada.
De acordo com o relato apresentado à reportagem, a família teria recebido:
um caixão avaliado em aproximadamente R$ 350,00;
uma cesta básica no valor de cerca de R$ 240,00.
e uma pergunta se precisariam de psicólogo!
segundo os pais que tem mais 3 crianças menores em casa e que estão sofrendo com a morte da irmã Helena, nem mesmo o Conselho Tutelar se manifestou em ajudar, e esta é uma de suas responsabilidades, dar amparo para criança e adolescente...
Mas o ponto mais sensível talvez esteja no sepultamento.
Segundo Thiago Porto Mendes, inicialmente foi informado que haveria cessão de espaço público para o enterro da criança no cemitério municipal de Cianorte.
No entanto, posteriormente, o pai afirma ter sido confrontado com outra realidade.

Ou comprava um terreno funerário particular no valor de R$ 1.800,00 — parcelado em 10 vezes de R$ 180,00 — ou, após três anos, os restos mortais da menina poderiam ser removidos do local e transferidos para um ossário coletivo.
Na prática, segundo o pai, ele se sentiu “forçado” a assumir uma dívida para garantir que a filha tivesse um lugar fixo e permanente para descansar.
E talvez seja exatamente aqui que essa história deixa de ser apenas uma notícia.
Porque quando uma família pobre perde uma filha de 1 ano e 3 meses e ainda precisa parcelar um pedaço de chão para que ela continue tendo um local digno no cemitério…
algo parece profundamente errado.

O silêncio que agora cobra respostas
A morte de Helena Vitória já havia provocado forte comoção popular em Cianorte.
Mas os novos relatos apresentados pela família ampliam ainda mais a pressão social por respostas concretas.
A população quer entender:
houve falha no atendimento?
houve negligência?
o hospital possuía estrutura adequada?
os protocolos foram seguidos?
a equipe agiu corretamente?
por que uma sala de emergência teria ficado inacessível?
por que os pais relatam comportamento incompatível com a gravidade do momento?
Essas perguntas agora ultrapassam o campo emocional.
Elas entram no terreno institucional.
E exigem investigação séria, transparente e técnica.

O que resta para os pais
No fim, talvez o dado mais devastador dessa história seja perceber que Thiago e Fernanda não voltaram para casa apenas sem uma filha.
Voltaram também com imagens que jamais sairão da memória.
A lembrança de uma porta fechada.
A angústia de não conseguir entrar.
O som do desespero ao meio de risadas. A mãe esta perturbada com isso até o momento - "eu estava sofrendo por minha filha e as enfermeiras rindo e eu escutava sem saber oque estava acontecendo meu Deus". - Mãe.
A visão dos últimos movimentos da criança sobre um leito hospitalar.
E depois…
o silêncio.
Um silêncio tão pesado que nenhuma cesta básica consegue aliviar.
Nenhum auxílio funerário consegue reparar.
Nenhuma palavra consegue apagar.
Porque algumas dores não cabem em protocolos administrativos.
Não cabem em notas oficiais.
Não cabem em discursos políticos.
A morte de Helena Vitória deixou de ser apenas um caso médico.
Ela se transformou em um grito humano.
E agora toda Cianorte parece obrigada a encarar uma pergunta que machuca profundamente:
se isso aconteceu com uma criança de 1 ano e 3 meses…
Quem será o próximo a depender de um sistema que talvez já tenha perdido a capacidade de proteger os mais vulneráveis?
O hospital foi procurado pela reportagem
Diante da gravidade dos relatos apresentados pela família de Helena Vitória, a equipe do Portal Bisbilhoteiro.com.br afirma que buscou oficialmente uma posição da administração do Instituto Bom Jesus antes do fechamento desta reportagem.
Segundo a redação, uma solicitação formal de esclarecimentos foi encaminhada à administração hospitalar na tarde de 21/05/2026.
No comunicado enviado à unidade hospitalar, a reportagem apresentou os principais relatos feitos pelos pais da criança durante reunião realizada com a presença do advogado da família, Dr. José Aparecido Soares Júnior.
Entre os pontos encaminhados ao hospital estavam:
o relato de que a sala de emergência teria permanecido trancada após um problema na chave da porta;
a declaração do pai afirmando ter visto a filha “dar três pulinhos para cima” ao conseguir acessar o ambiente;
e ainda a acusação de que integrantes da equipe de enfermagem estariam rindo durante o atendimento da criança.
A mensagem enviada pela reportagem à administração do hospital dizia:
“Gostaríamos de solicitar uma posição formal deste hospital, garantindo total transparência dos fatos.”
A equipe também informou previamente à instituição que a matéria seria publicada na imprensa regional em 22/05/2026 às 13h00.
Sem resposta até o fechamento
Até o momento do fechamento desta reportagem, segundo o Portal Bisbilhoteiro.com.br, não houve retorno oficial do Instituto Bom Jesus sobre os questionamentos apresentados.
O espaço segue aberto para manifestação da instituição hospitalar, da direção administrativa, da equipe médica e dos profissionais citados nos relatos da família.
Porque diante de uma tragédia dessa dimensão, transparência não é apenas uma obrigação institucional.
É um dever moral com a sociedade.
E principalmente com uma criança que não pode mais falar por si própria.
Em Cianorte, deveríamos ter MUITO MAIS palestras como a de - Fabrício Carpinejar - Sobre afeto e empatia.


















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