Um minuto de bom senso!
- Walber Guimarães Junior

- 7 de ago.
- 3 min de leitura
Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e comunicador.
Permito-me o direito de abandonar a postura de analista política e vestir apenas o uniforme de brasileiro, preocupado apenas com meu país, ignorando o clima hostil que compromete a cena política, desprovido de paixões e soltando um grito contido que talvez ecoe o desejo de milhões de brasileiros; devolvam o meu Brasil!

Tentarei ser objetivo ao propor uma sequência de fatos que podem nos ajudar a tirar o pé do atoleiro do fim do poço e vislumbrar a possibilidade de um hiato na insanidade que nos permita voltar a sonhar com um país que nos orgulhe muito mais que na primeira fase das copas do mundo de futebol.
Prometi ser direto, então vamos aos fatos; chega de Alexandre de Moraes! Estou entre aqueles que são gratos pelo seu empenho em preservar nossa democracia, sem sua firmeza, não estaríamos julgando tentativa de golpe, crime típico de iniciativas mau sucedidas, mas sua atuação agora é determinada por fortes razões pessoais, um ódio indisfarçável contra Bolsonaro, uma cruzada em busca de um vendetta pessoal que pretende colocar instituições a serviço de sua obstinada perseguição e, sendo ainda mais direto; deixa o Bolsonaro ser condenado, porque a democracia não pode estar sujeita ao seu projeto, no tempo certo, sem atropelar os fatos como fizeram no episódio Lula.
Basta que o próprio governo diminua a pressão sobre os senadores, completando as assinaturas para a votação do impeachment. Com o ministro na marca de pênalti, basta que o presidente do Senado conceda tempo para a imprescindível negociação altiva, sem rendição com os americanos, mas com postura de nação soberana vocacionada para o diálogo, referência em diplomacia, deixando de lado as fanfarronices de Trump e Lula que só atrapalham os países.
O bom senso também solicita que a direita pare de jogar para a torcida, com todos só pensando no espólio eleitoral do ex-presidente, olhe para a frente, defina um candidato, construa um projeto para o Brasil que seja muito mais que um código de condutas, focado na pauta de costumes e encare, até como favorita, as urnas de 26.
Lula também precisa entender que sua missão está encerrada, com erros e acertos que a história vai julgar, com o melhor currículo eleitoral do país, mas com uma idade proibitiva, livrando o Brasil de um processo interno de bidenização porque não é razoável imaginar o final de mandato aos 84 anos, impossibilitando uma necessária virada de página, uma oxigenação das lideranças políticas e, principalmente um alívio na temperatura política, impossível com as fotos de Lula e Jair nas urnas.
Bolsonaro, com a inevitável condenação exemplar que vai sofrer, com ou sem Alexandre de Moraes no STF, precisa preservar sua história, livrar a família do papel vergonhoso que seu filho desempenha nos EUA, em assumida traição ao povo brasileiro que ainda representa no Congresso e tomar uma difícil decisão; encarar as grades ou buscar a embaixada americana para o previsível asilo que inclusive pode ajudar a aliviar a tensão da guerra comercial que provoca vítimas nas duas nações.
Sinto que comprometo meu prestígio mínimo de analista independente por conseguir, em apenas sete parágrafos, contrariar todo o elenco do teatro político, mas talvez, é só uma hipótese, eu esteja soltando um grito contido no peito de milhões de brasileiros que não suportam mais a odiosa disputa política.
Um mínimo de bom senso, uma dose de racionalidade e um pouco de amor à pátria podem ser um receituário melhor que a paixão incontida por dois líderes personalistas.
Por gentileza, xingamentos na caixa de mensagens.














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