TRUMPISMO: O Verdadeiro Tamanho da Crise e dos Desafios
- Nelson Guerra

- 18 de ago.
- 4 min de leitura
Por Prof. Nelson Guerra
O impacto das tarifas de Trump pode não ter criado um bicho tão feio como muitos pintaram. Pense bem: apesar do tarifaço de 50%, apenas 36% das exportações brasileiras para os EUA são afetadas, o que representa cerca de 4% do total das exportações do país. Esses números sugerem que há oportunidades para explorar novas rotas comerciais e diversificar as exportações. No entanto, é crucial evitar trocar uma dependência pela outra, seja americana ou chinesa. Além disso, é importante analisar os efeitos ideológicos e políticos por trás das ameaças comerciais. Vamos discutir mais o assunto com certo otimismo, considerando as possibilidades que os números nos apresentam.
Como se não bastassem as novelas políticas internas, agora temos um reality show internacional onde o magnata americano sacode o comércio global como se fosse um daqueles shakes proteicos que ele tanto ama. Mas calma aí, não entremos em pânico: segundo dados fresquinhos da balança comercial, esse tarifaço de 6 de agosto acabou sendo enxuto por uma lista de exceções mais longa que fila de padaria em domingo. No final das contas, afeta só cerca de 36% das nossas vendas para Tio Sam, o que representa míseros 4% das exportações totais do Brasil, pois a China é nossa maior compradora. É como se Trump tivesse prometido uma tempestade e entregue uma garoa fina.
TARIFAÇO DE TRUMP: MAIS LATIDOS DO QUE MORDIDAS
Vamos aos fatos, sem drama hollywoodiano: os setores mais atingidos são os de carnes, café e algumas frutas, que agora enfrentam barreiras que podem encarecer nossos produtos nos supermercados gringos e até provocar layoffs em fábricas por aqui. Imaginem o churrasco americano sem picanha brasileira ou o café da manhã em Nova York sem nosso grão aromático – os nova-iorquinos já estão choramingando sobre preços mais altos no latte! Mas ei, nem tudo é ruim: exceções salvadoras pouparam aviões da Embraer, suco de laranja, petróleo e polpa de madeira, que continuam voando (literalmente) para os EUA sem sustos.
E aqui vai o pulo do gato: o Brasil exporta beeem mais para a China (quase 30% do total, e crescendo em 2025) do que para os EUA (apenas 11-12%, com US$3,36 bilhões só em junho deste ano). Isso significa que nossa dependência dos yankees é menor que a de um adolescente pelo Wi-Fi – dá pra sobreviver sim, ainda que com um pouquinho de abstinência. Analistas preveem que o PIB brasileiro pode cair entre 0,6% e 1% se as tarifas virarem crônicas, mas nada que nos jogue na recessão. Como diz o ditado adaptado: o bicho pintado por Trump não é tão feio assim – é mais um cachorrinho latindo alto.
MENOS DRAMA, MAIS DIVERSIFICAÇÃO
Agora, o lado positivo dessa bagunça: o tarifaço está dando um empurrãozinho para o governo Lula diversificar nosso comércio exterior, como se fosse um lembrete cósmico de não colocar todos os ovos na mesma cesta (ou melhor, na mesma nação). Não é bom trocar a dependência dos EUA pela da China – afinal, quem quer ser refém de um dragão vermelho quando pode dançar com o mundo todo?
Lula já reagiu como um bom estrategista: anunciou um pacote de R$ 30 bilhões (US$ 5,55 bilhões) para ajudar exportadores afetados, e está acelerando acordos comerciais. Olha só: novos pactos com o Caribe em ciência e integração regional, otimismo para fechar o Mercosul-União Europeia, e planos de relançar negociações com o Canadá ainda em agosto. Até os laços com a China estão se fortalecendo, com exportações de terras raras triplicando e fábricas chinesas abrindo por aqui – Lula até cortou a fita em uma delas, declarando que o Brasil está "aberto para negócios". É visão de longo prazo, gente: diversificar para não depender de humores presidenciais alheios. Quem sabe, em breve, exportaremos mais para a Europa e Ásia, rindo por último dessa treta toda.
TRUMP POLITIZA E CORRE O RISCO DE ENTREGAR UM PRESENTE COM LAÇO VERMELHO
E agora, o tempero ideológico que torna tudo mais picante: todo mundo sabe que as tarifas de Trump têm um viés político maior que econômico. O homem usa números comprovadamente mentirosos de comércio para pressionar o Brasil a "perdoar" Jair Bolsonaro e não lhe dar cartão vermelho. Trump chama de "caça às bruxas" similar à dele próprio, e até Eduardo Bolsonaro elogiou as tarifas – vai entender essa família!
Mas olha o plot twist: isso pode acabar ajudando mais Lula do que atrapalhando. Ao atacar a soberania brasileira, Trump está dando um boost na popularidade do petista, que se recusa a "se humilhar" em negociações e Lula se apresenta como o real líder patriota perante seu antecessor. É como se o tarifaço fosse um presente inesperado para o lulismo: une o país contra interferências externas e enfraquece os bolsonaristas, que ficam parecendo aliados de um gringo alaranjado metido. Trump, sem querer, pode estar colaborando mais para a condenação da família Bolsonaro do que para sua absolvição. Ironia do destino!
CUIDADO: TRUMP PODE REACENDER VELHOS SENTIMENTOS ANTIAMERICANOS
Por fim, um conselho amigo ao presidente americano: tome cuidado para não reacender o sentimento antiamericano que assombrou o mundo no século passado. Lembrem-se, folks: os EUA têm um histórico complicado na América Latina, com apoio comprovado a ditaduras militares no Chile, Argentina e até no nosso Brasil durante os anos de chumbo. Qualquer cheirinho de intervenção – mesmo que via tarifas – pode acordar fantasmas que andavam quietinhos.
Lula, por sua vez, precisa manter os olhos no horizonte: diversificar sim, mas com equilíbrio, para não pular de uma dependência para outra. No fim do dia, o tarifaço pode ser o empurrão que o Brasil precisava para se tornar um player global mais independente. E nós, leitores, ficamos aqui torcendo por um final feliz – com café brasileiro mais barato no exterior e menos drama na política. Saúde!
ESCREVENDO OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
No fim das contas, a lição é clara: se a vida te dá limões (e tarifas), o Brasil não só faz uma limonada, mas também uma caipirinha caprichada e procura novos bares para vendê-las! A capacidade de transformar desafios em oportunidades, com um toque de humor e muita determinação, é o tempero secreto da nossa cultura e da nossa economia. E, podem apostar, o sabor da resiliência brasileira não sai da boca tão cedo.
(Nelson Guerra é professor e consultor em Gestão Pública; estuda política enquanto aguarda cair o preço da picanha no supermercado para “agradecer” a Trump)














Trump é imperialista e trabalha para garantir que a América Latina continue sendo o seu quintal. Para isso, a sua receita é sempre a mesma: mentir, enganar, oprimir conquistar e extrair riquezas. Veja o que está acontecendo neste exato momento na Venezuela. De repente, Trump atribuiu à Venezuela o título de país tomado pelos narcotraficantes e os EUA vai salvá-la (Trump nãotem nenhum interesse no petróleo da Venezuela). O Brasil, um país democrático, virou um país que atenta contra os direitos humanos (mas Israel não). Trump não tem nenhum interesse nas nossas terras raras.
O jogo é baixo, desonesto e lida com o medo das pessoas.
Vivemos momentos difíceis.