SERGIO MORO - Entrevista Exclusiva: Manobras no Senado
- Marcio Nolasco

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Entrevista Exclusiva: Manobras no Senado
Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP
Na ultima segunda-feira (27) Marcio Nolasco entrevistou via chat direto do Portal Bisbilhoteiro o Senador Sergio Moro (Pré-Candidato ao Governo do Paraná).
O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que votará contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo ele, a mudança foi resultado de uma articulação política ligada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Veja:
Márcio Nolasco: Senador Moro, muito obrigado por nos atender. O cenário político no Senado hoje está em ebulição. O senhor foi surpreendido por uma substituição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) justamente no período que antecede a análise de Jorge Messias para o STF. Como o senhor define o que aconteceu hoje?
Sergio Moro: Márcio, é um prazer falar com você. O que vimos hoje foi uma manobra lamentável e, acima de tudo, imoral. Eu ocupava uma vaga do União Brasil e fui surpreendido com a notícia da minha substituição pelo senador Renan Filho, sem qualquer consulta prévia. É um movimento que reflete claramente a insegurança do Governo Lula.
Márcio Nolasco: O senhor acredita que essa troca de cadeiras na CCJ tem um objetivo específico em relação à sabatina de Jorge Messias?
Sergio Moro: Sem dúvida. O governo não tem certeza da aprovação do ministro Messias. Eles temem uma sabatina transparente, onde a oposição possa fazer as perguntas pertinentes e necessárias. Quando você retira vozes críticas de uma comissão técnica como a CCJ para colocar aliados, você está fugindo do debate e tentando garantir um resultado "no grito" e na articulação de bastidor.
Márcio Nolasco: Diante desse afastamento da comissão, o senhor já tomou uma decisão sobre como se posicionará quando o nome chegar ao plenário?
Sergio Moro: Sim, e faço questão de adiantar: meu voto será contra. Essa postura do governo só reforça que a indicação não quer se submeter ao escrutínio rigoroso que o cargo exige. Se o indicado fosse incontestável, não precisariam remover senadores da oposição de forma articulada.
Márcio Nolasco: Senador, essa não é a primeira vez que o senhor menciona "manobras" similares. Recentemente, algo parecido ocorreu na CPI do Crime Organizado, correto?
Sergio Moro: Exatamente. É um padrão de comportamento. No dia 14 de abril, eu e o senador Marcos do Val também fomos retirados daquela comissão poucas horas antes da votação do relatório do Alessandro Vieira, que era um relatório sério e propunha indiciamentos importantes. O governo do PT, através de blocos aliados, usa essas substituições para blindar seus interesses e impedir que investigações e sabatinas sigam o curso republicano.
Márcio Nolasco: Para encerrar, qual o recado o senhor deixa para os seus eleitores e para o bloco de oposição após esses episódios?
Sergio Moro: Que continuaremos vigilantes. Podem nos tirar de comissões, mas não podem tirar nossa voz e o nosso voto no plenário. O jogo político tem regras, mas a ética deveria vir primeiro. Manobras como essa só mostram a fraqueza de quem as executa.
Moro participa da Festa do Trabalhador em Cascavel e da Festa das Nações em Guaíra no dia 1º de maio
O senador Sergio Moro estará presente na 58ª Festa do Trabalhador e 29ª Festa do Costelão no Seminário São José, em Cascavel, no oeste do Paraná, que acontece no próximo dia 1º de maio. O evento deve reunir mais de 25 mil pessoas e servir mais de 20 toneladas de costela assadas em “fogo de chão”, mantendo o legado do evento como o maior churrasco do Brasil.

















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