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SEGURANÇA PARA QUEM? Câmara de Cianorte contrata vigilância para sessão que decidirá o futuro de Victor Hugo Davanço

Na cassação de Rafael Araújo, Dadá e Edvaldo também houve contratação! Agora, o próprio presidente autoriza gasto com segurança para a sessão que julgará seu caso.


Por Marcio Nolasco

Matéria atualizada em 09/07/26 - 11:14 horas.



O documento levanta uma pergunta inevitável


Foi publicada pela Câmara Municipal de Cianorte a Contratação Direta nº 016/2026, autorizando a contratação da empresa Segurança Paranavaí Ltda. para prestar serviços de segurança durante uma sessão extraordinária da Casa.


Segundo o termo oficial, serão disponibilizados três profissionais, sendo dois homens e uma mulher, durante 30 horas de serviço, ao custo total de R$ 1.125,00.


O documento é datado de 08 de julho de 2026 e foi assinado pelo próprio presidente da Câmara, Victor Hugo Davanço.


Até aqui, trata-se de uma contratação administrativa. Mas o contexto político transforma o ato em um fato que merece reflexão pública.




90% De Chances Concretas de Victor Hugo NÃO SER CASSADO!


Na leitura política que tenho desse processo de cassação contra Davanço, as chances dele não ser cassado são de 90% pra mais, ou seja é quase certo em 100% e irreversível que Davanço escape ileso da cassação por influência direta do sistema político local, sistema esse, onde lá no início da operação Big Fish em Cianorte teve até "agente público" com vontade de renunciar ao cargo... Resumindo caro leitor, posso lhes afirmar que Davanço não será cassado... Más politicamente esta em uma situação desconfortável com a sociedade...


Nas outras cassações também foram contratados seguranças privadas.


A Câmara de Cianorte já realizou outras sessões de cassação de vereadores nos últimos anos.


Entre elas, processos envolvendo Rafael Araújo, Dadá e Edvaldo.


Essas sessões também despertaram interesse popular, contaram com presença de cidadãos e ocorreram sob forte repercussão política.


Nessas ocasiões também tivemos contratações específicas de empresa privada de segurança, conforme o questionamento nos enviado pelo presidente da Câmara Municipal de Cianorte - Victo Hugo Davanço.


Medo da população?


A pergunta que inevitavelmente surge é simples:


O que mudou?


Existe alguma informação concreta de ameaça que justifique a contratação?


Há algum parecer técnico da Polícia Militar indicando necessidade de segurança privada?


Foi elaborado estudo de risco?


Ou trata-se apenas de uma decisão preventiva?


Até o momento, o documento divulgado não apresenta justificativas detalhadas além da contratação do serviço.


Se a Polícia Militar é parceira da Câmara...


Outro ponto que merece debate envolve o uso dos recursos públicos.


A Câmara Municipal mantém relação institucional permanente com a Polícia Militar do Paraná, que frequentemente realiza policiamento ostensivo em eventos públicos, solenidades e sessões quando necessário.


Diante disso, surge outra questão legítima:


Não seria mais econômico solicitar apoio da Polícia Militar para garantir a ordem durante a sessão, evitando gastos adicionais aos cofres públicos?


Caso houvesse necessidade operacional, o policiamento ostensivo poderia ser solicitado pelos canais institucionais competentes, conforme os procedimentos aplicáveis.


O simbolismo político da contratação


Independentemente do valor — relativamente modesto dentro do orçamento público — o episódio possui forte simbolismo político.


O documento mostra que:


  • o presidente da Câmara autorizou a contratação;

  • a contratação ocorre justamente na sessão que discutirá seu próprio futuro político;

  • serão contratados seguranças masculinos e femininos especificamente para esse evento.


Em política, muitas vezes o simbolismo fala mais alto do que o valor financeiro.



A justificativa oficial da contratação


O Termo de Autorização da Contratação Direta nº 016/2026 detalha qual seria a finalidade da empresa de segurança contratada pela Câmara Municipal de Cianorte.


De acordo com o documento, serão disponibilizados três profissionais, sendo dois homens e uma mulher, que atuarão simultaneamente durante a sessão extraordinária, totalizando 30 horas de serviço (10 horas para cada profissional).


Segundo a justificativa oficial, os seguranças terão como atribuições:


  • realizar o controle de acesso às dependências da Câmara;

  • organizar o fluxo de pessoas;

  • prevenir aglomerações;

  • proteger o patrimônio público;

  • contribuir para a segurança de vereadores, servidores e do público presente.


A contratação estabelece ainda que toda a equipe será desarmada e atuará exclusivamente durante a realização da sessão extraordinária.


As justificativas são suficientes?


As atribuições descritas no documento correspondem, em grande parte, às funções normalmente desempenhadas em eventos públicos que recebem grande número de pessoas.


Entretanto, o contexto político faz surgir um debate inevitável.


A sessão extraordinária não é uma sessão qualquer. Trata-se justamente da reunião que poderá definir o futuro político do presidente da Câmara, Victor Hugo Davanço, autor da própria autorização da contratação.


É nesse ponto que surgem questionamentos de interesse público.


Se o objetivo é apenas controlar o acesso, organizar o fluxo de pessoas e prevenir aglomerações, por que não solicitar apoio da Polícia Militar do Paraná, instituição que tradicionalmente presta suporte à segurança de eventos públicos e mantém relação institucional com o Poder Legislativo?


Essa alternativa poderia atingir os mesmos objetivos operacionais, evitando uma contratação específica com recursos públicos, desde que observados os procedimentos legais para solicitação de apoio policial.


O precedente recente reforça as dúvidas


Naturalmente, isso leva a uma série de perguntas que interessam à sociedade:


  • O que mudou entre uma sessão e outra?

  • Houve alguma ameaça concreta registrada junto às autoridades?

  • Existe parecer técnico da Polícia Militar recomendando segurança privada?

  • A PM foi consultada antes da contratação?

  • A medida decorre de avaliação técnica ou de uma decisão exclusivamente administrativa?


Responder a essas questões é importante para preservar a transparência dos atos administrativos e fortalecer a confiança da população nas instituições públicas.


Em uma democracia, não basta que os atos sejam legais; eles também precisam ser percebidos como necessários, proporcionais e coerentes com os precedentes de economia do dinheiro da própria instituição - Marcio Nolasco

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