Quem é Jesus?
- Christina Faggion Vinholo

- há 11 minutos
- 3 min de leitura
Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista em AT e NT.
Estes dias ouvi alguém dizendo que Jesus foi o maior metafísico que existiu e ninguém o superou ou superará.
Confesso que a frase chamou minha atenção. Não porque estivesse correta, mas porque, ainda que bem-intencionada, ela reduz Jesus à categoria de um grande pensador. E Cristo jamais pode ser compreendido apenas por aquilo que fez ou ensinou. Ele é infinitamente maior.

É verdade que ninguém jamais ensinou como Jesus. Seus ouvintes ficavam maravilhados, porque Ele falava com autoridade e não como os escribas (Mateus 7.29).
Também é verdade que ninguém jamais amou como Ele. Sua compaixão alcançava os esquecidos, os enfermos, os pecadores e os quebrantados. Ele tocava os intocáveis, acolhia os rejeitados e anunciava esperança aos desesperados.
Ninguém curou como Jesus. Bastava uma palavra, um toque ou até mesmo a manifestação de Sua vontade para que cegos enxergassem, paralíticos andassem, leprosos fossem purificados e mortos voltassem à vida.
Ninguém foi tão obediente quanto Ele. Enquanto o primeiro Adão trouxe a morte pela desobediência, Cristo, o último Adão, foi obediente em tudo, até a morte, e morte de cruz (Filipenses 2.8).
Ninguém demonstrou tamanha resignação diante do sofrimento. No Getsêmani, conhecendo plenamente o cálice que beberia, orou: “Não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26.39). Sua submissão não foi fruto de fraqueza, mas da perfeita confiança no Pai e do firme propósito de cumprir a obra da redenção.
Tudo isso é verdade. Mas, ainda assim, é insuficiente para responder quem é Jesus.
Jesus não é apenas o maior mestre da história. Não é apenas o maior exemplo moral. Não é apenas o mais compassivo dos homens. Não é simplesmente um líder espiritual extraordinário.
Jesus é Deus.
As Escrituras afirmam que “o Verbo era Deus” e que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.1,14). Nele, Deus entrou na história humana sem deixar de ser Deus. Assumiu nossa natureza sem abandonar Sua divindade.
Ele é o Deus-homem.
Verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Duas naturezas perfeitas, unidas em uma única Pessoa, sem confusão, sem mistura, sem divisão e sem separação.
Somente alguém plenamente homem poderia representar a humanidade e morrer em nosso lugar. Somente alguém plenamente Deus poderia oferecer um sacrifício de valor infinito, capaz de satisfazer plenamente a justiça divina e vencer o pecado e a morte.
É por isso que Jesus não veio apenas ensinar um caminho. Ele declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Ele não veio apenas falar sobre Deus. Ele revelou o Pai perfeitamente (João 14.9).
Ele não veio apenas oferecer conselhos para uma vida melhor. Veio oferecer a Si mesmo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).
Em uma época que aprecia Jesus como filósofo, terapeuta, mestre de sabedoria ou exemplo de amor, a Igreja continua proclamando aquilo que Pedro confessou há quase dois mil anos: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16).
A verdadeira grandeza de Jesus não está apenas em Seus milagres, em Sua ética impecável ou em Sua capacidade de transformar vidas. Sua grandeza está em Sua identidade.
Ele é o Alfa e o Ômega.
O Criador que entrou na criação.
O Rei que vestiu roupas de servo.
O Juiz que assumiu a condenação do Seu povo.
O Cordeiro que venceu.
O Salvador que reina.
Diante de Cristo, a única resposta apropriada não é apenas admiração intelectual, mas adoração. Porque Jesus não veio para ser apenas estudado ou imitado. Veio para ser conhecido, amado, seguido e adorado.
E é justamente por ser quem Ele é — Deus encarnado, Senhor e Salvador — que ninguém jamais o superou e ninguém jamais o superará.
VOX Radio Gospel FM
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E-mail: chrisvinholo@gmail.com



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