top of page
572954291_18300745243267772_2025636869234957554_n.jpg

Quem julga o STF?

Com o respeito que a Corte Suprema merece, é importante afirmar com todas as letras; o envolvimento dos ministros do STF com as entranhas do caso Master ofende a dignidade dos brasileiros que assistem impacientes a exposição sequencial dos vínculos financeiros dos ministros com empresas ligadas à Daniel Vorcaro.



Com cifras sempre milionárias, o noticiário coloca na vitrine relações muito estranhas entre familiares dos ministros com o grupo Master. Talvez nada seja ilegal, inclusive porque será deles mesmo a última palavra, mas, muito mais que imoral, é indecente e afrontoso o conjunto de evidências que atentam contra a lisura do julgamento de Daniel Vorcaro e, com toda a sinceridade, a forma como o Estado do Amapá alocou recursos para os fundos do Master, me permite, e qualquer cidadão brasileiro com mais de dois neurônios acreditar que o presidente do Senado Davi Alcolumbre abandone a postura de presidente do Senado, que em tese poderia julgar o impedimento dos ministros do STF, e seja linha auxiliar na defesa dos interesses do banqueiro.


Importante citar de forma direta e bem resumida as implicações de cada ministro com o Caso Master;


Ministro Dias Toffoli;


- Foi o relator inicial do inquérito com atitudes que geraram perplexidade, como centralização de oitivas e rigoroso sigilo de Justiça;


- Ainda em novembro de 2025, viajou com os advogados de Vorcaro para assistir a final da Copa Libertadores;


- Seus irmãos integram o quadro societário da empresa Maridt, uma referência indireta ao nome de sua esposa Marisa Dias Toffolli, com negociações milionárias referentes ao resort de Ribeirão Claro;


- A Maridt possui negócios com a Reag Investimentos de João Carlos Mansur, apontado por atuar em simbiose com as fraudes financeiras do Banco Master;

Ministro Alexandre de Moraes;


- Sua esposa Viviane Barci de Moraes e a cunhada Ana Claudia Consani de Moraes, possuem um contrato milionário de honorários de 129 milhões firmado com o Banco Master, com valores irreais e sem precedentes no Brasil;


- Sua cunhada foi a advogada contratada para elaborar e assinar o Código de Ética e Conduta da instituição financeira de Vorcaro;


- Vínculos estranhos, comunicações indecifráveis estão expostas na quebra de sigilo do celular de Vorcaro em mensagens trocadas com o ministro;

Ministro Gilmar Mendes;


- O caso Master jogou luz sobre relações entre o escritório de Guimar Mendes, esposa do ministro em defesa de grandes fundos e instituições com relações indiretas com o Banco Master;


- O Bando Master foi um dos grandes financiadores de fóruns e eventos jurídicos internacionais, em Londres e Lisboa que permitiram a aproximação e Vorcaro com a cúpula do Judiciário;


Ministro Nunes Marques;


- Seu filho, Kelvin, um provável prodígio da área jurídica, ainda com a OAB quase zerada, foi contratad0 pelo Banco Master, em operação triangular com a Consult Inteligência Tributária em valores que excedem 8 milhões de reais;


Não vou citar Ricardo Lewandowski porque já está fora da Corte, mas posso citar, após ampla exposição da mídia que as mais influentes maçanetas, pessoas que abriram as portas para Daniel, foram Ciro Nogueira, presidente do PP, Artur Lira e Hugo Mota, anterior e atual presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Seria também injusto não citar os governadores Ibanez e Claudio Castro, do DF e RJ, por sua intensa dedicação ao amigo, mas não quero, neste artigo, gastar tinta com esse pessoal.


Meu foco é entender e te perguntar se você consegue enxergar, com um mínimo de lucidez, alguma possibilidade de que o STF faça prevalecer a justiça e atue com isenção neste caso, com quatro de seus ministros com razões suficientes para serem “gratos” ao amigo Daniel Vorcaro.


Talvez por isso, o corporativismo explícito em diversas ocasiões, esteja menos vinculado ao real espírito de corpo, de proteção da instituição e de seus membros, para algo ainda mais grave, a impossibilidade de que qualquer dos ministros citados, tenha problemas com as investigações imprescindíveis para a real punição de todos os envolvidos.


Observe que, com ainda mais evidência neste caso, o andar de cima tem as mãos sujas por envolvimento direto, indireto ou, no mínimo, tráfico de influência pouco saudável.


Vejam que Dias Toffoli tentou se manter como relator do caso, mesmo com tantos vínculos com as empresas do réu principal, Gilmar Mendes defendeu vazamentos das conversas, tentou conter a sangria institucional e ainda votou pela soltura do banqueiro. Reforçando que foi a análise do celular do banqueiro que explicitou todos estes contatos e contratos milionários com parentes dos ministros.


Depois dos holofotes deste caso, se descobriu que oito dos dez atuais ministros do STF, incluindo Cristiano Zanin, Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino e Nunes Marques, possuem parentes de primeiro grau (esposas, filhos, irmãos) atuando como advogados em processos na Corte. O levantamento mostrou que 70% dos processos envolvendo esses escritórios familiares foram protocolados após a posse de seus respectivos parentes no STF, evidenciando um modelo de negócios onde instituições financeiras como o Banco Master e fundos de investimento, como a Reag compram, através de honorários milionários, não apenas expertise jurídica, mas trânsito livre e influência nos gabinetes da mais alta Corte do país.


O caso Master expôs, com mais clareza, um padrão onde a defesa e a assessoria jurídica do Banco Master se entrelaçaram fortemente com escritórios pertencentes a familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal, permitindo que a sociedade coloque em dúvida a imparcialidade da Corte. Com toda sinceridade, e com respeito à instituição, não é mais admissível que se prossiga com as atuais regras que colocam em dúvida a idoneidade da Suprema Corte.


Se ministros com parentes envolvidos na defesa, sustentado por contratos milionários, por relações de proximidade não confortáveis, se consideram aptos a julgar o caso, precisamos urgentemente construir um caminho, ou uma instituição, onde a ética prevaleça intacta e onde, para além de se curvarem as sentenças de ministros intocáveis, postados logo abaixo dos deuses, estes também sejam julgados.


Para que a sociedade reconstrua uma relação de confiança com o STF, é fundamental mudar as regras ou descobrir quem, aqui no plano terrestre, pode julgar os ministros.

Comentários


Charge - Bisbi

WhatsApp Image 2026-03-21 at 12.23.03.jpeg

22/03 Dia Mundial de Água

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados nos espaços “colunas” não refletem necessariamente o pensamento do bisbilhoteiro.com.br, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

* As matérias e artigos aqui postados não refletem necessariamente a opinião deste veículo de notícias. Sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. 

Portal Bisbilhoteiro Cianorte
novo-logotipo-uol-removebg-preview.png

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

Selo qualidade portal bisbilhoteiro

Bisbi Notícias: Rua Constituição 318, Zona 1 - Cianorte PR - (44) 99721 1092

© 2020 - 2026 por bisbinoticias.com.br - Todos os direitos reservados. Site afiliado do Portal Universo Online UOL

 Este Site de é protegido por Direitos Autorais, sendo vedada a reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer material ou conteúdo dele obtido, sem a prévia e expressa autorização de seus  criadores e ou colunistas.

bottom of page