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PREFEITOS PARASITAS: Prefeituras lucram com a caridade alheia e ainda cospem na mão que as ajuda...

Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP


Existe uma ferida aberta, fétida e necrosada na gestão pública brasileira que muitos prefeitos tentam esconder com propagandazinhas de Facebook e obras desnecessárias e de má qualidade: a transferência covarde de suas responsabilidades.


Em centenas de municípios do Brasil (exceto por aqui; aqui nada disso acontece), a rede de proteção social só não colapsou porque entidades assistenciais — as ONGs, APAEs, asilos, hospitais, creches comunitárias etc. — carregam o piano que o Estado (União, estado e município), por pura incompetência e má-fé, se recusa a tocar.



O cenário é degradante. Cidades com orçamentos bilionários e arrecadações recordes tratam o direito do cidadão como "favor" e a entidade assistencial como um estorvo. É a política do cinismo administrativo.


Gasta-se milhões em shows com a desculpa de que o povo merece e que "movimenta a economia" (só se for a economia do bolso de poucos), mas quando uma entidade necessita de dinheiro, é escorraçada, xingada e humilhada, quase como se o fato dela existir fosse uma obrigação, e não incompetência do governante que, com o ego mais inflado que balão de festa infantil, se nega a enxergar o óbvio: uma cidade com entidades fortalecidas é uma cidade com menos dor de cabeça para ele mesmo, o burro do político que não enxerga o básico!


A Constituição é clara: saúde, educação e assistência social são deveres do Estado (em muitos casos, estado é igual a municipio). No entanto, o que vemos é um exército de voluntários e profissionais do terceiro setor fazendo o trabalho que deveria ser da prefeitura. São essas entidades que tiram a criança da rua, que dão dignidade ao idoso e que oferecem o prato de comida que a prefeitura não consegue (ou não quer) prover.


A vergonha reside no fato de que, se essas entidades fechassem as portas hoje, a cidade pararia amanhã. O prefeito ficaria pelado, exposto em sua incapacidade, incompetência, falta de noção e de gestão pública de gerir o básico. Mas, em vez de gratidão e parceria, o que essas instituições recebem são Migalhas Orçamentárias; Repasses que não cobrem sequer a luz e a água, obrigando dirigentes a viverem de "pires na mão" pedindo doações.


Exigências de documentos que a própria prefeitura não consegue emitir, servindo de desculpa para atrasar verbas já carimbadas. Prefeitos que tratam o repasse de verba pública (que é dinheiro do povo!) como se fosse um presente pessoal, exigindo em troca apoio político ou silêncio diante de irregularidades. Vereadores querendo se aparecer feito palhaços, ficam sentads em suas cadeiras nas câmaras engordando e fartos ao sabor de seus bons salários enquanto o podre fica sentado em volta de uma mesa comunitária de uma entidade assistencial espreando por um miserável prato de comida, estes vereadores ficam implorando por aplausos por conseguirem uns trocadinhos para ajudar a entidade X, Y ou Z, enquanto que o prefeito por trás dos bastidores corta 5, 10, 20 vezes mais em recursos, deixando de repassar muitas vezes só porque não gosta da cor da camisa do dirigente daquela entidade, ou gasta 5, 10, 20 vezes mais cm perfumarias na sua cidade que não ajudam em nada a sociedade a não ser o ego inflado do prefeito.


É inadmissível que, em um país rico e cidades com arrecadações tão robustas, entidades ainda dependam de rifas e bingos beneficentes para que uma criança com deficiência tenha atendimento. Quando um prefeito ignora ou "pisa" em uma entidade assistencial, ele não está apenas atacando uma instituição; ele está desrespeitando a parcela mais vulnerável da população. E o pior é que ainda tem cidadão idiota que defende o político que jamais deveria ter se tornado político, de tão baixo e inescrupuloso que é por agir assim!


A "podridão" política se revela quando o gabinete do prefeito está decorado com luxo, as frotas de carros oficiais são renovadas e os cargos comissionados se multiplicam, enquanto o teto da entidade que cuida do preto, do pobre, do humilde, está caindo (e o povo, ao invés de se indignar e exigir do palhaç... Digo, do prefeito um repasse mais justo, continua comprando rifa para ajudar a instituição). É o retrato de uma gestão que inverteu prioridades: o poder serve ao político, e não ao povo.


"É a maior das covardias: o gestor público usa a estrutura da entidade para bater meta de assistência social, mas na hora de valorizar o trabalho, vira as costas e corta o recurso"!


Não se trata de falta de dinheiro; trata-se de falta de caráter!!! Prefeituras que não respeitam as entidades assistenciais são, em essência, parasitas. Elas sugam o esforço da sociedade civil para mascarar a própria nulidade. A população precisa parar de ver essas entidades como "ajuda" e passar a vê-las como o que elas se tornaram por necessidade: o último baluarte contra o abandono estatal. É hora de cobrar que o orçamento público chegue onde o trabalho realmente acontece. Chega no Brasil de prefeitos que se acham donos da cidade, mas não têm a decência de respeitar quem faz o serviço que eles, por obrigação, deveriam entregar!


Graças a Deus que aeui em nossa cidade isso não acontece; graças a Deus não temos políticos por aqui que, se Deus quiser, não se elegerão novamente e poderão sumir das nossas frentes.

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