OS PLANOS DE GOVERNO DOS 13 PRESIDENCIÁVEIS — O QUE CADA CANDIDATO PROMETE AO BRASIL?
- Redação Bisbilhoteiro

- há 2 dias
- 11 min de leitura
Uma análise especial do Portal Bisbilhoteiro sobre os projetos de país apresentados pelos candidatos à Presidência da República
Por Marcio Nolasco - Portal Bisbilhoteiro

O eleitor precisa olhar além do discurso
A campanha presidencial de 2026 entrou oficialmente em sua fase eleitoral e, com ela, começa uma das etapas mais importantes — e menos compreendidas — de uma eleição: a leitura dos planos de governo.
É neles que os candidatos registram, perante a Justiça Eleitoral, suas principais diretrizes para administrar o país.
Não se trata apenas de saber quem promete mais. A pergunta que o eleitor deveria fazer é outra:
Quem apresenta um projeto de governo capaz de ser executado, financiado e fiscalizado?
O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza os documentos das candidaturas por meio do DivulgaCandContas e do Portal de Dados Abertos. O banco oficial de 2026 inclui os arquivos de propostas de governo em PDF.
O Portal Bisbilhoteiro analisou o cenário das 13 candidaturas presidenciais registradas e identificou diferenças profundas — mas também algumas curiosas convergências.
Entre os nomes estão Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Augusto Cury, Pablo Marçal, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi.
1. LULA — PT
Continuidade, Estado forte e redução das desigualdades
O programa de Luiz Inácio Lula da Silva parte de uma visão de continuidade do projeto político iniciado em seus governos anteriores e aprofundado no atual mandato.
Entre os principais eixos estão:
redução das desigualdades;
fortalecimento das políticas sociais;
saúde pública e fortalecimento do SUS;
educação;
investimentos públicos;
transição ecológica;
infraestrutura;
geração de empregos;
desenvolvimento industrial;
soberania nacional.
Um aspecto que chama atenção na versão de 2026 é a maior presença do conceito de soberania nacional. Uma análise publicada em agosto identificou que o termo aparece muito mais vezes no programa atual do que no documento de 2022.
Também existem pontos de convergência entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os dois programas, apesar da enorme distância ideológica, apresentam propostas semelhantes em áreas como combate ao desmatamento, fiscalização de fronteiras, data centers, minerais críticos, infraestrutura hídrica, tarifa social de energia e conectividade rural.
O ponto crítico
A principal questão econômica é o financiamento.
Análise de especialistas publicada pela imprensa apontou que o programa de Lula apresenta objetivos de controle do crescimento das despesas e crescimento econômico, mas não detalha completamente como financiar todas as políticas anunciadas.
Pergunta ao eleitor: quanto custará a continuidade do projeto e de onde virão os recursos?
PDF oficial: consultar a proposta de governo da candidatura Lula no DivulgaCandContas/TSE. O documento registrado aparece como “0806JOB838PTlivroplanodegovernocompressed.pdf”.
2. FLÁVIO BOLSONARO — PL
Segurança, redução de impostos e enxugamento do Estado
O programa de Flávio Bolsonaro se apresenta como uma proposta de mudança de direção em relação ao governo Lula.
Entre os principais eixos estão:
combate ao crime organizado;
endurecimento das políticas de segurança;
redução de impostos;
redução do tamanho do Estado;
desburocratização;
mudanças institucionais;
educação;
saúde;
políticas voltadas às mulheres;
reorganização administrativa.
O plano é dividido em nove grandes eixos, entre eles “Brasil sem Medo”, “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prepara”, “Brasil que Prospera” e “Brasil que Cresce”.
Na segurança pública, a proposta é significativamente mais punitiva que a de Lula.
Flávio defende endurecimento das penas, estruturas prisionais de segurança máxima e tratamento das facções criminosas como organizações terroristas ou narcoterroristas.
Na economia, aparecem propostas de redução de impostos, cortes de despesas e um novo modelo de controle dos gastos públicos.
O ponto crítico
A questão central é de compatibilidade fiscal.
Como reduzir impostos, aumentar investimentos em segurança e infraestrutura e, simultaneamente, reduzir despesas?
Especialistas apontaram justamente essa tensão entre aumento de determinados gastos e redução de receitas.
PDF oficial: programa registrado no TSE como “Para o Brasil Vencer o Atraso:
Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030”, com aproximadamente 75 páginas.
3. RONALDO CAIADO — PSD
Segurança pública, gestão e responsabilidade fiscal
Ronaldo Caiado apresenta um projeto fortemente influenciado pela experiência administrativa acumulada no governo de Goiás.
O programa nacional coloca grande peso em:
segurança pública;
responsabilidade fiscal;
gestão;
eficiência administrativa;
desenvolvimento econômico;
infraestrutura;
revisão de benefícios fiscais;
equilíbrio das contas públicas.
Uma das propostas econômicas apresentadas durante a elaboração do plano é a busca pela estabilização da dívida pública em um período estimado entre dois e três anos.
O programa também aposta na segurança como uma das marcas da candidatura.
O ponto crítico
A questão será saber se o modelo de gestão estadual pode ser transportado integralmente para um país continental, com 27 unidades federativas, enormes desigualdades regionais e um orçamento federal altamente comprometido.
PDF oficial: o TSE/DivulgaCandContas mantém o documento da candidatura presidencial para consulta pública. O eleitor deve conferir a versão registrada no sistema eleitoral, e não versões anteriores de programas estaduais.
4. ROMEU ZEMA — NOVO
Estado menor, privatizações e abertura econômica
Romeu Zema apresenta provavelmente uma das propostas mais liberais entre os principais candidatos.
O programa defende:
redução do tamanho do Estado;
privatizações;
desburocratização;
maior liberdade econômica;
revisão de despesas;
mudanças tributárias;
aumento da produtividade;
abertura comercial;
reformas administrativas.
Na política externa, existe uma proposta especialmente relevante: retirar o Brasil dos BRICS e buscar aproximação com a OCDE, preservando relações comerciais com os países do bloco.
O ponto crítico
A pergunta é até onde o eleitor brasileiro aceitará uma redução mais agressiva da presença estatal em setores estratégicos.
O desafio também está na implementação política: privatizações e reformas dependem de Congresso Nacional e, em diversos casos, de mudanças legais ou constitucionais.
PDF oficial: o documento aparece no registro da candidatura como “planogoverno10120.pdf”.
5. RENAN SANTOS — MISSÃO
Metas, educação e ruptura com a velha política
O programa de Renan Santos ganhou o nome de “Livro Amarelo”.
O documento registrado possui 51 páginas e está organizado em 14 temas.
Um dos elementos que mais chamam atenção é a tentativa de transformar o programa em um conjunto de metas objetivas.
Entre as propostas divulgadas estão:
prioridade absoluta para primeira infância;
alfabetização;
melhoria do desempenho educacional;
expansão das creches;
reformas institucionais;
metas mensuráveis;
avaliação de resultados;
transformação administrativa.
O próprio candidato afirma que, se não cumprir determinadas metas, não pretende disputar a reeleição em 2030.
O ponto crítico
O grande teste será transformar metas eleitorais em metas orçamentárias.
Uma coisa é estabelecer indicadores. Outra é garantir recursos, legislação, estrutura administrativa e apoio político para alcançá-los.
PDF oficial: “Plano de Governo Missão 2026 Finalcompressed.pdf”, disponibilizado no registro eleitoral.

6. AUGUSTO CURY — AVANTE
Educação emocional como eixo presidencial
O escritor Augusto Cury apresenta uma candidatura que coloca a educação emocional e a formação humana no centro do projeto.
O programa combina:
educação;
saúde;
formação emocional;
desenvolvimento humano;
responsabilidade fiscal;
equilíbrio das contas públicas;
modernização do Estado.
A proposta representa uma tentativa de deslocar o debate presidencial para uma área normalmente secundária nas campanhas: a saúde emocional e a formação psicológica da população.
O ponto crítico
A grande pergunta é operacional:
Como transformar uma proposta predominantemente educacional e comportamental em política pública nacional mensurável?
O programa de Cury está entre os mais extensos da eleição, segundo levantamento publicado sobre os documentos registrados.
7. PABLO MARÇAL — PRTB
Tecnologia, inteligência artificial e empreendedorismo
Pablo Marçal apresenta uma candidatura baseada em:
empreendedorismo;
tecnologia;
inteligência artificial;
inovação;
gestão;
desburocratização;
desenvolvimento econômico;
infraestrutura.
A proposta procura colocar o Estado sob uma lógica mais próxima da gestão empresarial e tecnológica.
O ponto crítico
A pergunta central é se conceitos como inteligência artificial e gestão privada conseguem resolver problemas que dependem de decisões políticas, orçamento público e coordenação federativa.
É necessário distinguir inovação administrativa de promessa eleitoral.
Também merece atenção a situação jurídica da candidatura, uma vez que levantamentos recentes apontaram controvérsias relacionadas ao registro eleitoral.
8. CLARIANA BARÃO — DC
Proteção de mulheres e crianças
O programa de Clariana Barão recebeu o título:
“Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”.
A proteção de mulheres e crianças aparece como eixo central.
O programa também aborda:
segurança pública;
economia;
educação;
saúde;
gestão pública;
pequenos negócios;
infraestrutura;
logística;
concessões;
PPPs;
monitoramento tecnológico das fronteiras;
combate ao narcotráfico;
rastreamento financeiro de organizações criminosas.
O ponto crítico
O desafio é transformar um programa abrangente em prioridades concretas.
Quanto será gasto? Qual será a ordem de execução? Quais projetos dependem do Congresso?
9. EDMILSON COSTA — PCB
Ruptura com o modelo econômico atual
Edmilson Costa apresenta uma das plataformas mais à esquerda da eleição.
O programa parte de uma crítica estrutural ao capitalismo e defende transformações profundas no modelo econômico e social.
Entre suas características estão:
maior protagonismo do Estado;
crítica ao modelo econômico vigente;
ampliação dos serviços públicos;
mudanças estruturais na economia;
defesa de políticas voltadas à classe trabalhadora.
A própria comparação publicada sobre os programas presidenciais caracteriza a proposta como uma defesa de ruptura com o capitalismo.
O ponto crítico
A questão central não é apenas econômica.
É institucional.
Como implementar uma transformação estrutural desse tamanho dentro do atual sistema constitucional, com Congresso, Judiciário, mercado financeiro, setor privado e regras internacionais?
10. HERTZ DIAS — PSTU
Socialismo, trabalho e ruptura estrutural
O candidato Hertz Dias representa a plataforma socialista do PSTU.
Seu programa apresenta forte ênfase em:
direitos trabalhistas;
valorização salarial;
serviços públicos;
políticas sociais;
transformação das relações econômicas;
fortalecimento da organização dos trabalhadores.
O documento registrado no TSE aparece como “Programa PSTU Eleições 2026.pdf” e possui cerca de 33 páginas.
O ponto crítico
O programa precisa ser analisado também sob o ponto de vista de governabilidade.
Uma transformação econômica profunda exigiria amplo apoio legislativo e mudanças significativas na política econômica.
11. RUI COSTA PIMENTA — PCO
Reestatização e ruptura econômica
Rui Costa Pimenta apresenta talvez uma das propostas mais radicais do pleito.
O PCO defende:
cancelamento de privatizações;
reestatização de empresas;
reestatização da Eletrobras;
reestatização da Vale;
nacionalização do petróleo;
aumento emergencial de salários;
jornada de trabalho de 35 horas;
revogação das reformas trabalhista e previdenciária;
estatização do sistema financeiro;
redução dos juros;
reforma agrária;
ampliação dos gastos sociais;
dissolução da Polícia Militar.
O ponto crítico
O programa representa uma ruptura frontal com a orientação econômica predominante no Brasil desde os anos 1990.
Seu maior desafio seria a própria implementação jurídica, econômica e institucional.
12. SAMARA MARTINS — UP
Uma candidatura de esquerda popular
Samara Martins, da Unidade Popular, apresenta uma plataforma voltada às demandas sociais e trabalhistas.
O programa registrado no TSE é significativamente menor que os documentos de outros candidatos.
O arquivo oficial aparece como:
“pje-PROGRAMA SAMARA MARTINS AGOSTO 2026.pdf”.
A candidatura trabalha com temas associados a:
direitos sociais;
trabalho;
serviços públicos;
políticas populares;
redução das desigualdades.
O ponto crítico
A brevidade do documento levanta uma questão importante:
quanto mais curto o programa, maior a necessidade de detalhar posteriormente instrumentos, custos e cronogramas?
13. WILSON GRASSI — DEMOCRATA
Imposto Único Federal e 14 eixos de governo
Wilson Grassi apresenta um programa bastante estruturado.
Entre os principais eixos estão:
Reforma tributária;
Imposto Único Federal;
Trabalho, emprego e renda;
Segurança pública;
Saúde;
Proteção e direitos animais;
Agropecuária;
Educação;
Esporte;
Habitação;
Estado digital;
Infraestrutura;
Defesa nacional;
Pacto institucional.
O documento também apresenta propostas para os primeiros 100 dias, indicadores e compromissos de transparência.
O ponto crítico
A grande aposta é o Imposto Único Federal.
O eleitor precisa perguntar quais tributos seriam substituídos, qual seria a alíquota, como ficariam estados e municípios e quais seriam os impactos sobre consumo, produção e renda.
O QUE OS 13 PROGRAMAS TÊM EM COMUM?
A primeira surpresa desta eleição é que a polarização política não eliminou completamente as convergências.
Levantamento recente identificou propostas semelhantes entre os seis candidatos mais competitivos em áreas como:
ensino em tempo integral;
prontuário eletrônico no SUS;
expansão ferroviária;
universalização do saneamento;
combate às facções criminosas.
Também há convergências entre Lula e Flávio Bolsonaro em temas como combate ao desmatamento, segurança de fronteiras, data centers, minerais estratégicos, infraestrutura hídrica, conectividade rural e tarifa social de energia.
Isso revela algo importante:
A polarização está muito mais concentrada na forma de governar do que na identificação de alguns problemas nacionais.
ONDE ESTÃO AS GRANDES DIFERENÇAS?
ECONOMIA
De um lado, Lula aposta no Estado como indutor do desenvolvimento.
Flávio Bolsonaro propõe redução de impostos e enxugamento estatal.
Zema defende liberalização e privatizações.
Caiado aposta em responsabilidade fiscal e gestão.
Renan Santos enfatiza metas e reformas.
Grassi apresenta o Imposto Único.
PCO e PCB defendem uma transformação estrutural do modelo econômico.
SEGURANÇA PÚBLICA
É provavelmente o maior divisor de águas da eleição.
Lula aposta em coordenação federal, prevenção, inteligência e integração.
Flávio apresenta uma linha mais punitiva.
Caiado transforma segurança em uma das principais marcas de seu projeto.
Clariana aposta em tecnologia, fronteiras e rastreamento financeiro.
Zema defende mudanças na gestão da segurança.
PCO e PSTU apresentam propostas radicalmente diferentes da lógica tradicional de segurança pública.
EDUCAÇÃO
Aqui existe uma convergência curiosa.
Quase todos os programas reconhecem que a educação será determinante para o futuro brasileiro.
Mas os métodos são diferentes.
Lula enfatiza inclusão e expansão de oportunidades.
Flávio defende, entre outras medidas, ensino cívico-militar e método fônico.
Renan Santos transforma alfabetização e primeira infância em metas prioritárias.
Augusto Cury coloca educação emocional no centro.
Outros candidatos defendem mudanças estruturais no financiamento e na organização do sistema.
SAÚDE
O SUS permanece como um dos poucos pontos capazes de produzir consenso.
Os programas tratam de:
digitalização;
prontuário eletrônico;
atenção básica;
vacinação;
telessaúde;
atendimento domiciliar;
ampliação do acesso.
A diferença está no modelo de gestão e no papel atribuído ao governo federal.
O GRANDE PROBLEMA: QUEM VAI PAGAR A CONTA?
Este talvez seja o ponto mais importante desta reportagem.
Programas eleitorais são documentos políticos.
Mas governar é administrar recursos limitados.
Prometer é fácil.
Executar é outra história.
Uma análise econômica recente apontou que os programas de Lula e Flávio, por exemplo, apresentam diversas promessas sem detalhar completamente como financiar todas as despesas e como enfrentar questões estruturais como juros, orçamento engessado e crescimento dos gastos.
É exatamente aqui que o eleitor precisa abandonar a paixão política e começar a fazer perguntas.
Quanto custa?
Quem paga?
Qual lei precisa ser aprovada?
Quanto tempo leva?
Qual será o indicador de resultado?
O que será cortado para financiar a nova política?
Existe fonte permanente de recursos?
O PLANO DE GOVERNO NÃO É UM CHEQUE EM BRANCO
Existe outro aspecto que merece atenção.
O plano registrado na Justiça Eleitoral não deve ser tratado como uma garantia automática de que tudo será executado.
Entre a promessa e a execução existem:
Congresso Nacional;
orçamento;
Constituição;
regras fiscais;
estados;
municípios;
Judiciário;
mercado;
cenário internacional;
capacidade administrativa.
Portanto, o eleitor não deveria perguntar somente:
“Eu gosto das propostas?”
Deveria perguntar:
“Eu acredito que esse candidato consegue executar as propostas?”
A ELEIÇÃO DOS DOCUMENTOS
A campanha de 2026 pode ser reduzida à guerra entre Lula e Bolsonaro.
Mas os planos mostram uma realidade muito maior.
Existem 13 projetos diferentes de Brasil.
Há um Brasil mais estatizante.
Há um Brasil liberal.
Há um Brasil socialista.
Há um Brasil conservador.
Há um Brasil tecnológico.
Há um Brasil voltado à educação emocional.
Há um Brasil baseado em metas.
Há um Brasil que aposta no imposto único.
Há um Brasil que pretende reestatizar empresas.
E há um Brasil que pretende reduzir drasticamente o tamanho do Estado.
O eleitor terá de escolher muito mais do que um candidato.
Terá de escolher um modelo de país.
A PERGUNTA QUE O PORTAL BISBILHOTEIRO DEIXA PARA O ELEITOR
Depois de ler os 13 programas, a pergunta não deveria ser:
“Quem fala melhor?”
Nem:
“Quem tem mais seguidores?”
Muito menos:
“Quem meu grupo político apoia?”
A pergunta deveria ser:
QUAL DESSES PROJETOS TEM CONDIÇÕES REAIS DE TRANSFORMAR PROMESSAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS?
Essa é a verdadeira eleição.
Porque o candidato pode vencer com um discurso.
Mas o Brasil será governado por um plano.
E é justamente esse plano que o eleitor precisa conhecer antes de apertar o botão da urna.
DOCUMENTOS OFICIAIS — ONDE CONSULTAR OS PLANOS
O Portal de Dados Abertos do TSE mantém o conjunto oficial das Eleições 2026, incluindo os arquivos de Proposta de governo em PDF.
NOSSO RESUMO
A eleição presidencial de 2026 oferece ao eleitor uma oportunidade rara:
comparar projetos de país em extremos ideológicos muito diferentes.
Mas existe uma regra que deveria valer para todos os candidatos:
promessa sem fonte de recurso é discurso; proposta sem instrumento legal é intenção; meta sem indicador é slogan.
O verdadeiro teste dos planos de governo não está no tamanho do documento, na quantidade de promessas ou na força do discurso.
Está na capacidade de responder a três perguntas:
QUANTO CUSTA?
COMO SERÁ EXECUTADO?
COMO O ELEITOR PODERÁ COBRAR?
É nesse ponto que começa o verdadeiro debate presidencial de 2026.
Portal Bisbilhoteiro — informação, análise e fiscalização do poder.



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