O Silêncio que Ensurdece: A Ética em Ruínas na Política de Cianorte
- Marcio Nolasco

- há 4 horas
- 3 min de leitura
A política, em sua gênese, deveria ser o exercício da virtude em favor do bem comum. Todavia, o que o cidadão de Cianorte testemunha hoje é a antítese desse conceito. A Operação Big Fish, que culminou na prisão de um representante da cúpula do Legislativo municipal, não é apenas um evento policial; é o sintoma terminal de uma crise ética e moral que corrói os alicerces da nossa Câmara de Vereadores.


O que se vê é uma flagrante traição ao eleitor. O voto, instrumento sagrado de confiança delegada, foi convertido em salvo-conduto para práticas que desonram a história desta cidade. O representante eleito tem por dever precípuo ser o fiscal do povo, o guardião do erário e o exemplo da moralidade administrativa. Quando o fiscal se torna o alvo de investigações por condutas espúrias, a estrutura democrática sofre um abalo sísmico que descredibiliza não apenas o indivíduo, mas toda a instituição.
A gravidade do cenário atingiu seu ápice na sessão ordinária realizada no último dia 13 de abril de 2026. Em um momento em que a sociedade clamava por respostas, por uma postura de retidão e por um distanciamento claro de práticas ilícitas, o que recebemos foi o vazio. Noventa por cento dos vereadores optaram pelo silêncio. Restando uma minoria solitária se pronunciar sobre os fatos que recaem sobre a credibilidade da Casa de Leis.
Esse silêncio não é neutro; ele é eloquente. Ao se calarem diante da prisão do presidente da Casa, os parlamentares levantam uma sombra densa sobre a independência do Legislativo. Surge, inevitavelmente, o questionamento: estamos diante de uma casa de leis ou de um reduto de corporativismo político? A omissão coletiva sugere uma proteção mútua que ignora a dor e a indignação do cidadão que paga seus impostos e espera integridade.
A política de Cianorte está em frangalhos. A fragilidade institucional é evidente e o abalo moral é profundo. O eleitor cianortense, traído em sua boa-fé, não pode aceitar a mudez de seus representantes como resposta. O silêncio dos cúmplices ou dos covardes é a pá de cal na esperança de uma gestão transparente.
É imperativo que a moralidade deixe de ser um adereço retórico e volte a ser o norte desta legislatura. Caso contrário, a Câmara de Vereadores de Cianorte continuará a ser vista não como o "Palácio da Democracia", mas como um cenário de desolação ética, moral e dos princípios que regem a vida pública, onde o interesse público é sacrificado no altar do compadrio e discursos fantasiosos.
Volto a afirmar, em outubro de 2025 já dizia que 80% desta Câmara seria renovada em 2028, sem margem de erro agora são 90% na mira da renovação pelo voto popular. Creio que resta pouco tempo para esta Câmara de Vereadores recuperar a sua credibilidade, ou indubitavelmente não se tem mais esse tempo, a ampulheta já está esgotando sua areia, restando poucos grãos de ética e moral no nosso legislativo municipal subserviente, legislativo que só esta lá por conta do voto popular, nada mais! E nossos vereadores devem satisfação ao povo muito além de discursos que não trazem a realidade de nossa sociedade. O Plenário da Câmara não é lugar de mandar beijos e abraços, é um espaço para mostrar resultados das FISCALIZAÇÕES REALIZADAS NOS ATOS DO PODER EXECUTIVO E DO PREFEITO! Lugar de beijos, abraços e carinhos é em casa...
"A população de Cianorte exige mais do que silêncio. Exige justiça, explicações e, acima de tudo, o resgate da dignidade política que lhes foi roubada." - Marcio Nolasco













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