O Flamengo no Espelho: Crise de Identidade e a Saudade do Maestro na Argentina
- Sergio Mauricio - Articulista Esportivo

- há 10 horas
- 2 min de leitura
O torcedor rubro-negro que acompanhou o duelo contra o Lanús testemunhou um dos piores jogos da era moderna do Flamengo desde 2019, e sem dúvidas uma das atuações mais pobres sob o comando de Filipe Luís. Mesmo com estabilidade e o elenco mais milionário das últimas décadas que foi campeão de tudo na temporada passada e ainda recebeu reforços de peso como Vitão e Lucas Paquetá, a equipe não deu liga na Argentina.

A Síndrome do "Flamengo Lego" e o Vazio no Meio-Campo
O diagnóstico da pane rubro-negra passa diretamente pelo meio-campo. Ficou escancarado o quanto o time sente falta de Jorginho, o líder e regente que ditava o ritmo e controlava as ações. Arrascaeta, com sua genialidade de camisa 10, joga em espaços curtos e agride na frente, mas não possui a característica de definir o momento certo de acelerar ou cadenciar a partida desde a base.
Sem esse maestro, seja com Paquetá recuado, Saúl, De La Cruz ou até mesmo Gerson (hoje em atrito com a torcida), a bola queima. O Lanús adiantou as linhas, marcou alto e simplesmente engoliu um Flamengo acuado.
A sensação é de que Filipe Luís tem em mãos um "Flamengo Lego", onde precisa remontar do zero conexões que pareciam consolidadas. A equipe que pisou no gramado na Argentina lembrou alguém que se olha no espelho e não se reconhece, sentindo tristeza pela imagem refletida. O cenário é preocupante para 2026. Filipe Luís ainda tem crédito e o jogo de volta, mas precisa urgentemente mostrar evolução e recuperação para evitar mais um vexame.
Notas da Partida:
Rossi (7,0): Seguro. Não teve culpa no que aconteceu em campo.
Varela (6,5): Seguro na lateral, mas muito longe de suas atuações geniais.
Léo Ortiz (6,0): Muito abaixo, fora de forma física e sem confiança.
Léo Pereira (6,5): O respiro da zaga, mas acabou sendo atrapalhado pela desorganização dos companheiros.
Alex Sandro (6,5): Inteligente para fechar espaços, mas falhou na aproximação em alguns momentos.
Pulgar (7,0): Um organizador nato, o grande destaque do time.
Lucas Paquetá (6,5): Jogando como segundo volante, ajudou na marcação, mas produziu pouco ofensivamente com o time pressionado.
Luiz Araújo e Everton Cebolinha (6,0): As pontas, que vinham sendo o ponto forte, estiveram muito abaixo.
Arrascaeta (6,0): Muito pouco criativo.
Carrascal (5,5): Displicente e pouco criativo, precisa urgentemente se reencontrar.
Pedro (6,0): Entrou no lugar de Arrascaeta e fez pouco.
Samuel Lino (6,0): Entrou na vaga de Cebolinha e mostrou um pouco mais de "fogaréu" e vontade, mas não decidiu.
De La Cruz (6,5): Mostrou certa vontade ao entrar no segundo tempo.
Filipe Luís (5,0): Tem muitos problemas para encaixar o time sem Jorginho e arrumar a recomposição defensiva.
O Que Vem Por Aí:
O Flamengo precisa juntar os cacos rapidamente, pois o calendário não perdoa. O clube tem compromissos cruciais pela frente para tentar salvar o início de temporada:
Campeonato Carioca (Semifinal - Ida): Madureira x Flamengo, neste domingo, às 20h30.
Recopa Sul-Americana (Final - Volta): Flamengo x Lanús, na próxima quinta-feira, às 21h30, no Maracanã. O Rubro-Negro precisará vencer por dois gols de diferença para garantir o título.













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