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MAIS DE R$ 7,8 MILHÕES EM SHOWS: EM CIANORTE, A FESTA PARECE TER PASSADO NA FRENTE DA SAÚDE PÚBLICA

Cianorte precisa encarar uma pergunta incômoda, dura, mas absolutamente necessária:


Qual é, afinal, a prioridade desta administração?


A pergunta não nasce de oposição gratuita, nem de crítica vazia. Nasce dos números. E números, quando envolvem dinheiro público, têm o poder de desmontar discursos, expor escolhas e revelar prioridades.


De acordo com levantamento apresentado por Gabriel Bertolucci em relatório sobre contratos de shows e apresentações artísticas, com o estudo intitulado OPERAÇÃO PIX NA VIOLA o município de Cianorte já soma mais de R$ 7,8 milhões em gastos com eventos dessa natureza.


Só para se ter uma ideia destes gastos, o show de Zé Neto e Christiano para este Festival de 2026, custará com dinheiro público, 840.000,00 mil reais por 80 minutos de apresentação, ou seja R$ 10.500,00 por minuto de show, isso 10.5 mil por minuto! Será o minuto de musica mais caro que os cianortenses já ouviram em toda sua vida por uma musica sertaneja, enquanto até nossos vereadores correm em busca de recursos com Emendas de Deputados para socorrer nossa saúde pública em colapso...


Até gostaria aqui de fazer uma pergunta para o Presidente da Câmara de Cianorte - Victor Hugo Davanço e os demais vereadores:


  • Presidente Davanço e nobres edis, os R$ 700 mil reais que a Câmara tirou de seu orçamento e encaminhou para a Secretaria de Saúde de Cianorte, foram usados onde, como, quando e com o que nesta pasta que ainda passa por sérias dificuldades.


  • Senhores, os senhores não acham que quando de um lado a Casa de Leis e os vereadores ajudam com 700 mil para nossa saúde pública em necessidades, o Prefeito por outro lado gasta 840 mil em 80 minutos de show (10.5 mil por minuto) as prioridades não ficam DESCARADAMENTE distorcidas e sem sentido prático? E Presidente Davanço, como entender de forma lógica e prática que um município que precisa de 700 mil de socorro de nossa câmara municipal para saúde, por outro lado gasta 840 mil com um show de 80 minutos, com a saúde ainda em sérias dificuldades e sem médicos... Como se dá essa gestão?



Mais precisamente: R$ 7.814.735,00.


Enquanto isso, a população enfrenta filas enormes na saúde pública. Crianças, jovens, adultos e idosos aguardam consultas, exames, encaminhamentos e atendimento especializado. Famílias inteiras convivem com a angústia da espera. Pessoas sentem dor, perdem qualidade de vida, adiam tratamentos, agravam doenças e, muitas vezes, sequer conseguem acesso ao especialista necessário dentro da própria cidade.


E então surge o contraste brutal:


Para shows, milhões. Para a saúde, fila.



A conta é simples e profundamente constrangedora.


Com os mais de R$ 7 milhões gastos em shows artísticos, Cianorte poderia ter realizado mais de 144 mil consultas médicas com especialistas na rede pública.


Isso representa aproximadamente duas vezes o número de habitantes de Cianorte.


Ou seja: o dinheiro que foi direcionado para palcos, cachês, estruturas de festa e apresentações poderia ter garantido atendimento especializado para uma quantidade de pessoas superior ao dobro da população do município.

É impossível olhar para esse cenário sem perguntar:


  • quantas consultas poderiam ter sido antecipadas?

  • quantos exames poderiam ter sido realizados?

  • quantas crianças poderiam ter sido avaliadas por especialistas?

  • quantos idosos poderiam ter recebido diagnóstico mais rápido?

  • quantas famílias poderiam ter sido poupadas da humilhação de esperar meses por um atendimento?


O problema não é a cultura. O problema não é o lazer. O problema não é a realização de eventos públicos.


O problema é a inversão de prioridades.


Veja levantamento completo a seguir:
Veja levantamento completo a seguir:


Uma cidade pode, sim, promover entretenimento. Mas uma administração pública responsável precisa saber que festa não pode passar na frente da dor. Show não pode ser mais urgente que exame. Palco não pode ser mais importante que consulta. Aplauso não pode valer mais que diagnóstico.


Quando uma prefeitura encontra recursos para contratar grandes artistas, mas a população continua sofrendo com falta de especialistas, demora em atendimentos e filas intermináveis, a mensagem política que fica é devastadora:


O espetáculo recebeu mais atenção do que o paciente.


E isso é grave.


Porque a saúde pública não é uma pauta qualquer. Não é um detalhe administrativo. Não é uma promessa de campanha que pode ser empurrada para depois.


Saúde pública é vida.

  • É a criança que precisa de pediatra.

  • É a mãe que espera por ginecologista.

  • É o trabalhador que precisa de ortopedista.

  • É o idoso que aguarda cardiologista

  • É o paciente que precisa de neurologista, oftalmologista, psiquiatra, endocrinologista, reumatologista ou qualquer outro especialista que, muitas vezes, simplesmente não está disponível em tempo adequado para quem depende do sistema público.


Enquanto isso, o dinheiro público virou som, luz, palco e cachê.


E a pergunta que precisa ecoar em Cianorte é direta:


Esta administração governa para cuidar das pessoas ou para produzir eventos?


Porque quando uma cidade gasta mais de R$ 7,8 milhões com shows, mas não consegue garantir atendimento especializado eficiente à população, não estamos diante apenas de uma escolha orçamentária. Estamos diante de uma escolha moral.


A gestão pública é feita de prioridades. E prioridade se mede pelo orçamento.


Não adianta discurso bonito sobre cuidado com a população se, na prática, o dinheiro aparece rapidamente para festas, mas falta solução concreta para quem está doente.



Não adianta dizer que a saúde é prioridade enquanto o cidadão continua preso em filas.


Não adianta posar para foto em evento enquanto famílias esperam meses por uma consulta.


Não adianta vender alegria no palco enquanto a população vive sofrimento nos corredores, nas UBSs, na UPA e nas listas de espera.


O povo de Cianorte não pode ser tratado como plateia de espetáculo político.


O povo de Cianorte precisa ser tratado como cidadão.


E cidadão tem direito à saúde digna, eficiente, planejada e humana.


O valor gasto em shows revela mais do que contratos. Revela uma lógica de governo. Revela uma administração que precisa explicar, com transparência, por que tanto dinheiro foi destinado ao entretenimento enquanto a saúde pública segue acumulando reclamações, filas e ausência de especialistas.


A pergunta final é inevitável:


  • Cianorte precisa de mais shows ou precisa de mais médicos?

  • Precisa de mais palco ou de mais consultas?

  • Precisa de mais festa ou de mais respeito com crianças, jovens, adultos e idosos que dependem da saúde pública?


Porque a população pode até gostar de música.


Mas quem está com dor não precisa de show.


  • Precisa de médico.

  • Precisa de exame.

  • Precisa de tratamento.

  • Precisa de prioridade.


E prioridade, em uma cidade séria, começa pela vida...



Créditos: Gabriel Bertolucci

Fonte utilizada: Relatório enviado sobre contratos de shows e indicadores dos municípios do Paraná na - OPERAÇÃO PIX NA VIOLA.


A metodologia utilizada baseou-se no levantamento de contratações de shows artísticos, rodeios e apresentações de humoristas realizadas por municípios paranaenses. Todos os contratos foram obtidos por meio de fontes oficiais, especialmente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Além disso, foram incorporados indicadores de desenvolvimento municipal extraídos do Índice de Gestão Municipal Áquila (IGMA), permitindo relacionar os gastos com entretenimento à qualidade da gestão pública local. Foram excluídos apresentações de pequeno porte que não necessariamente tiveram um impacto orçamentário significativo. Exemplos: Eventos natalinos, palestras, projetos culturais escolares, entre outros.

1 comentário

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há 5 horas
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Enquanto isso o transporte está com ônibus sucateados da década de 90 e alunos já estão ficando sem ir para a escola falta ônibus e falta funcionários eu trocaria está festa desse ano por mais saúde educação e segurança que desperdício de dinheiro do povo

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