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Liberdade de expressão: Em audiência, Moro defende que os brasileiros não podem ser proibidos de discutir se Lula é ladrão ou corrupto.

O senador Sergio Moro (União-PR) prestou depoimento nesta segunda-feira (18), como testemunha de defesa do delegado da Polícia Civil Carlos Henrique Rossato Gomes, acusado pelo crime de difamação em ação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A denúncia considera que o Delegado KIQ, como é conhecido, cometeu o crime por ter chamado o então candidato Luís Inácio Lula da Silva de “ladrão”. Moro foi ouvido pela juíza eleitoral da Comarca de Paranavaí, Eveline Soares dos Santos Marra. Em depoimento, o senador defendeu o direito à liberdade de expressão e citou o risco de ampliar o ambiente de censura que impera no país, em caso de uma condenação criminal.


Senador ao lado do Delegado KIQ
Senador ao lado do Delegado KIQ

“Lula foi condenado em três instâncias e as penas foram anuladas em uma reviravolta política. O STF não declarou a inocência dele. A meu ver, qualquer brasileiro tem o direito de debater se Lula é ladrão ou corrupto e externar a sua opinião. Muitos fazem isso e eu pergunto: o Ministério Público vai processar metade do país?”, disse Moro na oitiva no Fórum Eleitoral, de forma presencial.


O Delegado KIQ, como é conhecido, está sendo processado porque colocou algemas em uma pessoa da cidade que estava com a máscara do então candidato à Presidência, em outubro de 2022. Na época, ele era prefeito de Paranavaí (Podemos), em seu segundo mandato, e sugeriu que Lula era ladrão. O evento em apoio ao presidente Jair Bolsonaro durante o segundo turno, aconteceu na Sociedade Rural.


“Vim a Paranavaí defender a liberdade de expressão. Foi provado que a Petrobras foi roubada nos governos do PT e cercear o direito de qualquer brasileiro se manifestar sobre isso coloca a democracia em risco. Um cidadão não pode ser processado criminalmente por dizer o que pensa, ainda mais em um ambiente eleitoral”, disse Moro.


A juíza ouviu o senador Sergio Moro, as demais testemunhas e o ex-prefeito. Em seu depoimento como réu, o Delegado KIQ disse que apenas externou a própria opinião, baseado em condenações da Justiça.







“Durante a campanha eleitoral de 2022 eu apenas reproduzi um fato histórico em relação ao então candidato Luís Inácio Lula da Silva. Infelizmente, respondo a um processo criminal. Hoje, muito mais que me defender, estou aqui pra dizer que os brasileiros têm o direito de dar sua opinião com base em condenações da Justiça. Foi o que fiz”, disse o ex-prefeito.


A audiência foi encerrada e a decisão da juíza Eveline Soares dos Santos Marra ainda não foi divulgada.

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