IDADE DA PEDRA - Lula é agigantado pela China para negociar minerais com Trump
- Nelson Guerra

- 26 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de jul.
Por Professor Nelson Guerra
Imagine Bedroc, a pacata cidade dos Flintstones, escondendo sob suas ruas de pedra um tesouro tão cobiçado que faria até o Sr. Pedregulho investir pesado em segurança. Assim como na trama dos Flintstones, o Brasil encontrou, em seu “quintal”, um estoque de pedras preciosas e minerais raros — essenciais para fabricar os brontofones (smartphones), carrinhos movidos a pés (veículos elétricos), câmeras de pedras digitais e todos os “gadgets” modernos da Idade da Pedra.

Por isso, hoje, Bedroc/Brasil é o segundo maior detentor mundial dessas riquezas, só ficando atrás das imensas pedreiras chinesas. Com tamanhas reservas globais, o cerradão virou a mina dos sonhos não só dos dinossauros da vizinhança, mas também dos gigantes internacionais.
A terra de Lula Flintstone é o “Reino do Nióbio”, com 98% das reservas mundiais, especialmente em Minas Gerais e Goiás.
· Se Fred tivesse um celular, provavelmente seria feito com grafite, nióbio, disprósio e um pouco de teimosia diplomática — tudo mineral, nada paleolítico.
TRUMP COMO SR. PEDREGULHO: COBRANDO COM CARA FEIA
Trump apareceu batendo forte na porta da casa do Lula Flintstone: quer nióbio, lítio e terras raras para manter sua hegemonia tecnológica. O presidente americano já até impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, como quem faz cara feia no mercado para pagar menos pela picanha.
Mas Lula, vestindo sua pele de mamute com orgulho, respondeu como um bom Flintstone:
· “Ninguém põe a mão nos nossos minerais!” É o equivalente diplomático a “Yabba Dabba Não!”
CHINA: A EMPRESA PEDRACORP INVESTINDO NO QUINTAL DE BEDROC
Enquanto Trump se exalta, a China já é acionista majoritária do subsolo brasileiro. Desde 2016, com a compra das minas Boa Vista pela CMOC Group Limited, os chineses ampliaram seu portfólio em fosfato, nióbio, lítio e até níquel. É como se Pedracorp tivesse comprado as cavernas mais valiosas de Bedroc — e agora financia Fred na negociação contra o vizinho bilionário.
A China, que controla 80% do mercado mundial de terras raras, vê o Brasil como o primo musculoso, ainda um pouco atrapalhado, mas com um futuro brilhante se investir em tecnologia e indústria de refino.
RANKING GLOBAL DOS MINERAIS RAROS DE BEDROC
País | Reservas (Mt) | % Mundial | Posição |
🇨🇳 China | 44 | 49% | 1º |
🇧🇷 Brasil | 21 | 23% | 2º |
🇮🇳 Índia | 6,9 | 7,7% | 3º |
🇷🇺 Rússia | 3,8 | 4,2% | 4º |
🇺🇸 EUA | 1,9 | 2,1% | 7º |
Fonte: Serviço Geológico dos EUA
BEDROC PRECISA MAIS QUE MÚSCULOS: QUER CÉREBRO TECNOLÓGICO
Apesar de ser rico em reservas, o Brasil ainda engatinha como o Bam-Bam quando começou a andar. Em 2024, produziu apenas 20 toneladas de terras raras, contra 270 mil da China. Sem capacidade industrial de refino, continuamos sendo o garimpeiro que vende pedras para quem constrói os palácios.
Como diria Barney: “Não adianta ter o dinossauro se você não sabe amansar!”
O BRASIL-FLINTSTONE É A CARTA RARA DO TABULEIRO
Com a China investindo e Trump pressionando, o Brasil virou o personagem mais cobiçado de Bedroc: o dono da pedreira. Mas, para garantir protagonismo, é preciso:
Industrializar com inteligência
Exigir contrapartidas tecnológicas dos compradores
Valorizar a soberania sobre nossos recursos naturais
SAMBA, TRUCO E XEQUE-MATE NA IDADE DA PEDRA
No Boliche de Bedroc, enquanto Fred e Barney disputam quem leva o maior bifão de brontossauro, o Brasil aposta em inovação, soberania e parcerias bem negociadas para fazer desses minerais o “ouro do século XXI”. Se seguir investindo em capacitação e agregando valor à produção, Bedroc/Brasil pode virar protagonista do campeonato mundial de minas estratégicas — entre um samba e um strike, claro.
(Nelson Guerra é professor e consultor em Gestão Pública. Lê planilhas enquanto grita Yabba Dabba Doo)














O Brasil precisa explorar essa riqueza e garantir que elas seja dividida e traga benefícios para toda nação. Não só para uns poucos abastados.