Há uma canção que atravessa o tempo.
- Christina Faggion Vinholo

- há 2 dias
- 3 min de leitura
Christina Faggion Vinholo, teóloga
Especialista em AT e NT.
Não nasce na terra, mas ecoa dela. Não começa conosco, nem terminará em nós. É a canção que une céus e terra, anjos e homens, passado, presente e eternidade:
“Santo. Santo. Santo.”
A Páscoa é o momento em que essa canção ganha o seu centro.
Porque tudo converge para um nome.
E esse nome não está entre outros — está acima de todos.

A ressurreição de Jesus não é apenas um evento glorioso na história. É a declaração definitiva de que o Cordeiro que foi morto é, para sempre, o Rei que vive.
Aquele que foi levantado numa cruz, agora está exaltado acima de todo trono, domínio, poder e autoridade. Como nos lembra a Escritura, “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2:9).
A cruz parecia silêncio.
O sábado parecia ausência.
Mas o domingo… o domingo foi a resposta.
O túmulo vazio não é apenas consolo — é entronização.
Jesus não apenas venceu a morte. Ele foi revelado como aquele diante de quem toda a criação, visível e invisível, se curva em adoração.
E então entendemos: quando os anjos clamam “Santo”, eles não estão repetindo uma palavra. Estão respondendo a uma revelação.
O Cordeiro vive.
E se Ele vive, tudo muda.
Se você foi perdoado, essa canção agora é sua.
Se você foi redimido, essa canção agora é sua.
Se você anda em liberdade, carrega o nome dEle — essa canção agora é sua.
A Páscoa não é apenas algo para ser lembrado.
É uma realidade para ser cantada.
Porque a ressurreição nos insere em algo maior do que nossa própria história: ela nos coloca dentro de uma multidão incontável — milhares de gerações — que vivem para um único propósito: adorar o Cordeiro.
Não mais como espectadores, mas como participantes.
Não mais presos ao pecado, mas livres para adorar.
Não mais sob condenação, mas debaixo da graça.
E há algo profundamente teológico nisso: a ressurreição não apenas nos salva — ela redefine nossa identidade.
Nós nos tornamos um povo que canta.
Um povo que olha para o Cristo vivo e entende que nenhum poder deste mundo tem a palavra final. Nenhuma dor é definitiva. Nenhuma morte é permanente.
Porque o túmulo está vazio.
E o trono está ocupado.
Por isso, a igreja canta.
Por isso, os céus respondem.
Por isso, a criação inteira ecoa:
Santo.
Santo.
Santo.
E essa não é apenas uma canção para o futuro.
Ela começa agora.
Toda vez que um coração endurecido se rende, essa canção se manifesta.
Toda vez que alguém escolhe confiar em Deus em meio à dor, essa canção ressoa.
Toda vez que o nome de Jesus é exaltado acima de tudo, essa canção se torna audível na terra.
A Páscoa nos chama a mais do que compreensão.
Ela nos chama à participação.
A cantar com a vida.
A adorar com a existência.
A reconhecer, em cada área, que o nome dEle está acima de todos.
E um dia — não por metáfora, mas por realidade plena — nos uniremos visivelmente a essa multidão.
E não haverá mais lágrimas, nem morte, nem separação.
Apenas uma canção.
E um Cordeiro.
E então entenderemos, sem limitações, aquilo que hoje apenas começamos a experimentar:
Ele é Santo.
Para sempre.
E-mail: chrisvinjolo@gmail.com
Instagram: @chrisvinholo













Maranata! Vem Jesus!