Guerra pelo poder esquenta no São Paulo enquanto time tenta blindar o campo
- Hugo Oliveira - Narrador Esportivo

- há 7 horas
- 2 min de leitura
Os bastidores do São Paulo seguem em ebulição. E não é exagero dizer que o clima político no Morumbis lembra — e muito — uma disputa de poder em Brasília.
Após a saída de Júlio Casares da presidência, Harry Massis assumiu o comando do clube. Até aqui, sua curta passagem tem sido vista como organizada e com discurso de reconstrução. Mas nos corredores do clube, a oposição já se movimenta.

E se movimenta forte.
Novo áudio, nova tentativa de desgaste?
O nome da vez é Olten Ayres de Abreu. Ele estaria articulando uma forma de voltar ao “poder” dentro do São Paulo e teria levado ao Conselho Consultivo a discussão sobre um suposto áudio envolvendo Chris Massis, filha do atual presidente.
Segundo a denúncia, ela estaria envolvida em uma possível venda irregular de ingressos.
Olten afirmaria ter um áudio que comprovaria a prática. Porém, pessoas que já teriam ouvido o material dizem que o conteúdo parece desconexo e sem comprovação clara de qualquer esquema.
Ou seja: o ambiente é de acusação, mas também de questionamentos sobre a consistência das provas.
Coincidência ou estratégia?
A movimentação acontece justamente no momento em que o Conselho de Ética analisa o caso envolvendo Mara Casares e Douglas Schwartzmann — ambos ligados ao mesmo grupo político de Olten.
A leitura nos bastidores é clara: a guerra política está escalando.
Cada lado se arma como pode. Cada grupo tenta sobreviver. E o São Paulo vira palco de uma disputa que vai muito além do futebol.
Qualquer semelhança com o cenário político nacional… talvez não seja mera coincidência.
E dentro de campo? Vai muito bem, obrigado.
Se fora de campo o clima é de tensão, dentro dele o São Paulo vive um momento bem diferente.
O time está prestes a enfrentar o RB Bragantino pelas quartas de final do Campeonato Paulista, em jogo único. E Crespo deve ir com força máxima.
A única dúvida do treinador está no esquema tático: manter o 3-5-2, que vem dando mais solidez defensiva, ou apostar no 4-3-3, buscando maior agressividade ofensiva.
Independentemente do desenho, a ideia é clara: intensidade, concentração e foco total na classificação.
Enquanto a política ferve, o elenco tenta blindar o ambiente e responder jogando bola.
O futebol como escudo
O São Paulo vive dois mundos paralelos.
De um lado, conselhos, áudios, julgamentos e articulações políticas. Do outro, um time que tenta evoluir, se encaixar e manter o foco na temporada.
Se a bola continuar entrando, o campo pode virar o maior escudo da atual gestão.
Mas a guerra política está longe de acabar.
E no Morumbi, cada capítulo promete ser ainda mais intenso que o anterior.
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