GAZA EM AGONIA: A Fome que Devora Inocentes e a Ilusão de um Nobel da Paz
- Nelson Guerra

- 31 de ago.
- 3 min de leitura
Por Prof. Nelson Guerra
Em Gaza, mães são forçadas a fazer o impensável: escolher qual filho faminto receberá o pouco alimento que chega. É o inferno na Terra. Uma dor que escapa à linguagem, uma ferida que a imaginação não alcança.
Enquanto o mundo parece ter perdido a bússola moral, Donald Trump, o insano presidente americano, acalenta sonhos de glória com o Prêmio Nobel da Paz, mesmo apoiando ações que perpetuam o sofrimento.
Esta reportagem, inspirada em relatos pungentes e dados recentes, convida o leitor brasileiro – acostumado a lutas contra a desigualdade e a injustiça – a refletir sobre a impotência global diante de uma tragédia humana que clama por ação.

A contradição é gritante: como reconciliar o discurso de pacificação com o aval a uma estratégia que, segundo a ONU, configura crime de guerra ao privar civis de ajuda humanitária?
CIDADES EM CHAMAS E O DESERTO DA FOME
A fome em Gaza foi oficialmente confirmada em comunicado recente da ONU e da UNICEF, afetando mais de meio milhão de pessoas, incluindo pelo menos 132.000 crianças menores de cinco anos em risco iminente de morte por desnutrição aguda.
Essa fome não é um acidente da natureza, mas resultado de bloqueios e obstruções sistemáticas ao acesso humanitário, atribuídos às políticas israelenses sob o comando do alucinado Benjamin Netanyahu. A ONU declarou que Israel mantém restrições severas à entrada de alimentos e medicamentos. Israelenses já saem em grandes protestos pelas ruas, especialmente na capital Tel Aviv, para exigir a mudança de postura de Netanyahu.
A Cidade de Gaza foi declarada “zona de combate perigosa” pelo exército israelense, e ofensivas atingem hospitais, escolas e tendas de deslocados. Famílias amedrontadas são deslocadas repetidas vezes, fugindo de bombardeios que não poupam nem filas de distribuição de comida.
O GENOCÍDIO TRANSMITIDO EM TEMPO REAL
O conflito já matou mais jornalistas em Gaza do que as duas Guerras Mundiais somadas. As imagens que chegam ao mundo mostram crianças esqueléticas, mães desesperadas e bairros inteiros reduzidos a escombros. O coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, descreveu a situação como “níveis nunca vistos na história recente”.
E, no entanto, a comunidade internacional parece habituar-se ao horror. Onde estão os “capacetes azuis” da ONU, cuja missão é proteger civis em zonas de conflito? A ausência é um pacto silencioso com a barbárie.
NA CRUELDADE HÁ NOBEL DA PAZ OU CUMPLICIDADE NO GENOCÍDIO?
Donald Trump não esconde sua "ambição delirante" pelo Prêmio Nobel da Paz, apresentando-se como o líder capaz de encerrar guerras globais, como em Gaza e na Ucrânia. No entanto, sua retórica choca com a realidade: ele apoia abertamente Israel em sua ofensiva contra Gaza, que resulta na morte por fome de milhares de crianças indefesas.
É coerente almejar a paz enquanto avaliza ações que perpetuam o sofrimento? Trump, em reuniões recentes com Netanyahu, discute "esforços de cessar-fogo", mas sua postura tem sido de endosso à ocupação e ao bloqueio, o que críticos como o economista Jeffrey Sachs chamam de cumplicidade em genocídio.
Sim, Trump é retratado como cúmplice silencioso e avalista de Netanyahu, encenando o papel de algoz de uma geração inteira. A estratégia dos dois líderes — segundo críticos — vê na morte por fome uma forma “mais barata” de eliminar futuros combatentes palestinos. É o fim antecipado de problemas futuros a partir da destruição prematura, pois 40% da população de Gaza possui menos de 15 anos e serão amanhã potenciais soldados.
👆🙄 Imagine você efetuar esse terrível cálculo de crueldade?!
O SILÊNCIO QUE GRITA. ATÉ QUANDO?
Na devastada Gaza, a fome — o mais antigo flagelo humano — é usada como arma, sob o silêncio cúmplice das nações. Essa guerra insana não é apenas um conflito distante; é um espelho da falha humana em priorizar a vida sobre o poder. Trump, fiador de um "extermínio", sonha com o Nobel da Paz enquanto crianças e mulheres palestinas são marcadas pela fome.
Nós, brasileiros, com nossa história de resistência, devemos nos perguntar: o que podemos fazer? Pressionar governos, apoiar ONGs, ou simplesmente não virar o rosto. A melancolia dessa tragédia nos convida à ação reflexiva – porque, no final, o silêncio de hoje pode ecoar como culpa amanhã. E a história certamente nos julgará por isso.
(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública)














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