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"FILAS, REVOLTA E VACINAS NÃO APLICADAS: O SÁBADO QUE EXPÔS A CRISE DE PLANEJAMENTO NA SAÚDE DE CIANORTE"

Mais uma vez a população de Cianorte foi colocada diante de uma situação que levanta questionamentos sérios sobre a gestão da saúde pública municipal.


Por: Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP


PARA RECORDARMOS:


Vejamos o que diz o PLANO DE GOVERNO DE MARCO FRANZATO.


REESTRUTURAÇÃO ADMINISTRATIVA


Nossa gestão irá priorizar as necessidades do Município e Distritos, que contará com secretarias a serem ocupadas por pessoas de extrema capacidade profissional e técnica, os quais serão nomeados após análise criteriosa de aptidão técnico/profissional, conduta ilibada e reconhecida pela comunidade, que poderá representar com dignidade o Município. Cada Secretário(a) Municipal será responsável pelo total cumprimento das metas, objetivos e indicadores apresentados neste Plano de Governo. Ainda, um mural com os projetos apresentados por conseguinte será fixado em cada secretaria para acompanhamento dos objetivos a serem atingidos. Importante destacar que pessoas que possam ser nomeadas para cargos de confiança e/ou comissionados, deverão possuir “ficha limpa” e preencher os requisitos de competência e qualificação, para que realmente desenvolvam a função que assumirem com total responsabilidade e comprometimento.


AGORA VAMOS PARA A REALIDADE:



No último sábado, 06 de junho de 2026, dezenas de cidadãos atenderam ao chamado oficial da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde para participar da campanha de atualização vacinal realizada na Policlínica.


O comunicado informava que o atendimento aconteceria das 13h30 às 17h30.


A proposta era simples.


Garantir que crianças, adultos e idosos colocassem suas vacinas em dia.


O problema é que, segundo diversos relatos recebidos pelo Portal Bisbilhoteiro, quando a população chegou ao local encontrou uma realidade completamente diferente daquela divulgada.


As filas se formaram.


As pessoas aguardaram.


Muitos cidadãos permaneceram por longos períodos esperando atendimento.


Mas não havia profissionais suficientes para realizar a aplicação das vacinas.


Em alguns relatos recebidos pela nossa redação, a reclamação foi ainda mais grave: simplesmente não havia equipe disponível para atender a demanda criada pela própria convocação feita pelo município.


O resultado foi previsível.


  • Revolta.

  • Indignação.

  • Frustração.


E principalmente a sensação de desrespeito com o cidadão.



Muitos moradores retornaram para suas casas sem receber a vacina que haviam saído para tomar.


Outros questionavam como uma ação pública anunciada previamente poderia ocorrer sem o planejamento necessário para atender a população convocada.


A pergunta que fica é inevitável:


  • Quem autorizou a realização deste Plantão de Vacinação? - Onde está o escopo deste planejamento?

  • Quem dimensionou a quantidade de profissionais necessários? - Onde está esse escopo?

  • Quem avaliou a demanda esperada? - Onde está este escopo?

  • O que tem a dizer a Secretária de Saúde a dizer sobre isso, já que ela escolheu a Policlínica como local para este plantão da vacinação?



E principalmente:


Por que a população foi chamada para um atendimento que aparentemente não possuía estrutura adequada para funcionar?


A saúde pública não pode ser tratada como improviso.


Muito menos quando se trata de vacinação.


Estamos falando de um serviço essencial.


  • De prevenção.

  • De proteção coletiva.

  • De uma política pública que exige organização, planejamento e respeito ao cidadão.


O que se viu no sábado foi exatamente o contrário.


  • A população fez sua parte.

  • Atendeu ao chamado.

  • Compareceu.

  • Enfrentou filas.


Mas encontrou um sistema que, segundo os relatos recebidos, não estava preparado para atendê-la.



O episódio também expõe outro problema que vem sendo cada vez mais comentado dentro da própria estrutura pública municipal: a deficiência na comunicação institucional.


  • Não basta divulgar campanhas e plantões da saúde.

  • Não basta produzir artes para redes sociais.

  • Não basta convocar a população.


É necessário garantir que o serviço anunciado esteja efetivamente disponível - é necessário um planejamento concreto inclusive com análises de riscos. Em gestão pública e principalmente de saúde não existe espaço para amadorismos...


Quando isso não acontece, a comunicação deixa de ser uma ferramenta de informação e passa a ser uma ferramenta de frustração coletiva.


E quem paga essa conta não é o gestor, que muitas vezes não sabe o que realmente acontece! É enganado e politicamente sofre um desgaste ENORME.


Não é o secretário.


Não é o setor de comunicação.


É o cidadão.


É o trabalhador que saiu de casa.


É o idoso que enfrentou fila.


É a mãe que levou seus filhos para atualizar a carteira vacinal.


É a população que mais uma vez ficou esperando por um serviço que deveria funcionar de forma eficiente e que NÃO FUNCIONOU... VERGONHA PARA NOSSA CIDADE... Um Planejamento AMADOR E DESCABIDO para uma cidade como Cianorte que vive a "TRANSFORMAÇÃO"...



O Portal Bisbilhoteiro, como sempre faz procurou a Administração Municipal e também a Secretaria Municipal de Saúde para obter esclarecimentos sobre os fatos relatados pela população.


Até o fechamento desta matéria, não recebemos retorno oficial nem posicionamento sobre o ocorrido.


Naturalmente, este espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Cianorte e da Secretaria Municipal de Saúde.


Porque transparência também faz parte da saúde pública.


E quando faltam respostas, crescem as dúvidas.


Quando faltam explicações, cresce a indignação.


E quando faltam planejamento, profissionais e comunicação eficiente, quem sofre é sempre o mesmo...


...o cidadão de Cianorte.


Fica uma dica para a Secretária de Saúde Municipal que não responde quando solicitada:


"Se não gosta de falar com a população e com a imprensa, ato que não é obrigação, é dever do agente público, peça para sair da função e deixe a cadeira para quem com o devido conhecimento comprovado na GESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA resolve os problemas dos cidadãos que necessitam dos serviços de saúde e que pagam seu salário. É impressionante que um simples plantão para vacinação não tenha um planejamento adequado - esse é o jeito de fazer gestão da atual administração? Creio e tenho certeza que não e que isso não é aceitável pelo nosso prefeito municipal Marco Franzato, ou ele compactua com isso? Claro que não..." - Marcio Nolasco.




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