FALTA ATÉ PAPEL-TOALHA NAS UBSs DE CIANORTE? ATÉ QUANDO A SAÚDE PÚBLICA VAI FUNCIONAR NO IMPROVISO?
VERGONHA E NÃO É MENTIRA! O PREFEITO DEVERIA IR FISCALIZAR COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS OU TIRAR OS GESTORES DA SAÚDE QUE NÃO CONSEGUEM FAZER NEM REPOSIÇÃO DE MATERIAL BÁSICO... SÃO MESES DE RECLAMAÇÕES ... MESES ...
Denúncia recebida nesta manhã, 13 de outubro, relata falta de materiais básicos nas Unidades Básicas de Saúde. Portal Bisbilhoteiro cobra fiscalização presencial dos vereadores (ou os vereadores agora tem que pedir ordem para irem nas repartições públicas e UBSs fazerem seu dever constitucional de fiscalizar os atos do executivo) e respostas concretas da Prefeitura.
Por Marcio Nolasco
— Editor-Chefe do Portal Bisbilhoteiro
A saúde pública de Cianorte precisa de respostas - Já era para ser feita uma CPI na saúde públicva mas não se tem coragem suficiente no poder legislativo de Cianorte para isso - falta e problemas e denúncias é que não faltam e a população sente isso na pele TODOS OS DIAS!
E não são respostas burocráticas, promessas de compras futuras ou comunicados genéricos dizendo que a Prefeitura está providenciando a aquisição de materiais.
O que a população precisa é de unidades de saúde abastecidas, profissionais com condições dignas de trabalho e atendimento público funcionando como deveria.

Na manhã desta terça-feira, 13 de outubro de 2026, o Portal Bisbilhoteiro recebeu mais uma denúncia encaminhada por um servidor da área da saúde, identificado no formulário como ACS, relatando a falta de materiais básicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
A mensagem é direta e preocupante:
“Já não bastasse as goteiras na UBS que trabalho e várias outras. Agora um problema que já estamos há várias semanas, é 100% em todas as UBSs, é a falta de alguns materiais, como papel toalha, gaze, compressa, grau cirúrgico e outros.”
O relato levanta uma questão que não pode ser ignorada: como uma rede pública de saúde pode manter a regularidade dos serviços quando faltam materiais básicos para o trabalho cotidiano dos profissionais?
Não estamos falando de equipamentos sofisticados, tecnologias de última geração ou procedimentos excepcionais. Estamos falando de itens essenciais para a rotina de unidades que recebem diariamente cidadãos em busca de atendimento, orientação, procedimentos e cuidados de saúde.
A denúncia precisa ser apurada. E a população merece saber o que está acontecendo.
MAIS UMA DENÚNCIA. MAIS UMA EXPLICAÇÃO SOBRE COMPRAS?
O problema é que essa reclamação não chega ao Portal Bisbilhoteiro como um episódio isolado.
Nos últimos 45 dias, recebemos outras manifestações relacionadas à falta de materiais nas UBSs. Segundo o levantamento informado pelo próprio Portal, já são mais de cinco denúncias recebidas ao longo de 2026 sobre a falta de materiais básicos na UPA e nas UBSs de Cianorte.

São relatos que exigem uma resposta institucional séria, documentada e, sobretudo, verificável.
De acordo com as informações reunidas pelo Portal, uma das respostas recorrentes atribuídas ao Poder Executivo diante dessas reclamações é a de que a Prefeitura estaria “providenciando a compra”.
Mas é justamente aqui que começa a discussão que a administração municipal precisa enfrentar.
Providenciando a compra quando? Por meio de qual processo? Existe estoque mínimo definido para cada unidade? Há controle de consumo? Os pedidos são realizados antes de os produtos acabarem? Quais são os prazos de entrega? Existem processos de aquisição em andamento, contratos vigentes ou dificuldades de fornecimento?
Uma administração pública não pode tratar a reposição de materiais essenciais como se a falta desses itens fosse uma surpresa imprevisível.
O consumo de materiais nas unidades de saúde pode e deve ser acompanhado. A demanda precisa ser estimada, os estoques monitorados, os pedidos programados e as aquisições organizadas com antecedência, respeitando os procedimentos legais.
Imprevistos podem acontecer. Problemas de fornecimento também. Mas, quando as reclamações se repetem, cabe à gestão demonstrar quais são as causas, quais providências foram adotadas e por que as medidas anteriores não foram suficientes para evitar novas faltas.
Não basta anunciar que está comprando. É preciso garantir que o material chegue, esteja disponível e cumpra sua finalidade.
E OS VEREADORES? A FISCALIZAÇÃO PRECISA SAIR DOS GABINETES
O Poder Legislativo municipal tem uma responsabilidade que não pode ser reduzida à realização de sessões, à apresentação de requerimentos ou à divulgação de manifestações nas redes sociais.
Fiscalizar a administração pública é uma das atribuições centrais dos vereadores.
Diante da repetição de denúncias sobre a falta de materiais nas unidades de saúde, o Portal Bisbilhoteiro faz um apelo público aos parlamentares de Cianorte: vão às UBSs, conversem com os profissionais, verifiquem os estoques e confiram presencialmente as condições de funcionamento dessas unidades.
Não se trata de condenar antecipadamente a Prefeitura. Trata-se de apurar os fatos.
Os vereadores podem solicitar documentos, conferir os procedimentos de aquisição, verificar as datas dos pedidos e das entregas, comparar o consumo com os estoques disponíveis e ouvir os responsáveis pelas unidades.
Uma fiscalização efetiva deve produzir respostas objetivas.
Se os materiais estão disponíveis, que isso seja demonstrado. Se faltam, que se identifiquem as causas. Se há problemas de planejamento, que sejam corrigidos. Se existem dificuldades administrativas ou contratuais, que sejam esclarecidas.
O que não é aceitável é que denúncias sucessivas permaneçam sem uma apuração capaz de informar à sociedade o que realmente acontece.
A pergunta é inevitável: se os relatos se acumulam, por que ainda não existe uma resposta pública suficientemente clara sobre a origem do problema e sua solução definitiva?
A SAÚDE NÃO PODE DEPENDER DA SORTE
Imagine o profissional que chega para trabalhar e não encontra os materiais necessários. Imagine a equipe que precisa reorganizar a rotina, buscar alternativas ou lidar com limitações que poderiam ter sido evitadas por uma gestão eficiente de suprimentos.
Agora, imagine o cidadão que procura uma unidade pública e espera encontrar uma estrutura preparada para atendê-lo.
A falta de materiais pode comprometer a organização do serviço, provocar atrasos, exigir adaptações e, dependendo do item e do procedimento, afetar as condições de segurança e higiene. A dimensão concreta desses impactos precisa ser apurada em cada unidade.
É por isso que a denúncia merece atenção imediata.
O profissional de saúde não pode ser responsabilizado por falhas de abastecimento que não estão sob seu controle. O cidadão também não pode ser colocado na posição de suportar as consequências de problemas administrativos que deveriam ser prevenidos ou solucionados com planejamento.
E há outro ponto fundamental: quando servidores procuram canais de denúncia para relatar problemas dessa natureza, o poder público deveria enxergar nessas manifestações uma oportunidade de corrigir falhas, não um incômodo a ser administrado.
Quem trabalha na ponta conhece a realidade cotidiana das unidades. Ouvir esses profissionais é parte indispensável de uma gestão pública responsável.
PLANEJAMENTO NÃO É LUXO. É OBRIGAÇÃO DE GESTÃO.
A Prefeitura precisa explicar como funciona a logística de abastecimento da rede municipal de saúde.
Existe um sistema de controle de estoque integrado entre a Secretaria Municipal de Saúde, a UPA e as UBSs? Há definição de níveis mínimos de segurança para materiais de consumo frequente? Qual é a periodicidade de reposição? Quem monitora os pedidos? Como a administração acompanha os produtos que estão próximos do esgotamento?
E, principalmente: se as reclamações já vinham sendo recebidas, quais medidas foram adotadas para impedir que o problema continuasse?
Essas perguntas não representam perseguição política. São questões elementares de gestão pública.
O dinheiro público precisa ser administrado com responsabilidade, e a população tem o direito de saber se os processos de compra e distribuição estão funcionando adequadamente.
Se há falhas de planejamento, é necessário corrigi-las. Se os procedimentos de aquisição estão demorando, é necessário explicar os motivos. Se existem problemas de fornecedores ou de contratos, é preciso apresentar os fatos e as medidas adotadas.
A administração municipal não pode responder a uma sequência de reclamações apenas com uma promessa genérica de compra. A sociedade precisa conhecer o diagnóstico, o cronograma e o resultado.
A PREFEITURA PRECISA RESPONDER. A CÂMARA PRECISA FISCALIZAR.
Diante da denúncia recebida em 13 de outubro, o Portal Bisbilhoteiro aguarda um posicionamento oficial do Poder Executivo municipal e do Poder Legislativo de Cianorte.
À Prefeitura, cabe esclarecer:
Quais materiais estão em falta nas UBSs e na UPA, e em quais unidades a situação foi identificada?
A falta de papel-toalha, gaze, compressas e outros itens relatada pelo servidor foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde?
Quais processos de aquisição estão em andamento, com quais prazos previstos para entrega?
Como funciona o planejamento de consumo, controle de estoque e reposição de materiais?
Quais medidas emergenciais foram adotadas para assegurar o abastecimento das unidades?
Existe um plano de prevenção para evitar que o problema volte a ocorrer?
À Câmara Municipal, cabe informar:
Os vereadores realizaram fiscalizações presenciais nas UBSs e na UPA diante das denúncias recebidas?
Foram solicitados documentos sobre estoques, compras, contratos e distribuição de materiais?
Há providências de fiscalização em andamento para esclarecer a recorrência dessas reclamações?
As perguntas são públicas porque o assunto é público. As respostas também devem ser públicas, claras e acompanhadas, sempre que possível, de documentação que permita verificar as providências anunciadas.
COLAPSO DA SAÚDE? A GRAVIDADE EXIGE APURAÇÃO, NÃO SILÊNCIO.
O Portal Bisbilhoteiro vem recebendo relatos que apontam dificuldades na estrutura e no funcionamento dos serviços de saúde de Cianorte. A recorrência das reclamações sobre materiais básicos é mais um sinal de alerta que precisa ser investigado.
Seria precipitado afirmar, com base apenas nesta denúncia, que toda a rede municipal está formalmente em colapso. Mas seria igualmente irresponsável ignorar a repetição dos relatos e deixar de cobrar explicações.
A questão é simples: se a Prefeitura não consegue assegurar a reposição regular de materiais essenciais, qual é a falha que está impedindo o funcionamento adequado dessa rotina administrativa?
A população não precisa de justificativas intermináveis. Precisa de serviços públicos organizados, equipes abastecidas e uma administração capaz de antecipar problemas previsíveis.
A saúde pública não pode funcionar na base do improviso. E a fiscalização não pode aparecer apenas quando uma denúncia ganha repercussão.
O Portal Bisbilhoteiro continuará acompanhando o caso, cobrando esclarecimentos e dando espaço para que os responsáveis apresentem suas versões e documentos.
Porque fiscalizar não é condenar antecipadamente. É exigir transparência, verificar os fatos e cobrar soluções.
E fica a pergunta que a Prefeitura e os representantes eleitos precisam responder à população de Cianorte:
SE A FALTA DE MATERIAIS É RECORRENTE, ONDE ESTÁ O PLANEJAMENTO? E, SE AS DENÚNCIAS SE REPETEM, ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO?
A saúde pública não pode esperar. O cidadão não pode pagar a conta da desorganização. E a sociedade não pode aceitar que a promessa de uma compra futura substitua a obrigação de garantir o atendimento de hoje.
Portal Bisbilhoteiro — informação, fiscalização e compromisso com o interesse público.
Marcio Nolasco
Editor-Chefe do Portal Bisbilhoteiro

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