Deus, Pátria e Família
- Paulo Catto Gomes

- há 3 dias
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Não se deixe enganar pelas aparências
Esse slogan DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA, que foi muito usado pelo Bolsonaro, não vem de Deus nem da Bíblia. Foi criado na Itália e virou lema do movimento Fascista de Mussolini, depois copiado aqui. Não é pq alguém fala da boca pra fora de Deus que a sua mensagem é legítima e reconhecida por Deus como correta.
Muitas vezes é justamente o contrário disso. A coisa que Jesus mais criticou no mundo foi a hipocrisia dos fariseus e líderes religiosos que usavam o nome de Deus com outros interesses, geralmente de poder. Jesus os chamou de “raça de víboras” e os comparou a “sepulcros caiados”, ou seja, pessoas que usando o nome de Deus mantinham uma aparência bonita por fora mas por dentro estavam podres. (Mateus 23:27)

A gente precisa se guiar exclusivamente pelas palavras de Deus, por meio de Jesus, e não confiar nas palavras que vêm de homens (falhos como somos). Quando Ele foi perguntado qual seria o mandamento mais importante, Jesus respondeu: “1 - Amar a Deus acima de todas as coisas, de todo o coração, de toda a alma e de todo o pensamento; 2 - Amar ao próximo como a si mesmo”. (Mateus 22:35-40)
Pq Jesus não ordenou “amar a Família”? Pq isso é fácil. Nós já amamos e defendemos nossa família de forma natural, instintivamente. Nos requer pouco esforço para amar a própria família. Difícil é amar o próximo - os outros. Amar os outros como a nós mesmos exige um outro tipo de amor, que não nos é natural. Exige reconhecer que Deus nos amou sem a gente merecer esse amor, e por isso mesmo também devemos amar (respeitar, cuidar, proteger) aqueles que nem conhecemos.
Pq Jesus não ordenou “amar a Pátria”? Pq Deus não está interessado nas coisas desse mundo, Deus se importa com a realidade interna do nosso coração, com a forma como nos relacionamos com Ele e a forma com que nos relacionamos uns com os outros. Jesus disse para buscarmos “primeiro o Reino de Deus” (Mateus 6:33), que é o reino celestial vindouro, que será estabelecido quando Jesus voltar.
Isso significa que devemos ser cidadãos passivos e apáticos? Não. É lícito nos importar com as questões da vida cotidiana, do nosso trabalho, da sociedade e até da política. No entanto, não devemos de forma alguma misturar as coisas. Jesus, Filho de Deus, quando esteve entre nós nunca buscou agir na política. Quando Jesus foi perguntado se o povo deveria pagar impostos, por exemplo, Ele respondeu: “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25)
Por mais que muitos judeus e até seus seguidores mais próximos esperassem que o Messias viesse para criar uma revolução social, vencer o domínio dos Romanos invasores e restaurar o poder do reino terreno de Israel, Jesus nunca assumiu esse papel, nem orientou seus seguidores nesse sentido. Jesus sempre deixou claro que seu propósito é outro, eterno, para além desse mundo. Diante do governante Pilatos, autoridade humana, Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” (João 18:36)
Que Deus nos abençoe, com sua graça e misericórdia nos dê lucidez, entendimento, sabedoria. Para que abra nossos olhos e nos livre do engano. Para que possamos enxergar a vida e o mundo segundo o Seu olhar e Sua vontade, buscando nos alimentar de Sua verdade e nos dando cada vez mais fé e anseio por Ele.














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