Convite Minerais Críticos: Brasil Precisa Driblar Gigantes e Buscar o Gol do Desenvolvimento
- Nelson Guerra

- há 5 horas
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O convite de Trump para formar um bloco de minerais críticos, numa tentativa de reduzir a dependência da China, deixa o Brasil na mira das potências. Minerais críticos podem transformar o país no craque do futuro global. Será que Lula consegue dar um gol de placa no campo do nosso subsolo verde-amarelo?
Imagina a cena: o Brasil, aquele jogador de bola fina, com a ginga que só a gente tem, mas que às vezes fica no banco de reservas. De repente, o treinador dos Estados Unidos, conhecido por suas jogadas ousadas, faz um convite que pode mudar o placar do jogo global: "Brasil, vem para o meu time! Vamos formar um novo bloco para controlar os minerais críticos, aqueles que fazem o mundo girar, da tela do seu celular ao carro elétrico do futuro."

Esse convite, que parece uma daquelas reuniões de condomínio onde se discute quem vai pagar a conta, na verdade é uma jogada de mestre. Os EUA e outros 53 países querem reduzir a dependência da China, que hoje é a "mãe dos minérios", dominando a produção de itens como lítio, manganês, cobre e as valiosas terras raras.
É como querer ter um pomar próprio para não depender da feira do vizinho. A proposta é clara: ter controle sobre o preço e a produção desses recursos que são o passaporte para a transição energética e a tecnologia de ponta.
A Resposta e a Malandragem do Bom Negociador
Nosso capitão, o presidente Lula, com a experiência de quem já viu muito campeonato, mandou o recado na sua melhor forma: "Tô livre para discutir, para jogar em qualquer posição, mas a camisa da seleção — nossa soberania — não tem preço!". Ele deixou claro que, para o Brasil entrar nesse time, a conversa tem que ser olho no olho, sem intermediários ou posts em rede social. É a diplomacia à moda brasileira: negociação direta, com respeito, e sempre de olho nos nossos interesses.
Lula ressaltou a importância de um diálogo presencial, longe dos "grupos de zap" diplomáticos, mostrando que, como maiores democracias do Ocidente, Brasil e EUA precisam, sim, aperfeiçoar os detalhes e construir pontes de cooperação. A mesa está posta, mas o tempero será brasileiro.
O Tesouro Escondido: O Potencial Que Mora no Nosso Subsolo
E o Brasil tem um trunfo na manga que poucos percebem. Não é só futebol, samba e praia. Debaixo do nosso chão mora um verdadeiro tesouro! Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, somos donos de fatias generosas das reservas mundiais: 12,3% do níquel, 26,4% da grafita, quase 23% das terras raras e 4,9% do lítio. É um potencial que nos coloca no pódio dos recursos naturais.
Pensa bem: ter 23% das reservas de terras raras do mundo e responder por apenas 0,02% da produção global é como ter uma mina de ouro no quintal e só usar uma pazinha de plástico para brincar na areia. Isso mostra que o Brasil está com a bola nos pés, mas ainda precisa arriscar mais chutes a gol.
Entrar nesse bloco, ou mesmo negociar com essa carta na mão, é a chance de:
💎 Abrir novas portas: ter acesso a mercados estratégicos, fazendo nossos minérios valerem mais.
💎 Diversificar a freguesia: não colocar todos os ovos na mesma cesta, buscando novos parceiros além dos tradicionais.
💎 Atrair investimento e tecnologia: é a injeção de ânimo que o setor precisa, trazendo grana e know-how para extrair e processar esses minerais aqui mesmo, gerando emprego e riqueza.
💎 Virar protagonista: nos posicionarmos como um ator-chave na transição energética mundial, mostrando que o Brasil não é só paisagem, é solução!
O Drible do Conflito: Equilibrando Interesses e Pensando Grande
Claro que, como em qualquer jogada de ataque, é preciso ter cuidado para não deixar a zaga adversária furiosa. A China, nossa maior parceira comercial, certamente vai observar com atenção. Entrar em um time pode ser visto como escolher um lado no clássico mundial. Mas o Brasil, com sua capacidade de dialogar, pode e deve buscar um equilíbrio, mostrando que seus interesses são de desenvolvimento e não de alinhamento cego.
Não é hora de "dar um chutão pra frente", mas de ter a calma de um maestro, usando nossa riqueza mineral como passaporte para um futuro em que somos protagonistas. É a chance de transformar o potencial em realidade, de fazer a "caxirola" do desenvolvimento tocar mais alto.
Brasil S.A.: Nossas Terras Raras Valem um Bilhão! A Grande Chance de Ser Gigante
Com o segundo maior estoque do mundo, o Brasil está diante de uma oportunidade de ouro para transformar suas riquezas minerais em um gol de placa para o desenvolvimento econômico e protagonismo geopolítico. Como um bom jogador, precisamos de estratégia, habilidade e, claro, um pouco de malandragem para driblar os desafios e marcar o gol da vitória, mostrando ao mundo que aqui não tem só floresta, mas também um futuro brilhante e cheio de minerais que movem o planeta!

(Nelson Guerra é comunicador e consultor em Gestão Pública. Estuda política, enquanto lembra que se sujava quando criança com terras nada raras.)












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