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COMO AFUNDAR UM HOSPITAL COM UM SORRISO!

Por Josenir Teixeira:

Advogado(a) e escritório de advocacia

Especialista em proteger médicos, hospitais e ONGs desde 1994. Conte com orientações seguras. Palestrante. OAB/SP 125.253


Passamos anos estudando e acumulando experiência para oferecer ao cliente a orientação técnica capaz de reduzir riscos e aumentar as chances de êxito.


Num mundo competitivo, é natural que especialistas nichados sejam chamados para atuar com precisão: o tiro certo que resolve a questão. Como no vôlei, quando o técnico coloca em quadra um jogador apenas para sacar ou bloquear, o especialista entra para executar a jogada necessária com precisão cirúrgica.


Quando surge um problema tributário, hospitais e ONGs recorrem ao tributarista; se é penal, ao criminalista. Deveria ser sempre desse modo, pela complexidade de cada caso.


Ainda assim surgem nas instituições figuras de fala mansa e trato refinado, prontas para dizer o que se quer ouvir. E quem embarca nesse barco furado invariavelmente afunda junto: perde dinheiro, tempo e nada resolve.


Em julho de 2021, escrevi sobre quem comprou “vacinas” contra a Covid de um policial aposentado, quando o mundo ainda sequer as produzira. A cena tragicômica revelou duas verdades: a ânsia nacional de levar vantagem e o despreparo intelectual que flerta com a idiotice.


Hospitais, médicos e ONGs deveriam prezar por decisões técnicas e processos rigorosos, mas alguns deixam-se seduzir por discursos fáceis e promessas mágicas, o que faz surgir a falha de governança. O mesmo rigor exigido para uma defesa tributária ou penal evapora quando o tema é gestão, compras, compliance ou inovação.


Eis o paradoxo: contratam-se especialistas para disputas jurídicas, mas, ao escolher quem lidera, compra ou transforma a instituição, abre-se mão do critério técnico e cede-se à lábia do dissimulado. O resultado é previsível: dinheiro e tempo desperdiçados e problema intacto.


A lição é dura, mas indispensável: em qualquer campo — direito, medicina ou administração — expertise não é luxo, é obrigação.


Quem troca competência por conveniência paga o preço da incompetência disfarçada de simpatia.


A vacina do policial aposentado tornou-se símbolo de uma cultura que ainda acredita que boa conversa substitui conhecimento.


E, no fim, quem sempre paga a conta é o paciente e a instituição.


Você concorda, caro leitor?

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